13 13America/Bahia outubro 13America/Bahia 2015 – Brechando

Quer casar ? Vai ter casamento coletivo em Natal no mês de dezembro

Não tem dinheiro para festa e é enrolada por aquela pessoa que mora junto há anos ou quer casar mas não tem dinheiro algum para a festa, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte propõe uma solução. Através do Núcleo de Ações e Programas Socioambientais, abriu as inscrições para realização de um casamento civil comunitário, no qual acontecerá no dia 2 de dezembro.

A cerimônia ocorrerá no Centro Educacional Dom Bosco, bairro Gramoré, zona Norte da capital potiguar. As inscrições estão abertas e seguem até o dia 23 de outubro. Em torno de 200 vagas disponíveis. No ato da inscrição, os casais devem apresentar comprovante de residência, certidões de nascimento, xerox das identidades, além de levarem duas testemunhas por casal.

As inscrições estão sendo realizadas nesses seguintes cartórios: 5º Ofício do Alecrim, localizado na Avenida Presidente Bandeira, 364; Cartório Único de Igapó, na Praça São Vicente de Paula, 42; 4º Ofício de Cidade Jardim, na Avenida Engenheiro Roberto Freire, loja 60 do shopping Cidade Jardim; ou no Cartório Único da Redinha, na Rua Francisco Ivo, 906.

A cerimônia é gratuita para aqueles que ganham até 2 salários mínimos.

Crônica: O dia da criança no Cidade da Criança

Ontem, segunda-feira (12), foi o dia das crianças e é neste período que as crianças ganham novos brinquedos e saem de casa para brincá-los. A data é reconhecida por homenagear os pequeninos. Em 12 de outubro de 1923, a cidade do Rio de Janeiro sediou o 3º Congresso Sul-Americano da Criança. No ano seguinte, o deputado federal Galdino do Valle Filho elaborou o projeto de lei que estabelecia essa nova data comemorativa, que foi aprovado.

Somente em 1955, todavia, a data começou a ser celebrada a partir de uma campanha de marketing elaborada por uma indústria de brinquedos.  É neste período que as crianças comemoram a partir de diversas atividades culturais promovidas por órgãos públicos ou privados.

Outubro de 2015 ficou conhecido por ser a comemoração de 1 ano da Cidade da Criança ter reaberto novamente, após anos fechado para reforma. A Avenida Rodrigues Alves (e ruas paralelas), no bairro do Tirol, estava lotada de carros e muitos pais tiveram que fazer uma longa caminhada de um quilômetro para chegar até o parque e poder usufruir das coisas existentes.

Crianças optaram a Cidade da Criança
Crianças optaram a Cidade da Criança

A diversão era garantida na fila, onde os vendedores vendiam acarajé, algodão doce, sorvete de bola, refrigerante, castanha, biscoito polvilho e tudo que faz lembrar a velha infância. A fila era rápida e não demoramos muito para entrar.  Na porta havia um auto-falante dizendo: “Bem-vindo à Cidade da Criança” e em seguida tocava um jingle. Estava me sentindo no Hopi Hari.

Foi inaugurada na década de 60 e é conhecida por marcar a infância de idosos, adultos e adolescentes da cidade. Essa vibe é sentida pelos visitantes quando já entram na fila e, claro, nós fomos brechar o mais tradicional dia das crianças de Natal, apesar da programação ter sido divulgada quase em cima da hora.

Apesar de ter uma rede wi-fi de graça, poucos estavam mexendo nos celulares, com exceção daqueles que estavam fotografando os grandes momentos.

As atividades começaram desde a véspera da data. Desde cedo, o local tinha contação de histórias, apresentação de peça de teatro, espetáculos de balé e dentre outras coisas. Era bonito ver os olhos de todos brilhando. “Nossa, o balé é muito bonito, as meninas estão dançando maravilhosamente”, disse uma das mães que estava do meu lado enquanto fotografava.

O balé era da Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão (EDTAM), uma das mais tradicionais da cidade. Após a apresentação, as garotas rapidamente foram procuradas para serem fotografadas pelos visitantes e, em seguida, elas ficaram admirando a beleza da Lagoa Manoel Felipe, que fica às margens da Cidade da Criança.

Minions de pneus (Fotos: Lara Paiva)
Minions de pneus (Fotos: Lara Paiva)

Geralmente, quando a gente vai para eventos infantis, muitos pais ficam apreensivos por diversas razões, tais como: medo do filho fazer birra, teme que a criança tenha uma queda feia ou arranje confusão.

– Mãe, posso ir ao pedalinho?

– Mãe, tem um minion ali – se referindo aos Minions feito por pneus no jardim

– Pai, olha as galinhas dentro do parque – sorriu uma das garotas enquanto via os animais existentes

– Posso comprar uma tapioca?

Era um dia diferente, onde a distância do adulto e criança não existia. Os pais e filhos poderiam conversar de igual para igual, sem se preocupar se tinha dinheiro para pagar escola ou comer. Os papais, mamães, titios ou vovôs também andaram de pedalinho na lagoa, comeram algodão doce, leram livros infantis, sentaram na grama, fizeram piqueniques, brincaram de triciclo ou assistaram as apresentações.

