A imagem acima mostra a entrada do Beco da Lama em Natal no ano de 1968. A reportagem relata o abandono do espaço e compara com o Quarentena, no bairro da Ribeira. Além disso, comentara a presença dos botecos, açougues, cantinas e a presença de bêbados e mendigos, com lixo e lama.
“Mas o nome tradicional permanece – Beco da Lama, aspecto tradicional de ruela de baixo meretrício, lembrando os velhos tempos, um contraste natalense no meio dos edifícios em progresso de construção na cidade”, diz um dos trechos da reportagem.
Também contou sobre a presença de um cartório, banca do jogo do bicho, agiotagem, cachaça para vender e, claro, uma entrevista ao Nazi Miguel Canaã.
Entrevista rara de Nazi
Esta parte da reportagem mostra uma rara entrevista de Nazi Miguel Canaã. Primeiramente, tira a ideia que o criador da meladinha nasceu na Turquia. O Diário de Natal apontou que ele é brasileiro, mas seus pais são naturais da Síria.
“Quando é tempo de caju, vende cachaça com caju. Quando é tempo de abacaxi, já se viu. Quando não é tempo de fruta boa, ele dá um jeito. É lá que se encontram os poetas tradicionais e os de vanguarda, intelectuais e meigos boêmios inveterados”, alegou.
Nazi inaugurou o seu bar no Beco da Lama em 1958 e sua característica felizes do jornal foi o fato dele não aceitar bêbados inconvenientes.
No entanto, não mencionou sobre a meladinha.



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