Início / Sem categoria / Ligação da Rabeca e a cultura popular

Ligação da Rabeca e a cultura popular

Parece um violino, mas o seu som é bem diferente. O violino fica apenas em concertos, mas a rabeca é popular, do povo. Com certeza já escutou quando dançou forró agarradinho com o seu amado. É um instrumento musical de origem árabe, utilizado desde a Idade Média. Sua sonoridade friccionada é semelhante ao violino, mas é tida como uma versão mais rústica do órgão. Apesar da enorme semelhança entre eles, a rabeca é considerada singular, pois a sua construção e o modo de tocar variam e não possuem padrão universal, podendo apresentar inúmeras variações no tamanho, formato, quantidade de cordas, afinações e materiais empregados para a confecção. De tom mais baixo que o do violino, tem um timbre fanhoso e percebido, geralmente, como tristonho. Existem rabecas de três, quatro, e mais raramente, de cinco cordas. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, a rabeca foi o primeiro instrumento melódico utilizado no forró. As cordas podem ser de tripa ou aproveitadas de outros instrumentos como o cavaquinho, bandolim ou violão. Suas afinações variam de acordo com o rabequeiro. Podem ser afinadas em quartas (como ré-sol-dó-fá ou si-mi-lá-ré) ou em quintas, em sol-ré-lá-mi, como o violino e o bandolim. Em Pernambuco e outros estados do Nordeste, a rabeca é bastante popular, principalmente em bandas de forró pé de serra. É esse instrumento que será o elo durante os dois dias de evento do Conexão Felipe Camarão. O local receberá, entre os dias 19 e 20 de abril, o evento Rabeca Nordestina, que terá, das 14 às…

Parece um violino, mas o seu som é bem diferente. O violino fica apenas em concertos, mas a rabeca é popular, do povo. Com certeza já escutou quando dançou forró agarradinho com o seu amado. É um instrumento musical de origem árabe, utilizado desde a Idade Média. Sua sonoridade friccionada é semelhante ao violino, mas é tida como uma versão mais rústica do órgão.

Apesar da enorme semelhança entre eles, a rabeca é considerada singular, pois a sua construção e o modo de tocar variam e não possuem padrão universal, podendo apresentar inúmeras variações no tamanho, formato, quantidade de cordas, afinações e materiais empregados para a confecção.

De tom mais baixo que o do violino, tem um timbre fanhoso e percebido, geralmente, como tristonho. Existem rabecas de três, quatro, e mais raramente, de cinco cordas. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, a rabeca foi o primeiro instrumento melódico utilizado no forró.

As cordas podem ser de tripa ou aproveitadas de outros instrumentos como o cavaquinho, bandolim ou violão. Suas afinações variam de acordo com o rabequeiro. Podem ser afinadas em quartas (como ré-sol-dó-fá ou si-mi-lá-ré) ou em quintas, em sol-ré-lá-mi, como o violino e o bandolim.

Em Pernambuco e outros estados do Nordeste, a rabeca é bastante popular, principalmente em bandas de forró pé de serra.

É esse instrumento que será o elo durante os dois dias de evento do Conexão Felipe Camarão.

O local receberá, entre os dias 19 e 20 de abril, o evento Rabeca Nordestina, que terá, das 14 às 17 horas, palestras, debates e oficinas gratuitas para população do bairro da zona Oeste, conhecido pela população local por ser uma figurinha carimbada nos programas policiais e extremamente carente.

No primeiro dia de programação acontecem as palestras “Um sonho de Rabeca na arca da brasilidade”, com Caio Padilha (RN) e “Heranças musicais e currículo”, por Maristela Môsca (RN), já a oficina de Rabeca Contemporânea fica sob o comando de Maciel Salu (PE).

Escute, a seguir, um pouco do som da rabeca com Caio Padilha:

Dia 20 é a vez de Katharina Döring (BA) falar sobre “Educação musical através de repertórios tradicionais”; enquanto o tema “Rabeca Brasileira” será abordado por Cláudio Rabeca (PE) e a Oficina de Lutheria, por Seu Elói. Para encerrar, apresentação do Bando Fabião (RN). Todos os encontros acontecem na Escola de Saberes Conexão Felipe Camarão, localizada na Rua Maristela Alves, 579 –A.

O Conexão Felipe Camarão é um projeto educacional idealizado pela ONG Associação Companhia Terramar, desenvolvido na comunidade de Felipe Camarão – bairro da Zona Oeste de Natal/RN, sendo considerado um dos berços da cultura potiguar.

Criado em 2003, realiza ações educacionais e sociais através da cultura regional, contribuindo, assim, com o desenvolvimento de crianças e jovens da comunidade, além de agregar seus familiares.

O projeto fundamenta-se na cultura de tradição oral do bairro e seus patrimônios imateriais – Auto do Boi de Reis do Mestre Manoel Marinheiro, Teatro de Bonecos do Mestre Chico de Daniel, musicalidade do Mestre Cícero da Rabeca, a Capoeira do Mestre Marcos e em pressupostos político-filosófico de brasileiros como Anísio Teixeira, Paulo Freire, Amir Haddad, Darcy Ribeiro, Milton Santos, a educadora potiguar Lurdinha Guerra, entre outros, cujas ideias e ações possibilitaram novas formas de pensar a relação entre cultura e educação, desenvolvimento e transformação social e cidadania.

