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Queridos brecheiros, muito obrigada. Habemus revista!

Um artigo agradecendo a todos que ajudaram o Catarse de alguma forma Mamãe Brechando, também conhecida Dona Alice, fez jornalismo, mas exerceu pouco da sua profissão. Decidiu continuar trabalhando no Arquivo do Rio Grande do Norte. E seis anos depois de sua formatura, eu nasci, brincando com seus rastros de jornalistas encostados nas estantes, como a máquina de escrever e a câmera fotográfica. Achava aquilo divertido e principalmente brincar de entrevista com minha prima no gravador.   O primeiro jornalzinho que fiz na minha vida foi quando tinha 11 anos junto com a Barbra, uma amiga de escola e na época era líder de classe, que venceu contra a popular da sala, contrariando muita gente. Foi ali que surgiu a vontade de ser jornalista. Mas, na verdade, queria ser mesmo era VJ da MTV, no qual poderia trabalhar com as coisas que eu gosto: música, vídeo, fotografia, comportamento e nerdices.  Queria me vestir como Marina Person do que colocar aquele terninho da Fátima Bernardes no Jornal Nacional, pois no fundo sabia que aquele jornalismo “serião” nunca foi feito para mim. Além disso, queria era tirar dúvidas e não parecer aquela CDF. A medida que fui estudando a profissão vi que tinha gente pensando a mesma coisa e era possível informar, sem ser chato ou quadrado.    Quer mais anos 90 que isso? Televisão tubo vendo Topa Tudo Por Dinheiro (reconheci pelo cenário), móveis de madeira e esse piso cinza. Desde boy querendo fazer fotos! Uma publicação compartilhada por Lara Paiva (@paiva_lara) em 12 de Out, 2017 às…

Um artigo agradecendo a todos que ajudaram o Catarse de alguma forma

Mamãe Brechando, também conhecida Dona Alice, fez jornalismo, mas exerceu pouco da sua profissão. Decidiu continuar trabalhando no Arquivo do Rio Grande do Norte. E seis anos depois de sua formatura, eu nasci, brincando com seus rastros de jornalistas encostados nas estantes, como a máquina de escrever e a câmera fotográfica. Achava aquilo divertido e principalmente brincar de entrevista com minha prima no gravador.  

O primeiro jornalzinho que fiz na minha vida foi quando tinha 11 anos junto com a Barbra, uma amiga de escola e na época era líder de classe, que venceu contra a popular da sala, contrariando muita gente. Foi ali que surgiu a vontade de ser jornalista. Mas, na verdade, queria ser mesmo era VJ da MTV, no qual poderia trabalhar com as coisas que eu gosto: música, vídeo, fotografia, comportamento e nerdices. 

Queria me vestir como Marina Person do que colocar aquele terninho da Fátima Bernardes no Jornal Nacional, pois no fundo sabia que aquele jornalismo “serião” nunca foi feito para mim. Além disso, queria era tirar dúvidas e não parecer aquela CDF.

A medida que fui estudando a profissão vi que tinha gente pensando a mesma coisa e era possível informar, sem ser chato ou quadrado. 

Aos 14 anos, comecei a aprender a mexer no Photoshop e no Windows Movie Maker, gostava de mexer nas artes, além de tirar muitas fotos por aí para publicar no Fotolog.

Três anos, eu finalmente vi que jornalismo era a habilitação que escolhi para trabalhar. Passei de primeira e saiu a minha persona tímida e com medo do que os outros acharem por conta das cicatrizes do bullying.

Também veio uma força descomunal saindo de mim, daquela que conseguia fazer entrevistas, escrevia sobre todas as coisas do mundo e ainda fazia fotos legais, ainda chegou meu lado cara de pau (no bom sentindo) para conseguir as informações para fazer uma matéria. 

Conheci as mais variadas pessoas,  alguns colegas e professores viraram amigos para vida toda; os entrevistados nem se fala. Então, eu criei realmente o meu verdadeiro ciclo social enquanto tentava derrotar os meus demônios pessoais. 

