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[Artigo] O frio e a chuva não são culpados pelas ações dos natalenses

O que não está tudo bem é que no meio deste frio e chuva são as consequências humanas, como lixo e alagamentos.

Está tudo bem ser inverno em julho na cidade do Natal. O que não está tudo bem é chegar em temperaturas extremas, tipo 19ºC. Sim, para a capital do Rio Grande do Norte é como se a Princesa Elsa de Frozen passasse a mão na areia de Ponta Negra e, por conseguinte, congelasse tudo.

O que não está tudo bem é que no meio deste frio todo faz com que a cidade fique toda a alagada, o principal cartão postal virar uma piscina de água perene e rechear as ruas com lixo.

Não precisa viver nas regiões mais longínquas para vivenciar isso ou ter um lugar de fala, uma vez que somente na primeira rua com falta de saneamento básico verá a presença de um gabiru.

Olha que não mencionei as baratas e outros insetos que refugiam nas casas, pois o esgoto, o lar original destes bichanos, está com água pluvial acima de sua capacidade.

Elsa antes de congelar a praia de Ponta Negra

Sem contar que muita gente perdeu móvel e automóvel, no qual alguns nem terminou de pagar as prestações. Agora, precisa estabelecer uma estratégia para colocar mais tijolos na mureta da porta ou reformar para deixar a casa mais alta que o terreno.

Foto acima do título peguei no site Agora RN.

Quem é obrigado a trabalhar, os ônibus são poucos e lotados ou tem que arriscar de pagar 50 reais para ir ao trajeto que a distância é entre o Midway Mall e o Natal Shopping.

Ainda tem ruas esburacadas, veículos que ficaram presos no alagamento ou, com sorte, estão presos em oficinas mecânicas, rezando para o seguro cobrir todo o estrago.

Falta planejamento

O que quero dizer que o problema não é frio da mulesta, mas a falta de planejamento urbano que culminou a chegarmos a este ponto. Além disso, se preocupássemos com um plano de saneamento básico, jogar o lixo no lugar certo e criar medidas sustentáveis nada de atitudes extremas estaríamos passando.

Por fim, temos dois caminhos: criar grupos de trabalho para evitar desastres como este ou ver os problemas virarem notícias recorrentes e ficar de mãos atadas.

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O que não está tudo bem é que no meio deste frio e chuva são as consequências humanas, como lixo e alagamentos.

Está tudo bem ser inverno em julho na cidade do Natal. O que não está tudo bem é chegar em temperaturas extremas, tipo 19ºC. Sim, para a capital do Rio Grande do Norte é como se a Princesa Elsa de Frozen passasse a mão na areia de Ponta Negra e, por conseguinte, congelasse tudo.

O que não está tudo bem é que no meio deste frio todo faz com que a cidade fique toda a alagada, o principal cartão postal virar uma piscina de água perene e rechear as ruas com lixo.

Não precisa viver nas regiões mais longínquas para vivenciar isso ou ter um lugar de fala, uma vez que somente na primeira rua com falta de saneamento básico verá a presença de um gabiru.

Olha que não mencionei as baratas e outros insetos que refugiam nas casas, pois o esgoto, o lar original destes bichanos, está com água pluvial acima de sua capacidade.

Elsa antes de congelar a praia de Ponta Negra

Sem contar que muita gente perdeu móvel e automóvel, no qual alguns nem terminou de pagar as prestações. Agora, precisa estabelecer uma estratégia para colocar mais tijolos na mureta da porta ou reformar para deixar a casa mais alta que o terreno.

Foto acima do título peguei no site Agora RN.

Quem é obrigado a trabalhar, os ônibus são poucos e lotados ou tem que arriscar de pagar 50 reais para ir ao trajeto que a distância é entre o Midway Mall e o Natal Shopping.

Ainda tem ruas esburacadas, veículos que ficaram presos no alagamento ou, com sorte, estão presos em oficinas mecânicas, rezando para o seguro cobrir todo o estrago.

Falta planejamento

O que quero dizer que o problema não é frio da mulesta, mas a falta de planejamento urbano que culminou a chegarmos a este ponto. Além disso, se preocupássemos com um plano de saneamento básico, jogar o lixo no lugar certo e criar medidas sustentáveis nada de atitudes extremas estaríamos passando.

Por fim, temos dois caminhos: criar grupos de trabalho para evitar desastres como este ou ver os problemas virarem notícias recorrentes e ficar de mãos atadas.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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