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Como alguém chegava ao RN no início do século XX

A gente viu que os carros surgiram na vida dos potiguares no início do século XX, quando os grandes proprietários rurais usavam os carros para viajar mais rápido. Além disso, um passeio de carroça de Caicó-Natal poderia demorar, no mínimo,  três dias e isso quando não tinha trem vagando. Mas, como os outros estados brasileiros faziam para chegar ao estado? Até a década de 60, não havia grandes rodovias federais e o uso de aviões ainda era restrito. Perambulando pela internet, eu achei a “Revista Cigarra”, de 1921, mostrando um anúncio de viagens de navio. Era como se fosse a Latam ou Gol de hoje, sendo destinada de embarcações para os navios. Na revista por exemplo tinha o anúncio da Pereira Carneiro A imagem acima mostra um anúncio do jornal da Pereira Carneiro, que além de ajudar a transportar pessoas, eles também entregavam o sal do RN para os moradores do Rio de Janeiro, pois na época era considerado um dos melhores do país. Além do sal potiguar, eles distribuem tecidos, farinha de drigos e diques para a reforma de navios. Logo, para chegar ao Nordeste e ao Rio Grande do Norte tinha que ser por meio da navegação, parar num porto mais perto e optar por outro transporte até chegar no seu destino final. No anúncio acima, no entanto, mostra que a embarcação parava em Assú, Mossoró, Aracati e também na região de Pirangi.


A gente viu que os carros surgiram na vida dos potiguares no início do século XX, quando os grandes proprietários rurais usavam os carros para viajar mais rápido. Além disso, um passeio de carroça de Caicó-Natal poderia demorar, no mínimo,  três dias e isso quando não tinha trem vagando.

Mas, como os outros estados brasileiros faziam para chegar ao estado? Até a década de 60, não havia grandes rodovias federais e o uso de aviões ainda era restrito.

Perambulando pela internet, eu achei a “Revista Cigarra”, de 1921, mostrando um anúncio de viagens de navio. Era como se fosse a Latam ou Gol de hoje, sendo destinada de embarcações para os navios.

Na revista por exemplo tinha o anúncio da Pereira Carneiro

A imagem acima mostra um anúncio do jornal da Pereira Carneiro, que além de ajudar a transportar pessoas, eles também entregavam o sal do RN para os moradores do Rio de Janeiro, pois na época era considerado um dos melhores do país.

Além do sal potiguar, eles distribuem tecidos, farinha de drigos e diques para a reforma de navios.

Logo, para chegar ao Nordeste e ao Rio Grande do Norte tinha que ser por meio da navegação, parar num porto mais perto e optar por outro transporte até chegar no seu destino final.

No anúncio acima, no entanto, mostra que a embarcação parava em Assú, Mossoró, Aracati e também na região de Pirangi.


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Como alguém chegava ao RN no início do século XX

A gente viu que os carros surgiram na vida dos potiguares no início do século XX, quando os grandes proprietários rurais usavam os carros para viajar mais rápido. Além disso, um passeio de carroça de Caicó-Natal poderia demorar, no mínimo,  três dias e isso quando não tinha trem vagando. Mas, como os outros estados brasileiros faziam para chegar ao estado? Até a década de 60, não havia grandes rodovias federais e o uso de aviões ainda era restrito. Perambulando pela internet, eu achei a “Revista Cigarra”, de 1921, mostrando um anúncio de viagens de navio. Era como se fosse a Latam ou Gol de hoje, sendo destinada de embarcações para os navios. Na revista por exemplo tinha o anúncio da Pereira Carneiro A imagem acima mostra um anúncio do jornal da Pereira Carneiro, que além de ajudar a transportar pessoas, eles também entregavam o sal do RN para os moradores do Rio de Janeiro, pois na época era considerado um dos melhores do país. Além do sal potiguar, eles distribuem tecidos, farinha de drigos e diques para a reforma de navios. Logo, para chegar ao Nordeste e ao Rio Grande do Norte tinha que ser por meio da navegação, parar num porto mais perto e optar por outro transporte até chegar no seu destino final. No anúncio acima, no entanto, mostra que a embarcação parava em Assú, Mossoró, Aracati e também na região de Pirangi.


A gente viu que os carros surgiram na vida dos potiguares no início do século XX, quando os grandes proprietários rurais usavam os carros para viajar mais rápido. Além disso, um passeio de carroça de Caicó-Natal poderia demorar, no mínimo,  três dias e isso quando não tinha trem vagando.

Mas, como os outros estados brasileiros faziam para chegar ao estado? Até a década de 60, não havia grandes rodovias federais e o uso de aviões ainda era restrito.

Perambulando pela internet, eu achei a “Revista Cigarra”, de 1921, mostrando um anúncio de viagens de navio. Era como se fosse a Latam ou Gol de hoje, sendo destinada de embarcações para os navios.

Na revista por exemplo tinha o anúncio da Pereira Carneiro

A imagem acima mostra um anúncio do jornal da Pereira Carneiro, que além de ajudar a transportar pessoas, eles também entregavam o sal do RN para os moradores do Rio de Janeiro, pois na época era considerado um dos melhores do país.

Além do sal potiguar, eles distribuem tecidos, farinha de drigos e diques para a reforma de navios.

Logo, para chegar ao Nordeste e ao Rio Grande do Norte tinha que ser por meio da navegação, parar num porto mais perto e optar por outro transporte até chegar no seu destino final.

No anúncio acima, no entanto, mostra que a embarcação parava em Assú, Mossoró, Aracati e também na região de Pirangi.


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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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