Meu lado jornalista mostrou que posso fazer o que quero e o que quiser. Por isso, assim que formei veio o Brechando, mostrando que se eu não tivesse um trabalho, que criasse um. A minha vida deu um 360 graus, o que era para ser um portfólio, virou a minha vitrine, uma das minhas rendas e também um espaço para que outras pessoas também pudessem divulgar a sua criatividade e, inclusive, fazendo com que outras pessoas escrevessem por aqui. 

Não esperava que fizesse três anos. Então, eu quis fazer uma festa e por que não fazer o blog crescer? Veio a revista, que surgiu inicialmente como um zine, mas o jornalista quer sempre falar mais e, por isso, a revista, que mostrará que imagem + texto + reportagem podem formar um lindo casamento, mas também mapeará a história.

Serão histórias, poemas, entrevistas e reportagens exclusivas sobre Natal, que é melhor ser explicada numa revista do que apenas em uma simples página de WordPress. Textos que vão seguir uma mesma linha e tudo isso será uma coisa bela e um lindo documento falando sobre Natal.

Não queria ser patrocinada por órgãos públicos e ser mais um veículo de imprensa da cidade. Por isso, eu aderi a campanha do Catarse, um site de financiamento coletivo e valoriza a produção independente de todos os estados brasileiros. 

O que me conforta com o Brechando é não mostrar apenas que consigo trabalhar sozinha, jovem (25 anos apenas) e com minha própria força (bem empresária mesmo!), mas consegui comprovar que a terra no qual passei boa parte da minha vida tem sua história, apesar da população ter uma baixa estima. 

Agradeço a todos os amigos, meus pais e minha irmã que me ajudaram a seguir esse caminho difícil, lágrimas, escutando músicas otimistas e angústias rolaram desde a campanha foi lançada. Além disso, agradecer todos os leitores, além dos novos que conheceram o site através do Catarse e prometo não decepcioná-los. 

No fundo a Comunicação Social sempre nasceu em mim e obrigada a todos que nestes três anos de blog mostraram que isso sempre foi real.

 

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Queridos brecheiros, muito obrigada. Habemus revista!

Um artigo agradecendo a todos que ajudaram o Catarse de alguma forma Mamãe Brechando, também conhecida Dona Alice, fez jornalismo, mas exerceu pouco da sua profissão. Decidiu continuar trabalhando no Arquivo do Rio Grande do Norte. E seis anos depois de sua formatura, eu nasci, brincando com seus rastros de jornalistas encostados nas estantes, como a máquina de escrever e a câmera fotográfica. Achava aquilo divertido e principalmente brincar de entrevista com minha prima no gravador.   O primeiro jornalzinho que fiz na minha vida foi quando tinha 11 anos junto com a Barbra, uma amiga de escola e na época era líder de classe, que venceu contra a popular da sala, contrariando muita gente. Foi ali que surgiu a vontade de ser jornalista. Mas, na verdade, queria ser mesmo era VJ da MTV, no qual poderia trabalhar com as coisas que eu gosto: música, vídeo, fotografia, comportamento e nerdices.  Queria me vestir como Marina Person do que colocar aquele terninho da Fátima Bernardes no Jornal Nacional, pois no fundo sabia que aquele jornalismo “serião” nunca foi feito para mim. Além disso, queria era tirar dúvidas e não parecer aquela CDF. A medida que fui estudando a profissão vi que tinha gente pensando a mesma coisa e era possível informar, sem ser chato ou quadrado.    Quer mais anos 90 que isso? Televisão tubo vendo Topa Tudo Por Dinheiro (reconheci pelo cenário), móveis de madeira e esse piso cinza. Desde boy querendo fazer fotos! Uma publicação compartilhada por Lara Paiva (@paiva_lara) em 12 de Out, 2017 às…

Um artigo agradecendo a todos que ajudaram o Catarse de alguma forma

Mamãe Brechando, também conhecida Dona Alice, fez jornalismo, mas exerceu pouco da sua profissão. Decidiu continuar trabalhando no Arquivo do Rio Grande do Norte. E seis anos depois de sua formatura, eu nasci, brincando com seus rastros de jornalistas encostados nas estantes, como a máquina de escrever e a câmera fotográfica. Achava aquilo divertido e principalmente brincar de entrevista com minha prima no gravador.  

