Início / Cidades / Já ouviu falar DEUX EX MACHINA? Projeto de experimentação artística com IA em escola pública

Já ouviu falar DEUX EX MACHINA? Projeto de experimentação artística com IA em escola pública

A ideia consistiu em um mergulho interdisciplinar que uniu arte, tecnologia e educação em práticas voltadas aos estudantes do 6º ano fundamental.

A inteligência artificial é inimiga do público? Para o Ateliê Santa Catarina não. Por meio do seu eixo de formação, Lab Narrativas Criativas, em 2025, a Escola Municipal João XXIII, no bairro do Alecrim, tornou-se espaço de experimentação artística e reflexão crítica.

A proposta de pesquisa cultural faz parte do TCC em Pedagogia (UFRN) da articuladora Catarina Santos. A ideia consistiu em um mergulho interdisciplinar que uniu arte, tecnologia e educação em práticas voltadas aos estudantes do 6º ano fundamental.

A ação formativa integra uma das contrapartidas do projeto. Além disso, é uma forma de mostrar que a tecnologia, longe de ser um campo restrito a especialistas ou grandes corporações, pode e deve vir pela comunidade escolar, como linguagem de expressão, reflexão e invenção. A inteligência artificial não como autora de obras, mas como recurso importante no processo educativo e criativo.

Mais do que ensinar ferramentas e o uso de ChatGPT, o projeto buscou estimular a autoria, provocar o pensamento crítico. Ademais, vai abrir espaço para a imaginação de futuros alternativos, nos quais os jovens se reconhecessem como sujeitos ativos e criadores.

Como funciona o projeto?

A ideia consistiu em um mergulho interdisciplinar que uniu arte, tecnologia e educação em práticas voltadas aos estudantes do 6º ano fundamental. (Foto: Catarina Santos)

A execução do projeto se deu em três eixos interligados. O primeiro foi o da vivência teórica-crítica, em que os estudantes participaram de mediações, conversas e provocações sobre o imaginário tecnológico, a inteligência artificial e a ficção científica como linguagem de resistência.

Durante os encontros foram apresentados filmes, imagens e textos, no qual ajudaram os alunos a compreender como a tecnologia atravessa o cotidiano. Sem contar que explicou como narrativas midiáticas moldam nossa visão de futuro.

O segundo eixo centrou-se nos laboratórios práticos de criação coletiva, em que os alunos puderam experimentar ferramentas digitais livres e recursos analógicos para pesquisar linguagens e narrativas visuais e textuais. Tratou-se, sobretudo, de apresentar a comunidade escolar a ferramenta e incentivar a autoria.

Também forneceram a capacidade de criar discursos próprios sobre tecnologia e sociedade, sempre em um processo de troca horizontal de saberes.

O terceiro eixo corresponde à apresentação de recursos digitais, analógicos e reunirá a exposição de fotos do processo de aprendizagem da pesquisa cultural em uma revista virtual em sua terceira edição: “MOVA UMA PALHA”. (em caixa alta mesmo).

A revista está prevista para ser lançada na próxima semana. Um dos aspectos mais notáveis foi o entusiasmo de alunos que tiveram pela primeira vez contato com conteúdos ligados à cultura digital crítica, à inteligência artificial e aos processos de criação artística mediados por tecnologia.

Com a palavra da pesquisadora e criadora do DEUX EX MACHINA

A articuladora da pesquisa e das oficinas aponta que:

“o impacto gerado pela experiência foi múltiplo, uma vez que a tecnologia deixou de ser percebida como algo distante ou inacessível e passou a ser apropriada de forma crítica e criativa, mesmo nesse contexto, o qual telefones não estão nas escolas, o fortalecimento da visão dos estudantes que se reconheceram como pesquisadores em potencial, produtores de linguagem e pensamento artístico é muito importante para narrativa cotidiana”.

Ainda que o objetivo inicial era para ser uma ação pontual, o projeto de pesquisa “DEUX EX MACHINA: inteligência artificial, novas mídias e arte nas escolas” revelou-se uma semente para novas possibilidades.

O impacto despertado nos estudantes mostrou que a continuidade e a ampliação da proposta são não apenas desejáveis, mas necessárias.

O motivo seria o contato inaugural com as temáticas de arte e tecnologia revelou-se essencial para a construção de repertórios críticos e criativos .

O projeto cumpriu, portanto, sua função como dispositivo de mediação cultural e educacional, ativando experiências formativas que aproximam arte, vida e pensamento crítico.

Logo, contribuem um ecossistema de aprendizagem mais justo, plural e criativo.

Sobre o Ateliê Santa Catarina

Foto: Catarina Santos

O Ateliê Santa Catarina encerra seu eixo de formação de 2025 nesse semestre, com dois projetos realizados voltados para pesquisa e formação de recursos tecnológicos. As mesmas são viáveis para diferentes públicos nas artes: comunidade escolar e agentes culturais.

O projeto DEUX EX MACHINA: inteligência artificial, novas mídias e arte nas escolas é vencedor do edital público com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB-Natal). Além disso, contou com produção Ateliê Santa Catarina e apoio Prefeitura do Natal, por meio da Fundação Capitania das Artes (FUNCARTE), além da realização Ministério da Cultura e Governo Federal.

