O raid é uma corrida de aventura, no qual as pessoas se arriscam e criam mecanismos complexos para chegar no seu objetivo. Esses mecanismos podem ser uma viagem de um barco a remo, andar a pé ou correr sem parar. Isto aconteceu antes do Raid para o Rio de Janeiro via barco de remo.
No dia 14 de janeiro de 1923, cinco escoteiros natalenses saíram de Natal e ficaram oito meses nas estradas com o objetivo de chegar em São Paulo. Vamos contar a história, portanto, a seguir.
Os aventureiros
Os participantes desta aventura eram José Alves Pessoa, o líder da expedição, Humberto Lustosa da Câmara, o guia, Henrique Borges, o monitor e os escoteiros Aguinaldo Mendes de Vasconcelos e Antônio Gonzaga, o mais novato do grupo. Todos participavam das atividades de escotismo, no Alecrim. O professor Luiz Soares, líder da Associação dos Escoteiros, não apoiava que os jovens fossem fazer a aventura por conta dos perigos da estrada. Muito menos teve o apoio do governador, que era Antônio de Souza.
Os Escoteiros Andantes que não se arredavam do haviam programado, por sugestão de Câmara Cascudo, bateram às portas do comércio do arrecadaram a quantia de dois contos e quinhentos. Foram então comunicar ao Dr. Antônio de Souza a partida, quando este mais uma vez discordou, alertando para os óbices da caminhada, mas terminou por ordenar um auxílio do Governo de mais de dois contos e quinhentos que for lembrança sua, seria pago em parcelas, proporção que eles fossem precisando, mesmo porque, os cangaceiros e jagunços poderiam atacá-los, assim como aconteceu com os venezuelanos na mesma época.
O ponto de partida era o Natal Club, que acontecia as festas e encontros da elite natalense.
Eles registraram todo o caminho por meio de anotações e fotografias, além de mostrar os obstáculos que tiveram que enfrentar durante estes oito meses. Mas, todos chegaram em São Paulo saudáveis e sem algum problema. Todos já faleceram, o Humberto Lustosa, que morreu aos 90 anos, dizia antes de seu encantamento que conseguia repetir o feito.
Humberto Lustosa
Legado
Próximo do Ducal, instalaram uma placa para simbolizar que aquele era o ponto de partida da aventura. Entretanto, ela não está mais no local. só foi tirada do local e os participantes dessa empreitada foram , todos falecidos. Chegando então à capital paulista, em 29 de Agosto do mesmo ano.
Mas antes essa ideia foi levada ao Professor Luiz Soares e ao Governador Antônio de Souza, que não concordaram pelos perigos da aventura.
6 respostas para “Escoteiros natalenses andaram a pé até SP em 1923”
Leonard Pereira
Parabéns pela matéria! Nos ajuda a conhecer mais sobre os personagens que fazem parte da história de Natal. Nossa história é muito rica.
Meu avô morou nesta rua por mais de 50 anos!
Parabéns pela matéria! Nos ajuda a conhecer mais sobre os personagens que fazem parte da história de Natal. Nossa história é muito rica.
Meu avô morou nesta rua por mais de 50 anos!
A meu ver, faltou creditar a fotografia da Placar Comemorativa, feita pelo amigo Manoel Moura (in memoroam), presenteando o Blog de Chico Potengy. Eu gosto de crédito e é o certo.
Sou Lara Paiva, tenho 31 anos e trabalho como jornalista e publicitária, ambas formações foram na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atualmente, trabalho com publicidade e assessoria de imprensa, além de fazer mestrado.
Brechando é um blog desenvolvido desde o ano de 2015, onde conta histórias e curiosidades do Rio Grande do Norte por meio do jornalismo gonzo, além de um texto com característica única.
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