O primeiro jornalzinho que fiz na minha vida foi quando tinha 11 anos junto com a Barbra, uma amiga de escola e na época era líder de classe, que venceu contra a popular da sala, contrariando muita gente. Foi ali que surgiu a vontade de ser jornalista. Mas, na verdade, queria ser mesmo era VJ da MTV, no qual poderia trabalhar com as coisas que eu gosto: música, vídeo, fotografia, comportamento e nerdices. 

Queria me vestir como Marina Person do que colocar aquele terninho da Fátima Bernardes no Jornal Nacional, pois no fundo sabia que aquele jornalismo “serião” nunca foi feito para mim. Além disso, queria era tirar dúvidas e não parecer aquela CDF.

A medida que fui estudando a profissão vi que tinha gente pensando a mesma coisa e era possível informar, sem ser chato ou quadrado. 

Aos 14 anos, comecei a aprender a mexer no Photoshop e no Windows Movie Maker, gostava de mexer nas artes, além de tirar muitas fotos por aí para publicar no Fotolog.

Três anos, eu finalmente vi que jornalismo era a habilitação que escolhi para trabalhar. Passei de primeira e saiu a minha persona tímida e com medo do que os outros acharem por conta das cicatrizes do bullying.

Também veio uma força descomunal saindo de mim, daquela que conseguia fazer entrevistas, escrevia sobre todas as coisas do mundo e ainda fazia fotos legais, ainda chegou meu lado cara de pau (no bom sentindo) para conseguir as informações para fazer uma matéria. 

Conheci as mais variadas pessoas,  alguns colegas e professores viraram amigos para vida toda; os entrevistados nem se fala. Então, eu criei realmente o meu verdadeiro ciclo social enquanto tentava derrotar os meus demônios pessoais. 

Meu lado jornalista mostrou que posso fazer o que quero e o que quiser. Por isso, assim que formei veio o Brechando, mostrando que se eu não tivesse um trabalho, que criasse um. A minha vida deu um 360 graus, o que era para ser um portfólio, virou a minha vitrine, uma das minhas rendas e também um espaço para que outras pessoas também pudessem divulgar a sua criatividade e, inclusive, fazendo com que outras pessoas escrevessem por aqui. 

Não esperava que fizesse três anos. Então, eu quis fazer uma festa e por que não fazer o blog crescer? Veio a revista, que surgiu inicialmente como um zine, mas o jornalista quer sempre falar mais e, por isso, a revista, que mostrará que imagem + texto + reportagem podem formar um lindo casamento, mas também mapeará a história.

Serão histórias, poemas, entrevistas e reportagens exclusivas sobre Natal, que é melhor ser explicada numa revista do que apenas em uma simples página de WordPress. Textos que vão seguir uma mesma linha e tudo isso será uma coisa bela e um lindo documento falando sobre Natal.

Não queria ser patrocinada por órgãos públicos e ser mais um veículo de imprensa da cidade. Por isso, eu aderi a campanha do Catarse, um site de financiamento coletivo e valoriza a produção independente de todos os estados brasileiros. 

O que me conforta com o Brechando é não mostrar apenas que consigo trabalhar sozinha, jovem (25 anos apenas) e com minha própria força (bem empresária mesmo!), mas consegui comprovar que a terra no qual passei boa parte da minha vida tem sua história, apesar da população ter uma baixa estima. 

Agradeço a todos os amigos, meus pais e minha irmã que me ajudaram a seguir esse caminho difícil, lágrimas, escutando músicas otimistas e angústias rolaram desde a campanha foi lançada. Além disso, agradecer todos os leitores, além dos novos que conheceram o site através do Catarse e prometo não decepcioná-los. 

No fundo a Comunicação Social sempre nasceu em mim e obrigada a todos que nestes três anos de blog mostraram que isso sempre foi real.

 

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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