Início / Cidades / Em 1872, Natal tinha 352 escravos

Em 1872, Natal tinha 352 escravos

Natal tinha ao todo 352 escravos, sendo a maioria homens e também a expectativa de vida não chega nem aos 80 anos de vida. Saiba mais no Brechando!

O dia da consciência negra precisamos falar que Natal teve, sim, escravidão. Uma das provas apresentamos a seguir. Em 150 anos uma cidade pode mudar. Natal, por exemplo, cresceu 100 vezes a mais em um século e meio. Todos esses estão no Censo Gráfico, disponível na Biblioteca Nacional.

Achamos o censo que era medido pelo registro da Igreja de Nossa Senhora da Apresentação, a principal igreja da cidade. Na época, as pessoas recebiam a divisão de “livres” e “escravos”, além das “raças brancas, pretas, pardos e caboclos”. E 31 pessoas saíram da cidade neste período.

Já o número de casas se somavam 1063, sendo apenas 1020 estavam ocupadas.

Primeiramente, Natal tinha 8916 habitantes, sendo 356 eram escravos. A maioria da população era de homens, dados apontam que eram 4458 pessoas do sexo masculino. Além disso, nenhum dos 4900 brancos existentes em Natal para serem escravizados. Porém, 140 pardos e 216 pretos eram.

Tempo de vida da população negra de Natal e dos escravos em 1872

Dessas 356 pessoas escravizadas, apenas três estavam inclusas na faixa etária de 71 a 80 anos. Entretanto, a maioria dos habitantes era de 20 a 40 anos. Sem contar que apenas 10 crianças conseguiram chegar há 1 ano completo. A expectativa de vida dos escravos eram de 41 a 50 anos

Enquanto isso, quatro pessoas brancas de 1872 chegaram aos 100 anos.

Será que 150 anos já mudou? Compartilhe este texto se você gostou.

Compartilhe

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Em 1872, Natal tinha 352 escravos

Natal tinha ao todo 352 escravos, sendo a maioria homens e também a expectativa de vida não chega nem aos 80 anos de vida. Saiba mais no Brechando!

O dia da consciência negra precisamos falar que Natal teve, sim, escravidão. Uma das provas apresentamos a seguir. Em 150 anos uma cidade pode mudar. Natal, por exemplo, cresceu 100 vezes a mais em um século e meio. Todos esses estão no Censo Gráfico, disponível na Biblioteca Nacional.

Achamos o censo que era medido pelo registro da Igreja de Nossa Senhora da Apresentação, a principal igreja da cidade. Na época, as pessoas recebiam a divisão de “livres” e “escravos”, além das “raças brancas, pretas, pardos e caboclos”. E 31 pessoas saíram da cidade neste período.

Já o número de casas se somavam 1063, sendo apenas 1020 estavam ocupadas.

Primeiramente, Natal tinha 8916 habitantes, sendo 356 eram escravos. A maioria da população era de homens, dados apontam que eram 4458 pessoas do sexo masculino. Além disso, nenhum dos 4900 brancos existentes em Natal para serem escravizados. Porém, 140 pardos e 216 pretos eram.

Tempo de vida da população negra de Natal e dos escravos em 1872

Dessas 356 pessoas escravizadas, apenas três estavam inclusas na faixa etária de 71 a 80 anos. Entretanto, a maioria dos habitantes era de 20 a 40 anos. Sem contar que apenas 10 crianças conseguiram chegar há 1 ano completo. A expectativa de vida dos escravos eram de 41 a 50 anos

Enquanto isso, quatro pessoas brancas de 1872 chegaram aos 100 anos.

Será que 150 anos já mudou? Compartilhe este texto se você gostou.

Compartilhe

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

Clique aqui para saber mais. 

Arquivo

Arquivos

Arquivo

novembro 2023
S T Q Q S S D
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  
Arquivos

Jornalismo Gonzo desenvolvido desde 2015 no Rio Grande do Norte. Layout desenvolvido por Lara Paiva. Todos os direitos reservados.