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Cine Nordeste é palco de intervenção artística

O projeto propõe um movimento de escuta do território. Como? Através de caminhadas, oficinas, conversas e imagens projetadas que revelam camadas muitas vezes invisíveis do patrimônio potiguar.

Para relembrar e pedir a volta dos cinemas de ruas, além da importância de preservar o patrimônio histórico da cidade, o Ateliê Santa Catarina realizará uma intervenção artística. A atividade, chamada de “Ressonância Potyguar: Imagem, Memória e Patrimônio” acontecerá no próximo sábado (13).

O projeto propõe um movimento de escuta do território. Como? Através de caminhadas, oficinas, conversas e imagens projetadas que revelam camadas muitas vezes invisíveis do patrimônio potiguar.

Também haverá projeção pública do curta “Cidade Alta: Território em Ruína” projetado na fachada do antigo Cine Nordeste, às 18h, reativando simbolicamente um dos mais emblemáticos marcos arquitetônicos e afetivos da cidade.

Programação da Ressonância Potyguara

De acordo com a idealizadora Catarina Santos, o “ato de projetar um filme em sua fachada, décadas depois, é devolver gesto simbólico. Fazendo do próprio patrimônio uma tela que devolve ao público perguntas e ressonâncias.”.

A programação ainda discute esses territórios no eixo visual e patrimonial. Primeiramente, começa às 9h, com uma caminhada histórica com professor e historiador Luciano Capistrano, atravessando ruas, prédios e histórias que constituem o Centro Histórico. Para garantir a acessibilidade, haverá intérprete de libras.

Ao mesmo tempo, a Oficina de Fotografia Urbana, no qual convida participantes a observar fachadas, texturas, sombras e detalhes arquitetônicos.

Durante a tarde, haverá a roda de conversa realizada pelo coletivo Urban Sketchers Natal, que compartilha processos de desenhos urbanos e a potência do traço para registrar vivências, lugares e territórios.

Ainda haverá “Do Beco da Lama à Discol”, intervenção de lambe-lambe proposta pela artista Carol Di Santi. A artista ocupará a área do Cine Nordeste com colagens camadas visuais que dialogam com o tema da sobrepor e reinscrever sentido

A partir das 18h, a fachada do Cine Nordeste se torna superfície para a exibição do curta “Cidade Alta: Território em Ruína”, roteiro e direção de Catarina Santos e edição de video de Martim Onirismo. Uma obra que aborda a condição paradoxal do centro histórico — simultaneamente vital e desgastado, presente em não-lugares e em expulsão social.

Projetado sobre o corpo do antigo cinema, o curta amplia seu sentido: a cidade olha para si mesma, iluminando suas próprias fissuras e possibilidades de se encantar novamente.

Ao reunir educação patrimonial, artes visuais, caminhada histórica, intervenção urbana e cinema ao ar livre, o Ressonância Potyguar reafirma a Cidade Alta como território vivo, permeado por tensões, memórias e saberes que resistem.

Material para nova edição da revista do Ateliê

São experiências que irão compor a terceira edição da revista Mova uma Palha, intitulada “MOVA UMA PALHA PELO CENTRO HISTÓRICO DE NATAL”.

Sobre o Cine Nordeste

Erguido na primeira metade na década de 50, o Cine Nordeste fez parte do circuito dos antigos cinemas de rua juntamente com o Rex e Rio Grande.

Embora considerado patrimônio desde 2008 pela Fundação José Augusto (FJA), o espaço está fechado desde a falência da loja de departamento Líder. Sem contar que a infraestrutura está marcada pelo desgaste do tempo.

SERVIÇO: PROJETO RESSONÂNCIA POTYGUAR – Imagem, memória e patrimônio

Caminhada Histórica, Oficina de Fotografia Urbana, Encontro USK, Exibição de Projeção

Data: Sábado, 13 de dezembro (de 9H às 19H)

Local: Concentração atividades Lado B da Discol (Rua João Pessoa, 87. Cidade Alta)

Atividades Gratuitas com inscrições para certificado

Produção: Ateliê Santa Catarina
Apoio: Discol; Lado B; USK Natal
Realização: Fundação José Augusto; Secretaria de Estado da Cultura; Governo do Estado do Rio Grande do Norte; Sistema Nacional de Cultura; Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura; Ministério da Cultura; Governo Federal.

