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Cientistas da UFRN descobrem planeta semelhante a Netuno

O Planeta similar ao Netuno, descoberto pela UFRN, completa uma órbita em apenas seis dias.

Uma equipe internacional de astrônomos, com participação da UFRN, acaba de anunciar a descoberta de um novo planeta orbitando a estrela Gliese 410 (DS Leo), localizada a 39 anos-luz do Sistema Solar, na constelação de Leão. O estudo foi publicado na revista Astronomy & Astrophysics em agosto deste ano.

Achei essa notícia na Agecom.

Entre os autores, estão acadêmicos da França, Canadá, Estados Unidos e Brasil, com destaque para a participação do astrofísico José Dias do Nascimento, docente do Departamento de Física da UFRN e pesquisador visitante do Harvard–Smithsonian Center for Astrophysics (CfA).

De acordo com o professor, o alcance destes resultados é de grande importância, uma vez que a publicação demonstra, de forma clara, a eficiência e a força do projeto internacional empreendido.

O planeta, batizado Gl 410b, tem a classificação de um sub-Netuno. Recebe essa alcunha por ser maior que a Terra, mas menor que Netuno. Possui cerca de 8,4 vezes a massa do nosso planeta. Ele completa uma órbita em apenas seis dias e se encontra a uma distância equivalente a 0,05 vezes a distância da Terra ao Sol. 

Concepção artística do exoplaneta Gliese 410 b: um mundo semelhante a Netuno (Foto: Agecom)

Graças à proximidade de sua estrela e ao período orbital muito curto, Gl 410b recebe cerca de 20 vezes mais energia que a Terra. Como resultado, ele tem uma temperatura de equilíbrio em torno de 300 °C. Embora não seja um candidato à habitabilidade, esse mundo extremo representa um laboratório natural para entender a formação e a dinâmica de sistemas planetários an

Características do novo planeta

As observações revelaram que Gl 410 possui um campo magnético 100 vezes mais intenso que o solar. Isso significa que seus planetas provavelmente enfrentam tempestades estelares frequentes, capazes de produzir auroras colossais e até provocar erosão atmosférica. 

Além desse planeta confirmado, os dados sugerem a existência de outros dois candidatos. Caso confirmados, a dinâmica deste sistema compreenderia um estudo da formação e da dinâmica planetária.

A descoberta foi realizada com o espectrógrafo SPIRou – um instrumento que dispersa a luz de um objeto para que este possa ser analisado posteriormente. O equipamento fica no Telescópio Canadá–França–Havaí (CFHT), no topo da montanha sagrada Maunakea, e confirmada com apoio do espectrógrafo SOPHIE. A pesquisa integra o SPIRou Legacy Survey, um programa franco-canadense que totaliza 310 noites de observações ao longo de três anos, combinadas com dados obtidos pelo SOPHIE entre 2021 e 2023.

“A maior parte das estrelas na vizinhança do Sistema Solar são anãs vermelhas — pequenas, frias e discretas. Detectar planetas ao seu redor é um desafio. Mas, cada descoberta abre uma nova janela para entendermos a diversidade de mundos, que podem existir tão perto de nós”, destaca o astrofísico José Dias do Nascimento Jr.

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Cientistas da UFRN descobrem planeta semelhante a Netuno

O Planeta similar ao Netuno, descoberto pela UFRN, completa uma órbita em apenas seis dias.

Uma equipe internacional de astrônomos, com participação da UFRN, acaba de anunciar a descoberta de um novo planeta orbitando a estrela Gliese 410 (DS Leo), localizada a 39 anos-luz do Sistema Solar, na constelação de Leão. O estudo foi publicado na revista Astronomy & Astrophysics em agosto deste ano.

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Entre os autores, estão acadêmicos da França, Canadá, Estados Unidos e Brasil, com destaque para a participação do astrofísico José Dias do Nascimento, docente do Departamento de Física da UFRN e pesquisador visitante do Harvard–Smithsonian Center for Astrophysics (CfA).

De acordo com o professor, o alcance destes resultados é de grande importância, uma vez que a publicação demonstra, de forma clara, a eficiência e a força do projeto internacional empreendido.

O planeta, batizado Gl 410b, tem a classificação de um sub-Netuno. Recebe essa alcunha por ser maior que a Terra, mas menor que Netuno. Possui cerca de 8,4 vezes a massa do nosso planeta. Ele completa uma órbita em apenas seis dias e se encontra a uma distância equivalente a 0,05 vezes a distância da Terra ao Sol. 

Concepção artística do exoplaneta Gliese 410 b: um mundo semelhante a Netuno (Foto: Agecom)

Graças à proximidade de sua estrela e ao período orbital muito curto, Gl 410b recebe cerca de 20 vezes mais energia que a Terra. Como resultado, ele tem uma temperatura de equilíbrio em torno de 300 °C. Embora não seja um candidato à habitabilidade, esse mundo extremo representa um laboratório natural para entender a formação e a dinâmica de sistemas planetários an

Características do novo planeta

As observações revelaram que Gl 410 possui um campo magnético 100 vezes mais intenso que o solar. Isso significa que seus planetas provavelmente enfrentam tempestades estelares frequentes, capazes de produzir auroras colossais e até provocar erosão atmosférica. 

Além desse planeta confirmado, os dados sugerem a existência de outros dois candidatos. Caso confirmados, a dinâmica deste sistema compreenderia um estudo da formação e da dinâmica planetária.

A descoberta foi realizada com o espectrógrafo SPIRou – um instrumento que dispersa a luz de um objeto para que este possa ser analisado posteriormente. O equipamento fica no Telescópio Canadá–França–Havaí (CFHT), no topo da montanha sagrada Maunakea, e confirmada com apoio do espectrógrafo SOPHIE. A pesquisa integra o SPIRou Legacy Survey, um programa franco-canadense que totaliza 310 noites de observações ao longo de três anos, combinadas com dados obtidos pelo SOPHIE entre 2021 e 2023.

“A maior parte das estrelas na vizinhança do Sistema Solar são anãs vermelhas — pequenas, frias e discretas. Detectar planetas ao seu redor é um desafio. Mas, cada descoberta abre uma nova janela para entendermos a diversidade de mundos, que podem existir tão perto de nós”, destaca o astrofísico José Dias do Nascimento Jr.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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