Início / brechadas / Eu acho que orgulhei a minha eu criança

Eu acho que orgulhei a minha eu criança

Já é 2024, 20 anos da minha entrada ao Ensino Fundamental II, onde estava me descobrindo e tentando entender a funcionalidade do meu corpo. Queria compreender o porquê de ter cabelos cacheados, de ter que usar sutiã e esconder meus seios ou até mesmo entender o porquê não ser a mais inteligente.  A partir em diante foi uma montanha-russa com a autoestima, de emagrecer demais, engordar, usar maquiagem em demasia ou até tentar andar de uma forma mais natural.  Também foi o período que mais me estressei ao estudar, no qual ficava com crises severas de psoríase nas vésperas da prova. Período que chorava muito e se tirasse uma nota baixa lembrava de quando me chamavam de burra na primeira série. Como se fosse um fantasma. Pior, era a porta aberta para mais julgamentos.  O corpo era visto com julgamento, porém nunca parei para perguntar se era aquilo que queria ou os outros. No entanto, uma voz interna dizia que era para seguir em frente e manter a resiliência.  Era uma vontade natural de ir ao caminho mais difícil, porém o mais verdadeiro. Hoje, perto de começar a cursar meu segundo mestrado posso dizer que eu orgulhei a criança e que quanto mais julgamento, mais força você vai fazer o que quiser. 

Já é 2024, 20 anos da minha entrada ao Ensino Fundamental II, onde estava me descobrindo e tentando entender a funcionalidade do meu corpo. Queria compreender o porquê de ter cabelos cacheados, de ter que usar sutiã e esconder meus seios ou até mesmo entender o porquê não ser a mais inteligente. 

A partir em diante foi uma montanha-russa com a autoestima, de emagrecer demais, engordar, usar maquiagem em demasia ou até tentar andar de uma forma mais natural. 

Também foi o período que mais me estressei ao estudar, no qual ficava com crises severas de psoríase nas vésperas da prova. Período que chorava muito e se tirasse uma nota baixa lembrava de quando me chamavam de burra na primeira série. Como se fosse um fantasma. Pior, era a porta aberta para mais julgamentos. 

O corpo era visto com julgamento, porém nunca parei para perguntar se era aquilo que queria ou os outros. No entanto, uma voz interna dizia que era para seguir em frente e manter a resiliência. 

Era uma vontade natural de ir ao caminho mais difícil, porém o mais verdadeiro. Hoje, perto de começar a cursar meu segundo mestrado posso dizer que eu orgulhei a criança e que quanto mais julgamento, mais força você vai fazer o que quiser. 


Compartilhe

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Eu acho que orgulhei a minha eu criança

Já é 2024, 20 anos da minha entrada ao Ensino Fundamental II, onde estava me descobrindo e tentando entender a funcionalidade do meu corpo. Queria compreender o porquê de ter cabelos cacheados, de ter que usar sutiã e esconder meus seios ou até mesmo entender o porquê não ser a mais inteligente.  A partir em diante foi uma montanha-russa com a autoestima, de emagrecer demais, engordar, usar maquiagem em demasia ou até tentar andar de uma forma mais natural.  Também foi o período que mais me estressei ao estudar, no qual ficava com crises severas de psoríase nas vésperas da prova. Período que chorava muito e se tirasse uma nota baixa lembrava de quando me chamavam de burra na primeira série. Como se fosse um fantasma. Pior, era a porta aberta para mais julgamentos.  O corpo era visto com julgamento, porém nunca parei para perguntar se era aquilo que queria ou os outros. No entanto, uma voz interna dizia que era para seguir em frente e manter a resiliência.  Era uma vontade natural de ir ao caminho mais difícil, porém o mais verdadeiro. Hoje, perto de começar a cursar meu segundo mestrado posso dizer que eu orgulhei a criança e que quanto mais julgamento, mais força você vai fazer o que quiser. 

Já é 2024, 20 anos da minha entrada ao Ensino Fundamental II, onde estava me descobrindo e tentando entender a funcionalidade do meu corpo. Queria compreender o porquê de ter cabelos cacheados, de ter que usar sutiã e esconder meus seios ou até mesmo entender o porquê não ser a mais inteligente. 

A partir em diante foi uma montanha-russa com a autoestima, de emagrecer demais, engordar, usar maquiagem em demasia ou até tentar andar de uma forma mais natural. 

Também foi o período que mais me estressei ao estudar, no qual ficava com crises severas de psoríase nas vésperas da prova. Período que chorava muito e se tirasse uma nota baixa lembrava de quando me chamavam de burra na primeira série. Como se fosse um fantasma. Pior, era a porta aberta para mais julgamentos. 

O corpo era visto com julgamento, porém nunca parei para perguntar se era aquilo que queria ou os outros. No entanto, uma voz interna dizia que era para seguir em frente e manter a resiliência. 

Era uma vontade natural de ir ao caminho mais difícil, porém o mais verdadeiro. Hoje, perto de começar a cursar meu segundo mestrado posso dizer que eu orgulhei a criança e que quanto mais julgamento, mais força você vai fazer o que quiser. 


Compartilhe

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

Clique aqui para saber mais. 

Arquivo

Arquivos

Arquivo

novembro 2024
S T Q Q S S D
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  
Arquivos

Jornalismo Gonzo desenvolvido desde 2015 no Rio Grande do Norte. Layout desenvolvido por Lara Paiva. Todos os direitos reservados.