Compartilhe

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Já ouviu falar DEUX EX MACHINA? Projeto de experimentação artística com IA em escola pública

A ideia consistiu em um mergulho interdisciplinar que uniu arte, tecnologia e educação em práticas voltadas aos estudantes do 6º ano fundamental.

A inteligência artificial é inimiga do público? Para o Ateliê Santa Catarina não. Por meio do seu eixo de formação, Lab Narrativas Criativas, em 2025, a Escola Municipal João XXIII, no bairro do Alecrim, tornou-se espaço de experimentação artística e reflexão crítica.

A proposta de pesquisa cultural faz parte do TCC em Pedagogia (UFRN) da articuladora Catarina Santos. A ideia consistiu em um mergulho interdisciplinar que uniu arte, tecnologia e educação em práticas voltadas aos estudantes do 6º ano fundamental.

A ação formativa integra uma das contrapartidas do projeto. Além disso, é uma forma de mostrar que a tecnologia, longe de ser um campo restrito a especialistas ou grandes corporações, pode e deve vir pela comunidade escolar, como linguagem de expressão, reflexão e invenção. A inteligência artificial não como autora de obras, mas como recurso importante no processo educativo e criativo.

Mais do que ensinar ferramentas e o uso de ChatGPT, o projeto buscou estimular a autoria, provocar o pensamento crítico. Ademais, vai abrir espaço para a imaginação de futuros alternativos, nos quais os jovens se reconhecessem como sujeitos ativos e criadores.

Como funciona o projeto?

A ideia consistiu em um mergulho interdisciplinar que uniu arte, tecnologia e educação em práticas voltadas aos estudantes do 6º ano fundamental. (Foto: Catarina Santos)

A execução do projeto se deu em três eixos interligados. O primeiro foi o da vivência teórica-crítica, em que os estudantes participaram de mediações, conversas e provocações sobre o imaginário tecnológico, a inteligência artificial e a ficção científica como linguagem de resistência.

Durante os encontros foram apresentados filmes, imagens e textos, no qual ajudaram os alunos a compreender como a tecnologia atravessa o cotidiano. Sem contar que explicou como narrativas midiáticas moldam nossa visão de futuro.

O segundo eixo centrou-se nos laboratórios práticos de criação coletiva, em que os alunos puderam experimentar ferramentas digitais livres e recursos analógicos para pesquisar linguagens e narrativas visuais e textuais. Tratou-se, sobretudo, de apresentar a comunidade escolar a ferramenta e incentivar a autoria.

Também forneceram a capacidade de criar discursos próprios sobre tecnologia e sociedade, sempre em um processo de troca horizontal de saberes.

O terceiro eixo corresponde à apresentação de recursos digitais, analógicos e reunirá a exposição de fotos do processo de aprendizagem da pesquisa cultural em uma revista virtual em sua terceira edição: “MOVA UMA PALHA”. (em caixa alta mesmo).

A revista está prevista para ser lançada na próxima semana. Um dos aspectos mais notáveis foi o entusiasmo de alunos que tiveram pela primeira vez contato com conteúdos ligados à cultura digital crítica, à inteligência artificial e aos processos de criação artística mediados por tecnologia.

Com a palavra da pesquisadora e criadora do DEUX EX MACHINA

A articuladora da pesquisa e das oficinas aponta que:

“o impacto gerado pela experiência foi múltiplo, uma vez que a tecnologia deixou de ser percebida como algo distante ou inacessível e passou a ser apropriada de forma crítica e criativa, mesmo nesse contexto, o qual telefones não estão nas escolas, o fortalecimento da visão dos estudantes que se reconheceram como pesquisadores em potencial, produtores de linguagem e pensamento artístico é muito importante para narrativa cotidiana”.

Ainda que o objetivo inicial era para ser uma ação pontual, o projeto de pesquisa “DEUX EX MACHINA: inteligência artificial, novas mídias e arte nas escolas” revelou-se uma semente para novas possibilidades.

O impacto despertado nos estudantes mostrou que a continuidade e a ampliação da proposta são não apenas desejáveis, mas necessárias.

O motivo seria o contato inaugural com as temáticas de arte e tecnologia revelou-se essencial para a construção de repertórios críticos e criativos .

O projeto cumpriu, portanto, sua função como dispositivo de mediação cultural e educacional, ativando experiências formativas que aproximam arte, vida e pensamento crítico.

Logo, contribuem um ecossistema de aprendizagem mais justo, plural e criativo.

Sobre o Ateliê Santa Catarina

Foto: Catarina Santos

O Ateliê Santa Catarina encerra seu eixo de formação de 2025 nesse semestre, com dois projetos realizados voltados para pesquisa e formação de recursos tecnológicos. As mesmas são viáveis para diferentes públicos nas artes: comunidade escolar e agentes culturais.

O projeto DEUX EX MACHINA: inteligência artificial, novas mídias e arte nas escolas é vencedor do edital público com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB-Natal). Além disso, contou com produção Ateliê Santa Catarina e apoio Prefeitura do Natal, por meio da Fundação Capitania das Artes (FUNCARTE), além da realização Ministério da Cultura e Governo Federal.

Compartilhe

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

Clique aqui para saber mais. 

Arquivo

Arquivos

Arquivo

agosto 2025
S T Q Q S S D
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Arquivos

Jornalismo Gonzo desenvolvido desde 2015 no Rio Grande do Norte. Layout desenvolvido por Lara Paiva. Todos os direitos reservados.