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Taxa de desemprego de Natal está acima da média nacional

A taxa de desemprego no RN está 8,4%, enquanto a nacional o valor foi em torno de 6%, a menor dos últimos 10 anos.

A taxa de desemprego no RN está 8,4%, enquanto a nacional o valor foi em torno de 6%, a menor dos últimos 10 anos.

No último trimestre de 2024, Natal registrou uma taxa de desocupação de 8,4%, um número superior à média nacional, que ficou em 6,1%. Os dados, coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Refletindo, portanto, a realidade da população da capital potiguar e da Grande Natal, que somam cerca de 1,7 milhão de habitantes

Apesar da taxa de desocupação mais alta, a cidade conta com 717 mil pessoas ocupadas. Sendo assim, representa um avanço em relação a anos anteriores, mas ainda reflete a pressão sobre o mercado de trabalho.

A taxa de ocupação, que indica a proporção da população que está ocupada em relação ao total de pessoas em idade de trabalhar, é de 54,6%. Esse dado revela que, embora a ocupação tenha aumentado, a força de trabalho disponível na região ainda enfrenta desafios para encontrar colocação no mercado.

Tem alguma explicação?

A diferença entre as taxas de desocupação de Natal e a média nacional pode ser explicada por uma combinação de fatores locais. Um exemplo está a estrutura econômica da cidade, com um setor de serviços forte. Além disso, pode ter relação com sazonalidades, além das questões que afetam todo o Brasil, como a inflação e a instabilidade econômica.

No trimestre móvel encerrado em novembro de 2024, a taxa de desocupação recuou para 6,1%. É a menor da série histórica da Pnad Contínua, iniciada no primeiro trimestre de 2012.

Essa taxa representa 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego no país, menor contingente desde o trimestre de dezembro/2014. Naquele período, 510 mil pessoas deixaram o desemprego.

A taxa de desocupação está 8,8 pontos percentuais abaixo do recorde da série histórica da Pnad Contínua (14,9%), atingindo em setembro de 2020, enquanto o número de desocupados está 55,6%. O número mostra que está abaixo do recorde da série (15,3 milhões) registrado no primeiro trimestre de 2021. Logo, ambos os períodos ainda durante a pandemia de Covid-19.

Os dados do último trimestre de 2024 indicam que, apesar dos avanços, a busca por mais postos de trabalho e a melhoria das condições de emprego continuam sendo desafios importantes para a população natalense e da Grande Natal.

Estudos e políticas públicas voltadas para a qualificação profissional e estímulo ao empreendedorismo podem ser essenciais para reduzir a taxa de desocupação e ampliar a participação da população ativa no mercado de trabalho.

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Taxa de desemprego de Natal está acima da média nacional

A taxa de desemprego no RN está 8,4%, enquanto a nacional o valor foi em torno de 6%, a menor dos últimos 10 anos.

A taxa de desemprego no RN está 8,4%, enquanto a nacional o valor foi em torno de 6%, a menor dos últimos 10 anos.

No último trimestre de 2024, Natal registrou uma taxa de desocupação de 8,4%, um número superior à média nacional, que ficou em 6,1%. Os dados, coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Refletindo, portanto, a realidade da população da capital potiguar e da Grande Natal, que somam cerca de 1,7 milhão de habitantes

Apesar da taxa de desocupação mais alta, a cidade conta com 717 mil pessoas ocupadas. Sendo assim, representa um avanço em relação a anos anteriores, mas ainda reflete a pressão sobre o mercado de trabalho.

A taxa de ocupação, que indica a proporção da população que está ocupada em relação ao total de pessoas em idade de trabalhar, é de 54,6%. Esse dado revela que, embora a ocupação tenha aumentado, a força de trabalho disponível na região ainda enfrenta desafios para encontrar colocação no mercado.

Tem alguma explicação?

A diferença entre as taxas de desocupação de Natal e a média nacional pode ser explicada por uma combinação de fatores locais. Um exemplo está a estrutura econômica da cidade, com um setor de serviços forte. Além disso, pode ter relação com sazonalidades, além das questões que afetam todo o Brasil, como a inflação e a instabilidade econômica.

No trimestre móvel encerrado em novembro de 2024, a taxa de desocupação recuou para 6,1%. É a menor da série histórica da Pnad Contínua, iniciada no primeiro trimestre de 2012.

Essa taxa representa 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego no país, menor contingente desde o trimestre de dezembro/2014. Naquele período, 510 mil pessoas deixaram o desemprego.

A taxa de desocupação está 8,8 pontos percentuais abaixo do recorde da série histórica da Pnad Contínua (14,9%), atingindo em setembro de 2020, enquanto o número de desocupados está 55,6%. O número mostra que está abaixo do recorde da série (15,3 milhões) registrado no primeiro trimestre de 2021. Logo, ambos os períodos ainda durante a pandemia de Covid-19.

Os dados do último trimestre de 2024 indicam que, apesar dos avanços, a busca por mais postos de trabalho e a melhoria das condições de emprego continuam sendo desafios importantes para a população natalense e da Grande Natal.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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