Lembro bem da minha avó falar que a mãe dele estava prenha e fiquei brincando com aquela na sala da casa de vovó dias antes do seu nascimento. Senti uma conexão inexplicável. Semana seguinte, veio o parto. Quando o visitei, corri para o quintal e vi cinco filhotes mamando sobre uma Pantera cansada. A última era o nome da mãe do meu gato que adotamos.
Quando Thor veio para minha casa tudo mudou. Aprendi a gostar de gatos e mostrar que eles podem dar carinho do seu jeitinho. Pelos olhos verdes, tão claros quanto uma lagoa, consigo lhe compreender. Sei quando ele está triste, feliz, com fome ou apresentando algum sintoma.
Ao mesmo tempo, ele sabe quando estou triste, feliz, com fome, alegre, preguiça ou outro sentimento. Thorzinho, como carinhosamente chamamos, mudou a rotina da casa. Hoje, os pelos laranja estão nos meus lençóis ou nas minhas roupas pretas.
Está estampado em um dos meus braços para lembrar o motivo para não ficar parada e sempre seguir em frente. Mesmo quando o mundo quer que você desista.
Thor uniu mais a minha casa, ajudou a criar fãs de gatos e agora temos um quarteto personalizado. Para que tivesse quatro gatos circulando pela minha casa, eu tive que esperar por Thor chegar em 02 de março de 2016.
Hoje, ele completa 10 anos. Para mim, ele não é um senhor. Um eterno bebê, que eu fico carregando no colo, participa das sessões de terapia (quando as mesmas são online) ou participo da leitura do grupo de pesquisa da UFRN.
Faz 10 anos que escuto coisas como:
- “Como está o Thor?”
- “Cadê o Thor?”
- “Thorzinho, está bem?”
- “Olha esse laranjinha, parece o Thor”.
Termino este texto para falar da importância de adotar gatos e não os abandonar na rua. Viva Thor!

