23 23America/Bahia outubro 23America/Bahia 2015 – Brechando

Produzindo cerveja artesanal na capital potiguar

Gosta de cerveja? Que tal produzir a sua cerveja? Foi assim que nasceu o primeiro grupo de cervejeiros artesanais no Rio Grande do Norte. A Associação dos Cervejeiros Artesanais do Rio Grande do Norte (AcervA, escrito desta forma) foi fundada em 2010 por amigos, que estavam interessados em produzir o seu próprio produto, e o projeto foi crescendo. Hoje eles realizam diversos eventos relacionadas à produção de cerveja.

A primeira vez que tive contato com a equipe foi quando eles estavam na Feira do Microempreendedor, promovido pelo Sebrae, neste ano. Eles estavam na parte dos Foodtrucks e estavam divulgando a importância da associação e o porquê é legal beber cerveja de forma diferente.

O objetivo é promover a cultura cervejeira no Rio Grande do Norte. Os membros são compostos por cervejeiros caseiros, empresários e fãs. Eles também promovem cursos de produção e degustação para aqueles interessados em proliferar o hobby. Enfim, não possui interesses lucrativos.

A cerveja caseira leva em média 25 dias para ficar pronta para ser consumida e passa por essas seguintes etapas: moagem dos grãos, no qual será adicionado água e a mistura levada ao fogo; adição de fermento específico e o produto demora cinco dias para ser fermentado; fase de maturação, que demora mais 10 dias, e é nessa etapa se coloca alguma especiaria; e, finalmente, engarrafar o líquido (colocar um pouco de açúcar para formar o gás que é percebido na hora de abrir).

O teor alcoólico do líquido é estimado durante o processo, com a realização de algumas leituras. A cor do líquido também é determinada na moagem, onde o produtor decide se coloca mais ou menos água no preparo. Isso também determina a porcentagem do álcool.

A mais famosa distribuidora de cerveja deste nipe é a Eufrates, que vem desde 2012 trabalhando com diversas cervejas vindas da gringa, principalmente aquelas de rótulos raros e de qualidade inquestionável. Possui uma loja na avenida Campos Sales, em Petrópolis, para eventos cervejeiros e para receber fanáticos pela bebida alcoólica mais consumida do mundo.

No Brasil já existem 232 microempresas que produzem cervejas registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária. Uma das grandes peculiaridades das cervejas é enfatizar os produtos existentes para diferenciá-las daquelas que são vendidas em grandes supermercados.

Muitos cervejeiros utilizam frutas, tubérculos e temperos abundantes na região Nordeste para produzir a sua própria cerveja. E existe uma empresa que produz essas cervejas no RN?

Sim, existem algumas cervejas vindas do RN que podem ser consumidas pelo público, como a IPA, que é produzida desde 2012 por um dos associados da AcervA. Em 2015 abriu uma fábrica de cerveja artesanal no Rio Grande do Norte, chamada Cervejaria Holanda, desenvolvida por um pai e filho, que começaram a produzir de forma caseira. Eles são capazes de produzir até 400 litros de cerveja por mês  e estão prontos em distribuir para o mercado.

Cervejaria Holanda produz quatro tipos de cerveja que já possuem nomes comerciais: Norton, Nova Amsterdã, Rubia e Rubia Pineapple. A Nova Amsterdã ganhou esse nome em homenagem a Natal, nomeada dessa forma  durante a invasão holandesa.

Quer experimentar chopps vindos da terrinha? Existe um bar chamado Estação do Malte, que fica na Rua Professor Jorge Fernandes, em Ponta Negra.

Foi nesta praça que Natal foi fundada

Esta imagem acima mostra a Praça André de Albuquerque, que fica no Marco Zero da cidade. Ou seja, aqui está o alicerce da capital do Rio Grande do Norte, o local fica no bairro de Cidade Alta, próximo de importantes igrejas do Centro Histórico (Santo Antônio, Nossa Senhora da Apresentação e do Rosário), da Pinacoteca do Estado e do Tribunal de Justiça.

A praça, que sofreu diversas modificações ao longo dos anos, foi fundada em 1888 e o seu nome se deve ao André de Albuquerque Maranhão, que lutou na Revolução Pernambucana, que lutava pela independência do país. André era bisneto de Jerônimo de Albuquerque, fundador da cidade juntamente com Manuel Mascarenhas Homem. O local onde fica a praça foi celebrada a primeira missa da cidade após a sua fundação.

André de Albuquerque Maranhão nasceu em Canguaretama, no século XVIII, e foi um grande proprietário rural. Quando jovem, ele estudou humanidades em Natal com o Dr. Antônio Carneiro de Albuquerque Gondim e depois realizou viagens ao Rio de Janeiro e a Lisboa. Era herdeiro das terras de Cunhaú e do Agreste.

