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E esse povo pulando aqui? Peripécias na balsa da Redinha

A Balsa Da Redinha também foi alvo de peripécias de jovens que pulavam de uma embarcação a outra nos anos 70. Saiba mais no Brechando!

Não é uma foto de refugiados de países em guerra. Isto, simplesmente, era Natal nos anos 70, quando garotos utilizavam a balsa para ir e voltar à Redinha. Conforme o Diário de Natal, a demora dos barcos faziam os natalenses algumas loucuras. Uma delas seria os usuários brincarem com as barcas.

Caso encontrasse os barcos no sentido contrário durante o trajeto pelo rio Potengi, a garotada podia pular de um lado para outro. Brincadeira similar ao surfe de ônibus e de trem. 

O trecho da coluna trazia uma mensagem preconceituosa, mas dizia: “Há muito tempo que a praia da Redinha foi riscada no caderno de anotações dos nossos administradores. Riscado com lápis encarnado, o que significa condenação. Mas de desprezo por um recanto de tantas belezas, que poderia ser aproveitada facilmente para nosso turismo interno, está ficando difícil de chegar até a Redinha. Ou dela voltar”.

Então, o texto continua: “O povo tomando o lugar de uma lancha ou bote para a viagem de regresso a Natal. No mínimo vai acontecer uma queda fatal.”.

A imagem em questão está logo abaixo:

As barcas eram uma das ferramentas de ir à Redinha numa época que não tinha a Ponte Newton Navarro.

Para chegar à Praia da Redinha, antes tinha a balsa, caso quisesse fugir do caótico trânsito da Ponte de Igapó ou viajar de trem. Havia outra opção: a balsa, que era o caminho mais charmoso e bastante requisitado pelos turistas.

Como fazia a travessia?

O primeiro passo para chegar na embarcação era chegar ao bairro de Santos Reis, em seguida pagava uma certa quantia (dependendo de que tipo de carro estava se locomovendo) e finalmente entrava na balsa. Os pedestres, que utilizam a balsa como transporte, não pagavam e muita gente que trabalhava ou estudava na Ribeira e Cidade Alta faziam bastante, uma vez que o trem poderia demorar.

As embarcações, construídas de forma rústica, atravessavam todo o rio Potengi. Lá, o usuário da balsa poderia ver as belas paisagens da capital potiguar, o manguezal e entre outras coisas. Era a principal forma de acesso dos bugres para as Dunas do Litoral Norte, principalmente a praia de Genipabu.

Não funcionava durante a noite, só quando tinha a presença do sol.

Após o fim da travessia, o turista chegava na Praia da Redinha. O trajeto durava em torno de 20 minutos e evitava pegar o forte trânsito da ponte de Igapó, que é um problema até hoje na cidade. Em 2007, as atividades se encerraram.

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E esse povo pulando aqui? Peripécias na balsa da Redinha

A Balsa Da Redinha também foi alvo de peripécias de jovens que pulavam de uma embarcação a outra nos anos 70. Saiba mais no Brechando!

Não é uma foto de refugiados de países em guerra. Isto, simplesmente, era Natal nos anos 70, quando garotos utilizavam a balsa para ir e voltar à Redinha. Conforme o Diário de Natal, a demora dos barcos faziam os natalenses algumas loucuras. Uma delas seria os usuários brincarem com as barcas.

Caso encontrasse os barcos no sentido contrário durante o trajeto pelo rio Potengi, a garotada podia pular de um lado para outro. Brincadeira similar ao surfe de ônibus e de trem. 

O trecho da coluna trazia uma mensagem preconceituosa, mas dizia: “Há muito tempo que a praia da Redinha foi riscada no caderno de anotações dos nossos administradores. Riscado com lápis encarnado, o que significa condenação. Mas de desprezo por um recanto de tantas belezas, que poderia ser aproveitada facilmente para nosso turismo interno, está ficando difícil de chegar até a Redinha. Ou dela voltar”.

Então, o texto continua: “O povo tomando o lugar de uma lancha ou bote para a viagem de regresso a Natal. No mínimo vai acontecer uma queda fatal.”.

A imagem em questão está logo abaixo:

As barcas eram uma das ferramentas de ir à Redinha numa época que não tinha a Ponte Newton Navarro.

Para chegar à Praia da Redinha, antes tinha a balsa, caso quisesse fugir do caótico trânsito da Ponte de Igapó ou viajar de trem. Havia outra opção: a balsa, que era o caminho mais charmoso e bastante requisitado pelos turistas.

Como fazia a travessia?

O primeiro passo para chegar na embarcação era chegar ao bairro de Santos Reis, em seguida pagava uma certa quantia (dependendo de que tipo de carro estava se locomovendo) e finalmente entrava na balsa. Os pedestres, que utilizam a balsa como transporte, não pagavam e muita gente que trabalhava ou estudava na Ribeira e Cidade Alta faziam bastante, uma vez que o trem poderia demorar.

As embarcações, construídas de forma rústica, atravessavam todo o rio Potengi. Lá, o usuário da balsa poderia ver as belas paisagens da capital potiguar, o manguezal e entre outras coisas. Era a principal forma de acesso dos bugres para as Dunas do Litoral Norte, principalmente a praia de Genipabu.

Não funcionava durante a noite, só quando tinha a presença do sol.

Após o fim da travessia, o turista chegava na Praia da Redinha. O trajeto durava em torno de 20 minutos e evitava pegar o forte trânsito da ponte de Igapó, que é um problema até hoje na cidade. Em 2007, as atividades se encerraram.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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