Teatros de Natal que estão impedidos de funcionar

A cidade do Natal tem cinco teatros. Entretanto, apenas dois estão funcionando perfeitamente. Quais são os outros? Eles estão interditado por diversas razões e nós vamos explicar o motivo. Confira:

Teatro Sandoval Wanderley

Local fica na Avenida Presidente Bandeira (Foto: Wellington Rocha)
Local fica na Avenida Presidente Bandeira (Foto: Wellington Rocha)

Entre o camelódromo e as principais ruas do Alecrim existe um pequeno teatro chamado Sandoval Wanderley, administrado pela Prefeitura do Natal e foi construído no ano de 1962. O nome é uma homenagem ao ator potiguar Sandoval Wanderley, que criou os grupos Conjunto Teatral Potiguar e o Teatro de Amadores de Natal. Antigamente, o espaço era conhecido por realizar peças infantis, pequenas peças, gravações de programas de televisão, além de apresentações musicais.

Entretanto, na década de 2000 ficou abandonado, culminando na interdição do Corpo de Bombeiros no ano de 2009. Existe um projeto para reformá-lo, que ainda está apenas nos planos.

Teatro Alberto Maranhão

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O Teatro Alberto Maranhão (TAM) é um teatro centenário localizado no bairro da Ribeira, que foi interditado neste ano pelo Tribunal de Justiça, tendo que cancelar inúmeras peças e projetos culturais promovidos pela Fundação José Augusto (FJA), quem organiza o local.

O teatro, que é um monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Rio Grande do Norte, foi projetado pelo engenheiro José de Berredo e teve suas obras iniciadas em 1898. Após seis anos, nasceu o então Teatro Carlos Gomes, que passou a ser chamado pelo nome atual em 1957.

Teatro de Cultura Popular (TCP)

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O Teatro de Cultura Popular Chico Daniel é um anexo da Fundação José Augusto (FJA) e foi inaugurado no ano de 2005. Ao longo desses dez anos não passou por nenhuma reforma importante. O local é conhecido por receber peças, shows e várias atrações vindas do Rio Grande do Norte.

Neste ano foi interditado pela Defesa Civil após uma vistoria realizada em conjunto com a Vigilância Sanitária nesta segunda-feira (22). A inspeção verificou problemas na rede elétrica, na saída de emergência e de infiltração, além da necessidade de dedetização do local e manutenção corretiva com reposição de peças dos ares-condicionados.
Em 2013, a Defesa Civil já havia feito recomendações que não chegaram a ser cumpridas.

Quem foi o padre João Maria?

Faz mais de 100 anos que o padre deixou a vida terrena, mas ainda é uma das figuras históricas da cidade. O nome dele é João Maria Cavalcanti de Brito, nascido em uma fazenda que hoje se localiza o município de Jardim de Piranhas, no dia 23 de junho de 1848. Fez curso eclesiástico em um seminário de Olinda com ajuda de fazendeiros da região. Aos 23 anos foi ordenado como sacerdote e realizou a sua primeira missa em Caicó.

Foi vigário de Jardim de Piranhas, Acari, Papari (hoje Nísia Floresta), e Natal, assumindo a paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, antiga catedral da capital potiguar, em 1881.

Foi bastante conhecido por seus trabalhos em prol dos mais necessitados, por participar da luta contra a varíola, seca e a libertação dos escravos. Os fiéis lhe enxergavam como uma pessoa vinda de Deus, por isso os apelidos eram “Benzinho do Seridó”, “João de Deus”, “O Santo do Seridó” e dentre outros.

Padre João Maria
Padre João Maria

Criou em Natal a Escola São Vicente (tanto que existe uma escola da congregação chamada Ambulatório Padre João Maria), para crianças pobres e fundou a imprensa católica, editando o jornal “Oito de Setembro”. Batizou, entre milhares de outros natalenses, o historiador Luís da Câmara Cascudo, no dia 9 de maio de 1901.

No dia 16 de outubro de 1905, acabou falecendo, vítima da mesma doença que tanto combateu, a varíola. Sua morte abalou a cidade e, desde então, é considerado como o Santo de Natal. Um busto (primeira imagem logo acima), em sua homenagem, foi colocado na praça, que hoje recebe seu nome, localizada por trás da antiga catedral.

O busto foi esculpido por Hostílo Dantas com pedestal em granito trabalhado por Miguel Micussi. Ainda hoje, fieis costumam fazer promessas, se benzem com água benta e agradecem ao “santo” com pequeno objetos que fazem alusão às graças obtidas.

Em 2002, o processo de beatificação do padre João Maria foi aberto, desde então todas as graças atribuídas a ele estão sendo registradas.

Sabia que só temos seis maternidades públicas em Natal?

Conta-se nos dedos as maternidades públicas existentes em Natal, sendo uma federal, uma militar, uma estadual e três municipais. Para piorar a situação, a gente tem apenas duas instituições privadas. Ou seja, quem tem dinheiro para pagar plano de saúde tem que fazer uni-duni-tê para ter um filho ou uma filha.

Sem contar que as regiões Metropolitanas também possui poucas unidades de saúde e se ocorrer algum problema durante o trabalho de parto, elas rapidamente são conduzidas para as unidades existentes. O que provoca? A famosa superlotação, que ocorre em vários hospitais públicos existentes. Deixando enfermeiros e médicos tendo um ataque de nervosismo.

Na parte estadual, nós temos o Hospital Santa Catarina, que fica no conjunto de mesmo nome, na zona Norte da cidade e ainda temos o Hospital da Polícia Militar, que fica no bairro de Tirol. Já no Municipal temos a Maternidade das Quintas, Felipe Camarão e a Leide de Morais, reconhecida pelo trabalho de parto humanizado e foi reinaugurada no ano passado.

Já na parte federal só temos a Maternidade Januário Cicco, financiada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que fica no bairro de Petrópolis, na Avenida Nilo Peçanha, e recebe tanto mães vindas de Natal como também no interior do RN.

Quem morar na Vila de Ponta Negra, Alagamar ou em outros bairros e comunidades da zona Sul e precisa do Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, vai ter um pouco de dificuldade de encontrar um hospital próximo para ter seus filhos.

Um dos planos de saúde privados mais conhecidos está divulgando através das redes sociais que vai abrir a parte de maternidade em seu hospital, que isto aliviaria a pouca quantidade de maternidades.

Violência obstetrícia

Nos hospitais privados, as mulheres têm até um bom atendimento, porém tem um pequeno problema: algumas sofrem violência obstetrícia. Ou seja, o parto é feito não de acordo com as necessidades da futura mãe, pois na hora de dar luz as dores e o jeito como a pessoa lida com esta situação é diferente para cada um. Então, geralmente que é mais prático para os médicos.

Eu tive contato com várias mães que tiveram seus filhos através de hospitais particulares e todos os relatos eram os mesmos: os obstetras “sugeriam” que marcasse a cesárea ou caso a mulher ficasse horas em trabalho de parta teimava em fazer a operação. Pior que isto é um retrato de quase 90% destas unidades de saúdes, que tiram o bebê de modo cirúrgico ao invés de como a natureza manda.

É praticamente uma bola de neve que precisa ser arrumada o mais rápido possível.