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Como os potiguares souberam da Proclamação da República?

O dia 15 de novembro foi o feriado da Proclamação da República, onde o Marechal Deodoro da Fonseca, há 128 anos, derrubou a monarquia de Dom Pedro II. Mas, como foi que o Rio Grande do Norte recebeu esta notícia? Antes da abolição dos escravos e outros fatores que culminaram na queda do Império Brasileiro, membros da elite potiguar já “namoravam” com a República. Segundo o historiador Raimundo Nonato Araújo da Rocha, o Pedro Velho, que seria o primeiro governador do Rio Grande do Norte, começou aderindo as ideias liberais e posteriormente a apoiar a República como modelo político. O mesmo pertencia à família Albuquerque Maranhão, ligado ao Jerônimo de Albuquerque, conhecido por ser um dos fundadores da cidade do Natal. Pedro Velho era filho do comerciante e senhor de engenho Amaro de Albuquerque Maranhão e neto de Fabrício Gomes Pedrosa, proprietário de empresa de importação e exportação. Seu grupo político representava os interesses, sobretudo, dos plantadores de cana-de-açúcar. Em janeiro de 1889, ele cria o Partido Republicano do Rio Grande do Norte, conhecido pela sigla PRRN. Seis meses antes, nascia o primeiro jornal impresso do estado: A República. A notícia da República ter sido instaurada foi publicada na República a partir de um boletim do dia 15 de novembro, assinado pelo próprio Pedro Velho, que dois dias depois assumiu o cargo de governador, após receber informações do acontecido via telegrama. Para os potiguares, a notícia foi recebida com surpresa e muitos temiam perder seus cargos no Império com a implantação do novo governo. O boletim…

O dia 15 de novembro foi o feriado da Proclamação da República, onde o Marechal Deodoro da Fonseca, há 128 anos, derrubou a monarquia de Dom Pedro II. Mas, como foi que o Rio Grande do Norte recebeu esta notícia? Antes da abolição dos escravos e outros fatores que culminaram na queda do Império Brasileiro, membros da elite potiguar já “namoravam” com a República.

Segundo o historiador Raimundo Nonato Araújo da Rocha, o Pedro Velho, que seria o primeiro governador do Rio Grande do Norte, começou aderindo as ideias liberais e posteriormente a apoiar a República como modelo político. O mesmo pertencia à família Albuquerque Maranhão, ligado ao Jerônimo de Albuquerque, conhecido por ser um dos fundadores da cidade do Natal.

Pedro Velho era filho do comerciante e senhor de engenho Amaro de Albuquerque Maranhão e neto de Fabrício Gomes Pedrosa, proprietário de empresa de importação e exportação. Seu grupo político representava os interesses, sobretudo, dos plantadores de cana-de-açúcar.

Em janeiro de 1889, ele cria o Partido Republicano do Rio Grande do Norte, conhecido pela sigla PRRN. Seis meses antes, nascia o primeiro jornal impresso do estado: A República.

A notícia da República ter sido instaurada foi publicada na República a partir de um boletim do dia 15 de novembro, assinado pelo próprio Pedro Velho, que dois dias depois assumiu o cargo de governador, após receber informações do acontecido via telegrama. Para os potiguares, a notícia foi recebida com surpresa e muitos temiam perder seus cargos no Império com a implantação do novo governo.

O boletim pode ser visto a seguir:

Durante os primeiros anos de República os grupos políticos ligados ao açúcar e os plantadores de Algodão.

Segundo Cascudo, a adesão de Pedro Velho aos ideais da República foi se constituindo a parir da década de 1880. Informa o autor que Pedro Velho era ligado ao partido Liberal, mas gradativamente foi aderindo à República. Tal adesão ocorria em razão de contatos com republicanos norte-rio-grandenses que moravam no Rio de Janeiro.

No novo regime republicano, o Rio Grande do Norte, assim como os outros estados do Brasil, foi dominado pelo sistema oligárquico. A primeira oligarquia foi inaugurada no estado pelo governador Pedro Velho. Em oposição a esse regime, insurgiu a figura do capitão José da Penha Alves de Souza, que foi responsável por promover a primeira campanha popular no estado.

E foi assim que surgiu a República no RN.