Compartilhe

Compartilhe:

Deixe um comentário

Ligação da Rabeca e a cultura popular

Parece um violino, mas o seu som é bem diferente. O violino fica apenas em concertos, mas a rabeca é popular, do povo. Com certeza já escutou quando dançou forró agarradinho com o seu amado. É um instrumento musical de origem árabe, utilizado desde a Idade Média. Sua sonoridade friccionada é semelhante ao violino, mas é tida como uma versão mais rústica do órgão. Apesar da enorme semelhança entre eles, a rabeca é considerada singular, pois a sua construção e o modo de tocar variam e não possuem padrão universal, podendo apresentar inúmeras variações no tamanho, formato, quantidade de cordas, afinações e materiais empregados para a confecção. De tom mais baixo que o do violino, tem um timbre fanhoso e percebido, geralmente, como tristonho. Existem rabecas de três, quatro, e mais raramente, de cinco cordas. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, a rabeca foi o primeiro instrumento melódico utilizado no forró. As cordas podem ser de tripa ou aproveitadas de outros instrumentos como o cavaquinho, bandolim ou violão. Suas afinações variam de acordo com o rabequeiro. Podem ser afinadas em quartas (como ré-sol-dó-fá ou si-mi-lá-ré) ou em quintas, em sol-ré-lá-mi, como o violino e o bandolim. Em Pernambuco e outros estados do Nordeste, a rabeca é bastante popular, principalmente em bandas de forró pé de serra. É esse instrumento que será o elo durante os dois dias de evento do Conexão Felipe Camarão. O local receberá, entre os dias 19 e 20 de abril, o evento Rabeca Nordestina, que terá, das 14 às…

Parece um violino, mas o seu som é bem diferente. O violino fica apenas em concertos, mas a rabeca é popular, do povo. Com certeza já escutou quando dançou forró agarradinho com o seu amado. É um instrumento musical de origem árabe, utilizado desde a Idade Média. Sua sonoridade friccionada é semelhante ao violino, mas é tida como uma versão mais rústica do órgão.

Apesar da enorme semelhança entre eles, a rabeca é considerada singular, pois a sua construção e o modo de tocar variam e não possuem padrão universal, podendo apresentar inúmeras variações no tamanho, formato, quantidade de cordas, afinações e materiais empregados para a confecção.

De tom mais baixo que o do violino, tem um timbre fanhoso e percebido, geralmente, como tristonho. Existem rabecas de três, quatro, e mais raramente, de cinco cordas. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, a rabeca foi o primeiro instrumento melódico utilizado no forró.

As cordas podem ser de tripa ou aproveitadas de outros instrumentos como o cavaquinho, bandolim ou violão. Suas afinações variam de acordo com o rabequeiro. Podem ser afinadas em quartas (como ré-sol-dó-fá ou si-mi-lá-ré) ou em quintas, em sol-ré-lá-mi, como o violino e o bandolim.

Em Pernambuco e outros estados do Nordeste, a rabeca é bastante popular, principalmente em bandas de forró pé de serra.

É esse instrumento que será o elo durante os dois dias de evento do Conexão Felipe Camarão.

O local receberá, entre os dias 19 e 20 de abril, o evento Rabeca Nordestina, que terá, das 14 às 17 horas, palestras, debates e oficinas gratuitas para população do bairro da zona Oeste, conhecido pela população local por ser uma figurinha carimbada nos programas policiais e extremamente carente.

No primeiro dia de programação acontecem as palestras “Um sonho de Rabeca na arca da brasilidade”, com Caio Padilha (RN) e “Heranças musicais e currículo”, por Maristela Môsca (RN), já a oficina de Rabeca Contemporânea fica sob o comando de Maciel Salu (PE).

Escute, a seguir, um pouco do som da rabeca com Caio Padilha:

Dia 20 é a vez de Katharina Döring (BA) falar sobre “Educação musical através de repertórios tradicionais”; enquanto o tema “Rabeca Brasileira” será abordado por Cláudio Rabeca (PE) e a Oficina de Lutheria, por Seu Elói. Para encerrar, apresentação do Bando Fabião (RN). Todos os encontros acontecem na Escola de Saberes Conexão Felipe Camarão, localizada na Rua Maristela Alves, 579 –A.

O Conexão Felipe Camarão é um projeto educacional idealizado pela ONG Associação Companhia Terramar, desenvolvido na comunidade de Felipe Camarão – bairro da Zona Oeste de Natal/RN, sendo considerado um dos berços da cultura potiguar.

Criado em 2003, realiza ações educacionais e sociais através da cultura regional, contribuindo, assim, com o desenvolvimento de crianças e jovens da comunidade, além de agregar seus familiares.

O projeto fundamenta-se na cultura de tradição oral do bairro e seus patrimônios imateriais – Auto do Boi de Reis do Mestre Manoel Marinheiro, Teatro de Bonecos do Mestre Chico de Daniel, musicalidade do Mestre Cícero da Rabeca, a Capoeira do Mestre Marcos e em pressupostos político-filosófico de brasileiros como Anísio Teixeira, Paulo Freire, Amir Haddad, Darcy Ribeiro, Milton Santos, a educadora potiguar Lurdinha Guerra, entre outros, cujas ideias e ações possibilitaram novas formas de pensar a relação entre cultura e educação, desenvolvimento e transformação social e cidadania.

Compartilhe

Compartilhe:

Deixe um comentário

Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

Clique aqui para saber mais. 

Arquivo

Arquivos

Arquivo

abril 2018
S T Q Q S S D
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  
Arquivos

Jornalismo Gonzo desenvolvido desde 2015 no Rio Grande do Norte. Layout desenvolvido por Lara Paiva. Todos os direitos reservados.