Na manhã de 28 de março, André, com sua tropa, parentes e oficiais, faz a entrada solene na capital, apoiado pela Companhia de Linha. No dia seguinte, convocou pessoas conhecidas, religiosas e constituiu o governo. No dia 30, chega o reforço militar da Paraíba, cinquenta soldados, comandados por José Peregrino Xavier de Carvalho. Mas, após a partida destes em 25 de Abril de 1817, enfraquece o governo de André de Albuquerque.

Depois, sua sala foi invadida, foi ferido e foi levado para Fortaleza dos Reis Magos. Na manhã do seguinte, retiraram o corpo de André de Albuquerque que foi transportado nu, sujo de sangue coagulado (por isso que a praça é conhecida como Praça Vermelha), e sepultado na Igreja de Nossa Senhora da Apresentação.

10 coisas legais da Cientec 2015 para conhecer

A Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) acontece anualmente, sempre no segundo semestre do ano e na praça cívica do campus universitário. Reúne o melhor dos projetos das instituições públicas e privadas. É o momento que a UFRN apresenta seus projetos acadêmicos e culturais para a comunidade e é onde reúne todas as áreas em um mesmo lugar.

O evento acontece desde terça-feira (20) e está finalizando as suas atividades nesta sexta-feira (23). O Brechando listou 10 projetos bacanas para ver lá. Corre que ainda tem:

1) Fotec

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A Fotec é um projeto de extensão que funciona como uma agência de notícias e faz a cobertura dos principais acontecimentos. Desenvolvido pelo professor Itamar Nobre, o projeto já existe desde meados dos anos 2000 e é um dos projetos mais antigos desenvolvidos pelo curso de Comunicação Social.

“Sempre foi dinâmica. Por mais que possa acontecer qualquer situação que possa desanimar, a meninada tem uma energia que estimula os trabalhos a serem mais desenvolvidos. Neste ano, o grupo de alunos é de gente muito nova. Nesse ano, nós reduzimos um pouco a equipe para fazer com que as atividades sejam melhores desenvolvidas”, comentou o professor, que prefere elaborar matérias com grande qualidade.

O projeto desenvolve atividades de assessoria de comunicação, reportagem, fotodocumentarismo, vídeos e dentre outras coisas. O estudante de jornalismo Francisco Rocha, do 10º período, comenta um pouco a experiência de trabalhar na equipe. “Estou há quatro anos e cada ano é uma evolução. Quanto você mais avança na faculdade, mais experiências tem para compartilhar com os outros alunos. Todo ano que participo é um aprendizado”, afirmou.

Quer saber um pouco mais da Cientec? Acesse fotec.ufrn.br.


2) Rádio Jamboo

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Desenvolvido pelo professor Hélcio Pacheco, o projeto é uma Web rádio destinada ao entretenimento e à informação da população potiguar e demais internautas que desejem se aventurar conosco. Durante a Cientec, o projeto faz uma programação exclusiva para o evento nas áreas voltadas para o jornalismo, entretenimento, promoções e muita música para animar os visitantes.

Inicialmente, o projeto se chamava Rádio Experimental (REC), depois passou a ser chamada de Sonora e, finalmente, a Jamboo. A rádio que fica do lado do palco do anfiteatro funciona como uma grande redação de uma emissora de rádio.  Quer saber mais sobre o projeto? Acesse a fanpage.

“Eu sempre gostei do projeto, pois fornece a experiência de como funciona o mercado de trabalho, a correria de uma redação, rádio e assessoria. Ao mesmo tempo oferece algo que não é comum de acontecer nos locais aonde trabalhamos”, comentou Juliana Garcez, estudante de jornalismo.

3) Enfrentamento de Timidez

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É um projeto de extensão do Departamento de Psicologia da UFRN que ajuda no tratamento de pessoas que possuem fobia social, que muitas vezes é confundido com timidez. De acordo com o estudante Davi Andrade, a ideia é desenvolver diversas atividades interativas para que esta “timidez” seja combatida e que as pessoas tenham um melhor convívio social.

“Existe a timidez que é natural. Mas algumas pessoas sofrem para falar com alguém, ir aos lugares públicos, paquerar e conhecer novas pessoas e isto gera uma grande ansiedade. A terapia é baseada a partir de experiências em grupo e funciona em 12 sessões semanais”, disse.

4) Museu de Ciências Morfológicas

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O Museu de Ciências Morfológicas (MCM) surgiu como resultado de um projeto institucional de revitalização dos museus do Centro de Biociências da UFRN. Dentro da Cientec, os alunos e professores do curso de Ciências Biológicas mostram um pouco do que tem dentro do museu. Você vai ver diversos órgãos do corpo humano, como cérebro, estômago, útero e dentre outras coisas. 

5) Parte Cultural

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A parte cultural da Cientec é uma das partes mais apreciadas pelos visitantes. O gramado tem atividades de slackline, tem o palco do anfiteatro com apresentação de diversas bandas e algumas manifestações artísticas dentro do Departamento de Artes (Dearte) e na Escola de Música. Quer saber a programação desta sexta-feira da Cientec Cultural? Acesse este link.

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