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Cine Nordeste é palco de intervenção artística

O projeto propõe um movimento de escuta do território. Como? Através de caminhadas, oficinas, conversas e imagens projetadas que revelam camadas muitas vezes invisíveis do patrimônio potiguar.

Para relembrar e pedir a volta dos cinemas de ruas, além da importância de preservar o patrimônio histórico da cidade, o Ateliê Santa Catarina realizará uma intervenção artística. A atividade, chamada de “Ressonância Potyguar: Imagem, Memória e Patrimônio” acontecerá no próximo sábado (13).

O projeto propõe um movimento de escuta do território. Como? Através de caminhadas, oficinas, conversas e imagens projetadas que revelam camadas muitas vezes invisíveis do patrimônio potiguar.

Também haverá projeção pública do curta “Cidade Alta: Território em Ruína” projetado na fachada do antigo Cine Nordeste, às 18h, reativando simbolicamente um dos mais emblemáticos marcos arquitetônicos e afetivos da cidade.

Programação da Ressonância Potyguara

De acordo com a idealizadora Catarina Santos, o “ato de projetar um filme em sua fachada, décadas depois, é devolver gesto simbólico. Fazendo do próprio patrimônio uma tela que devolve ao público perguntas e ressonâncias.”.

A programação ainda discute esses territórios no eixo visual e patrimonial. Primeiramente, começa às 9h, com uma caminhada histórica com professor e historiador Luciano Capistrano, atravessando ruas, prédios e histórias que constituem o Centro Histórico. Para garantir a acessibilidade, haverá intérprete de libras.

Ao mesmo tempo, a Oficina de Fotografia Urbana, no qual convida participantes a observar fachadas, texturas, sombras e detalhes arquitetônicos.

Durante a tarde, haverá a roda de conversa realizada pelo coletivo Urban Sketchers Natal, que compartilha processos de desenhos urbanos e a potência do traço para registrar vivências, lugares e territórios.

Ainda haverá “Do Beco da Lama à Discol”, intervenção de lambe-lambe proposta pela artista Carol Di Santi. A artista ocupará a área do Cine Nordeste com colagens camadas visuais que dialogam com o tema da sobrepor e reinscrever sentido

A partir das 18h, a fachada do Cine Nordeste se torna superfície para a exibição do curta “Cidade Alta: Território em Ruína”, roteiro e direção de Catarina Santos e edição de video de Martim Onirismo. Uma obra que aborda a condição paradoxal do centro histórico — simultaneamente vital e desgastado, presente em não-lugares e em expulsão social.

Projetado sobre o corpo do antigo cinema, o curta amplia seu sentido: a cidade olha para si mesma, iluminando suas próprias fissuras e possibilidades de se encantar novamente.

Ao reunir educação patrimonial, artes visuais, caminhada histórica, intervenção urbana e cinema ao ar livre, o Ressonância Potyguar reafirma a Cidade Alta como território vivo, permeado por tensões, memórias e saberes que resistem.

Material para nova edição da revista do Ateliê

São experiências que irão compor a terceira edição da revista Mova uma Palha, intitulada “MOVA UMA PALHA PELO CENTRO HISTÓRICO DE NATAL”.

Sobre o Cine Nordeste

Erguido na primeira metade na década de 50, o Cine Nordeste fez parte do circuito dos antigos cinemas de rua juntamente com o Rex e Rio Grande.

Embora considerado patrimônio desde 2008 pela Fundação José Augusto (FJA), o espaço está fechado desde a falência da loja de departamento Líder. Sem contar que a infraestrutura está marcada pelo desgaste do tempo.

SERVIÇO: PROJETO RESSONÂNCIA POTYGUAR – Imagem, memória e patrimônio

Caminhada Histórica, Oficina de Fotografia Urbana, Encontro USK, Exibição de Projeção

Data: Sábado, 13 de dezembro (de 9H às 19H)

Local: Concentração atividades Lado B da Discol (Rua João Pessoa, 87. Cidade Alta)

Atividades Gratuitas com inscrições para certificado

Produção: Ateliê Santa Catarina
Apoio: Discol; Lado B; USK Natal
Realização: Fundação José Augusto; Secretaria de Estado da Cultura; Governo do Estado do Rio Grande do Norte; Sistema Nacional de Cultura; Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura; Ministério da Cultura; Governo Federal.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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