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Quem o RN escolheu no Plebiscito de 1993?

Quem o RN escolheu: a monarquia ou a República? O Plebiscito de 1993 foi um evento histórico no Brasil para a escolher forma de governo. Saiba mais no Brechando!

Quem o RN escolheu: a monarquia ou a República? O Plebiscito de 1993 no RN foi um evento histórico no Brasil que consultou a população sobre a forma de governo que o país deveria adotar: república ou monarquia.

O plebiscito foi convocado pelo então presidente Itamar Franco e ocorreu em 21 de abril de 1993, na mesma data em que se comemora o Dia de Tiradentes, um herói nacional que lutou pela independência do Brasil.  Ou seja, é aniversário de 30 anos do plebiscito.

Um dos motivos para a realização do plebiscito foi o impeachment de Fernando Collor, que estimulou vários parlamentares monarquistas a pedirem a volta do poder juntamente com os herdeiros de Dom Pedro II.

Inclusive, aconteceu uma campanha eleitoral para conscientizar e incentivar as pessoas a votarem no que eles desejavam. Veja um dos vídeos a seguir:

Além disso, atores famosos botaram a cara para apoiar o regime favorito, como Nívea Stelmann para “monarquia” e Milton Gonçalves, “república”.

O que as pessoas deveriam responder no Plebiscito em 1993 no RN?

A consulta popular aconteceu em todo o território nacional. Os eleitores foram perguntados se concordavam com a seguinte pergunta: “Você é a favor da manutenção da República como forma de governo do Brasil?”. E a outra pergunta seria adotar o modelo “Presidencialismo” ou “Parlamentarismo” (ter o primeiro-ministro como administrador do Poder Executivo).

A opção “República” venceu com mais de 88,6% dos votos, garantindo a continuidade do regime republicano no país. O sistema presidencialista venceu com 69,2% dos votos. Ao todo, foram mais de 67 milhões de eleitores que foram às urnas para decidir.

A realização do plebiscito de 1993 foi uma iniciativa importante para a consolidação da democracia no Brasil. Além disso, permitiu que a população se manifestasse de forma direta e democrática sobre um tema relevante para a organização política do país. Ainda mais, o evento também contribuiu para aumentar a conscientização cívica dos brasileiros, incentivando a participação política e o debate público sobre temas de interesse coletivo.

Em 2023, o plebiscito completa 30 anos, a última vez que decidiu o modelo político do país foi em 1963. Lá, quando os brasileiros pediram a volta do presidencialismo. Sim, na época as pessoas decidiram por meio de cédulas, pois ainda não estava pronta a urna eletrônica.

O que os potiguares decidiram?

Agora, vamos falar de como foi a votação no Rio Grande do Norte. Em torno de 1,4 milhões de potiguares decidiram votar no plebiscito, sendo que 91,3% (620.418 pessoas) decidiram manter o país sendo administrado por uma República, contra 8,7% pela monarquia.

Entretanto, mais de 30% resolveram abster-se de seus votos e 8% decidiram votar em branco.

A monarquia não conseguiu vencer em nenhum dos estados brasileiros.

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Quem o RN escolheu no Plebiscito de 1993?

Quem o RN escolheu: a monarquia ou a República? O Plebiscito de 1993 foi um evento histórico no Brasil para a escolher forma de governo. Saiba mais no Brechando!

Quem o RN escolheu: a monarquia ou a República? O Plebiscito de 1993 no RN foi um evento histórico no Brasil que consultou a população sobre a forma de governo que o país deveria adotar: república ou monarquia.

O plebiscito foi convocado pelo então presidente Itamar Franco e ocorreu em 21 de abril de 1993, na mesma data em que se comemora o Dia de Tiradentes, um herói nacional que lutou pela independência do Brasil.  Ou seja, é aniversário de 30 anos do plebiscito.

Um dos motivos para a realização do plebiscito foi o impeachment de Fernando Collor, que estimulou vários parlamentares monarquistas a pedirem a volta do poder juntamente com os herdeiros de Dom Pedro II.

Inclusive, aconteceu uma campanha eleitoral para conscientizar e incentivar as pessoas a votarem no que eles desejavam. Veja um dos vídeos a seguir:

Além disso, atores famosos botaram a cara para apoiar o regime favorito, como Nívea Stelmann para “monarquia” e Milton Gonçalves, “república”.

O que as pessoas deveriam responder no Plebiscito em 1993 no RN?

A consulta popular aconteceu em todo o território nacional. Os eleitores foram perguntados se concordavam com a seguinte pergunta: “Você é a favor da manutenção da República como forma de governo do Brasil?”. E a outra pergunta seria adotar o modelo “Presidencialismo” ou “Parlamentarismo” (ter o primeiro-ministro como administrador do Poder Executivo).

A opção “República” venceu com mais de 88,6% dos votos, garantindo a continuidade do regime republicano no país. O sistema presidencialista venceu com 69,2% dos votos. Ao todo, foram mais de 67 milhões de eleitores que foram às urnas para decidir.

A realização do plebiscito de 1993 foi uma iniciativa importante para a consolidação da democracia no Brasil. Além disso, permitiu que a população se manifestasse de forma direta e democrática sobre um tema relevante para a organização política do país. Ainda mais, o evento também contribuiu para aumentar a conscientização cívica dos brasileiros, incentivando a participação política e o debate público sobre temas de interesse coletivo.

Em 2023, o plebiscito completa 30 anos, a última vez que decidiu o modelo político do país foi em 1963. Lá, quando os brasileiros pediram a volta do presidencialismo. Sim, na época as pessoas decidiram por meio de cédulas, pois ainda não estava pronta a urna eletrônica.

O que os potiguares decidiram?

Agora, vamos falar de como foi a votação no Rio Grande do Norte. Em torno de 1,4 milhões de potiguares decidiram votar no plebiscito, sendo que 91,3% (620.418 pessoas) decidiram manter o país sendo administrado por uma República, contra 8,7% pela monarquia.

Entretanto, mais de 30% resolveram abster-se de seus votos e 8% decidiram votar em branco.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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