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Como os potiguares souberam da Proclamação da República?

O dia 15 de novembro foi o feriado da Proclamação da República, onde o Marechal Deodoro da Fonseca, há 128 anos, derrubou a monarquia de Dom Pedro II. Mas, como foi que o Rio Grande do Norte recebeu esta notícia? Antes da abolição dos escravos e outros fatores que culminaram na queda do Império Brasileiro, membros da elite potiguar já “namoravam” com a República. Segundo o historiador Raimundo Nonato Araújo da Rocha, o Pedro Velho, que seria o primeiro governador do Rio Grande do Norte, começou aderindo as ideias liberais e posteriormente a apoiar a República como modelo político. O mesmo pertencia à família Albuquerque Maranhão, ligado ao Jerônimo de Albuquerque, conhecido por ser um dos fundadores da cidade do Natal. Pedro Velho era filho do comerciante e senhor de engenho Amaro de Albuquerque Maranhão e neto de Fabrício Gomes Pedrosa, proprietário de empresa de importação e exportação. Seu grupo político representava os interesses, sobretudo, dos plantadores de cana-de-açúcar. Em janeiro de 1889, ele cria o Partido Republicano do Rio Grande do Norte, conhecido pela sigla PRRN. Seis meses antes, nascia o primeiro jornal impresso do estado: A República. A notícia da República ter sido instaurada foi publicada na República a partir de um boletim do dia 15 de novembro, assinado pelo próprio Pedro Velho, que dois dias depois assumiu o cargo de governador, após receber informações do acontecido via telegrama. Para os potiguares, a notícia foi recebida com surpresa e muitos temiam perder seus cargos no Império com a implantação do novo governo. O boletim…

O dia 15 de novembro foi o feriado da Proclamação da República, onde o Marechal Deodoro da Fonseca, há 128 anos, derrubou a monarquia de Dom Pedro II. Mas, como foi que o Rio Grande do Norte recebeu esta notícia? Antes da abolição dos escravos e outros fatores que culminaram na queda do Império Brasileiro, membros da elite potiguar já “namoravam” com a República.

Segundo o historiador Raimundo Nonato Araújo da Rocha, o Pedro Velho, que seria o primeiro governador do Rio Grande do Norte, começou aderindo as ideias liberais e posteriormente a apoiar a República como modelo político. O mesmo pertencia à família Albuquerque Maranhão, ligado ao Jerônimo de Albuquerque, conhecido por ser um dos fundadores da cidade do Natal.

Pedro Velho era filho do comerciante e senhor de engenho Amaro de Albuquerque Maranhão e neto de Fabrício Gomes Pedrosa, proprietário de empresa de importação e exportação. Seu grupo político representava os interesses, sobretudo, dos plantadores de cana-de-açúcar.

Em janeiro de 1889, ele cria o Partido Republicano do Rio Grande do Norte, conhecido pela sigla PRRN. Seis meses antes, nascia o primeiro jornal impresso do estado: A República.

A notícia da República ter sido instaurada foi publicada na República a partir de um boletim do dia 15 de novembro, assinado pelo próprio Pedro Velho, que dois dias depois assumiu o cargo de governador, após receber informações do acontecido via telegrama. Para os potiguares, a notícia foi recebida com surpresa e muitos temiam perder seus cargos no Império com a implantação do novo governo.

O boletim pode ser visto a seguir:

Durante os primeiros anos de República os grupos políticos ligados ao açúcar e os plantadores de Algodão.

Segundo Cascudo, a adesão de Pedro Velho aos ideais da República foi se constituindo a parir da década de 1880. Informa o autor que Pedro Velho era ligado ao partido Liberal, mas gradativamente foi aderindo à República. Tal adesão ocorria em razão de contatos com republicanos norte-rio-grandenses que moravam no Rio de Janeiro.

No novo regime republicano, o Rio Grande do Norte, assim como os outros estados do Brasil, foi dominado pelo sistema oligárquico. A primeira oligarquia foi inaugurada no estado pelo governador Pedro Velho. Em oposição a esse regime, insurgiu a figura do capitão José da Penha Alves de Souza, que foi responsável por promover a primeira campanha popular no estado.

E foi assim que surgiu a República no RN.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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