Fevereiro começou e veio rapidamente a contagem regressiva ao carnaval. Independente se vai passar em Natal ou no interior do estado (até mesmo fora do estado), as pessoas ficam animadas pelos quatro dias de alegria. Neste momento que vamos resgatar um pouco da história da folia de momo
Por isso, resgatamos um vídeo publicado no YouTube para mostrar um pouco desta festa. No canal do Júnior Xuxa, achamos uma reportagem do antigo jornal Aqui Agora que mostra como foi o Baile das Kengas em 1991, no Centro de Turismo, que tinha como objetivo em escolher a rainha do bloco.
O baile, por muito tempo, era a prévia do desfile que acontece, até hoje, no domingo de carnaval no bairro de Cidade Alta.
Veja, portanto, a seguir:
Sobre o Baile das Kengas
A primeira aparição das Kengas aconteceu em 1983 em frente à Broadway, uma boate gay pioneira na cidade, localizada na Rua Felipe Camarão. O palco era a própria rua, abríamos a roda e o desfile acontecia no chão mesmo, com uma charanga de 10 músicos que faziam animação do festejo. A rua ficou tomada de gente.
Depois, as apresentações aconteciam próxima do Bar Vice-Versa, no bairro de Cidade Alta, mais precisamente na Rua Vigário Bartolomeu, e hoje acontece próximo da Praça dos Três Poderes, próximo da Pinacoteca do Estado.
Além de ser os primeiros a colocar as estrelas LGBTQIAP+ no estrelato, as Kengas ficaram conhecidas na imprensa por satirizar as situações do país e do Rio Grande do Norte com um grande deboche.
Além disso, foi um dos primeiros blocos a participar de campanhas de saúde de combate a AIDS.
Somente no ano de 1989 que eles começaram a fazer seus bailes, inicialmente no Centro de Turismo. No evento, o baile ajudava angariar o desfile que aconteceria no carnaval. No baile nomeava a madrinha do evento para chamar junto e tinha apresentações nacionais.
Nesta época o anúncio da madrinha e rainha das Kengas, que geralmente era uma artista nacional que valorizava a cultura LGBT. Hoje, o baile se transformou em feijoada e é a luz do dia.
Uma das coisas mais incríveis era que a organização sempre procurava um artista do Rio Grande do Norte para retratar o que era o bloco.
E, aí? Lembra do Carnaval de Natal assim? Deixe aqui, portanto, o seu comentário.