Apresentação de balé
Apresentação de balé do Edtam

O local tinha várias opções, desde visitar a casa da vovó, comprar uma boneca de pano produzido por artesãs potiguares, ou ficar vendo um museu de arte com artistas da terrinha. Tudo isso de grátis acesso a todos. Além disso, havia cama elástica e brinquedos infláveis para toda a criançada.

Haviam idosos que estavam lá para relembrar os velhos tempos. Com uma câmera na mão, alguns registravam as modificações que tiveram após a reforma.  “Todo mundo lembra o dia das Crianças no Parque das Dunas, mas aqui tem bem mais coisas e é de graça. Deveriam investir mais neste lugar”, disse uma das pessoas enquanto caminhava pelo parque.

Também era um local romântico, no qual muitos casais caminharam em volta ao parque e se divertiram com a leveza existente. Eram muitos que estavam andando de mãos dadas ou sentados nos banquinhos. O dia das crianças me deu um ensinamento muito importante: “Ainda temos o lado doce e infantil, mesmo que queiramos esconder”.

Confira as fotos a seguir:

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Como foi o lançamento do livro da Andressa Urach em Natal

Sábado, 10 de outubro de 2015. Centenas de pessoas já estavam na porta do shopping ainda fechado. A razão? Pegar um autógrafo da Andressa Urach, que estava lançando a sua biografia na capital potiguar. Há meses atrás, o público de maioria evangélica, mal sabia que era uma mulher na qual fazia coisas esdrúxulas para aparecer em sites de fofoca ou na televisão.

Era uma espécie de Anna Nicole Smith brasileira: modelo erótica, posaram nuas em revistas masculinas e eram famosas pelas polêmicas. As duas tinham em comum o sonho de ser famosa e cometer diversas loucuras. Eram motivo de piadas em programas e blogs que tiravam onda das subcelebridades. Elas fizeram intervenções cirúrgicas, criaram diversos assuntos para aparecer e já ficaram diante da morte diversas vezes, sendo que Andressa teve mais sorte e conseguiu sobreviver.

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Público tentando um autógrafo de Urach (Fotos: Lara Paiva)

No ano passado, Urach ficou em coma por diversos dias por causa de uma infecção nas pernas após ter passado um produto para engrossar as coxas. Por conta disso, ela resolveu largar a imagem de “pessoa sexy”, converteu ao protestantismo e participa da maior igreja evangélica do país, que tem um canal de televisão e virou uma das maiores divulgadoras da doutrina promovida pela congregação.

Foram os fiéis desta mesma igreja que mais lhe prestigiaram neste sábado,  vindos da maioria de bairros periféricos, e estavam felizes por ver a vida dela transformada.

“Quando a imprensa anunciou que Andressa iria lançar um livro, já queria logo comprar. Então, eu consegui através de um sorteio na minha igreja. A história dela vai ganhar tanto palmas para Jesus quanto vai engrandecer o nome de Deus. Achava que ela era sem noção com a sua busca pela fama. Hoje, eu acredito na convenção dela, pois eu sei como o Espírito Santo consegue transformar as pessoas”, disse a Andreza Cristina, que veio do bairro do Planalto para conseguir chegar na mais nova irmã de Cristo.

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Andreza Cristina com o livro de Andressa Urach

O Bruno de Sousa, veio do bairro de Felipe Camarão, e estava carregando quatro livros que seria distribuído entre os familiares. “Estou aqui desde nove horas da manhã, eu achava interessante a história dela de sair do mundo de fama para conseguir ser salva por Deus”, disse.

O evento foi organizado por esta mesma igreja, no qual contou com cerimoniais organizando a fila (impecavelmente arrumadas) e orientando de como pegava o livro que custava 36 reais. “Estou feliz com o sucesso do evento, pois ela comenta no livro a importância de Deus na vida dela e isto é muito interessante. Ainda quero conseguir o meu autógrafo”, comentou a Ester Oliveira, que estava participando da organização.

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Ester Oliveira era uma das cerimonialistas

Algumas pessoas que eram fãs da antiga Andressa apareceram, apesar de ser a minoria. Alguns relatos comentam que a nova evangélica até convidou aqueles fãs “zoeiras” para assistir o testemunho dela que aconteceria no dia seguinte.

“Ela é uma pessoa inspiradora e acompanhei todo o trabalho dela em busca da fama até conseguir ser uma pessoa vitoriosa em Cristo. Se fosse Urach, eu não me arrependeria dos atos que cometeu, pois foi por causa deles que a levaram este caminho e não seria quem ela é”, disse o jornalista Antônio Netto, que a achava engraçada na época de que Urach aparecia a qualquer custo.

Tinha gente que não estava com coragem de encarar a fila e ficavam espiando na porta. A vontade era apenas tirar uma foto com a nova ídola. Como funcionava o autógrafo? As cerimonialistas colocavam um carimbo no livro escrito “Com carinho” e depois Andressa Urach só registava o seu nome, conforme esta imagem a seguir:

Super autográfo da Urach para Antonio

A photo posted by Lara Paiva (@paiva_lara) on

Apesar dos olhares curiosos, alguns funcionários do shopping, que optaram pelo anonimato, responderam que esperava ter mais gente. “O lançamento do livro do padre Marcelo Rossi (que foi na semana passada) teve mais gente e pessoas esperando desde o dia anterior”, comentou um segurança.

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Esse acontecimento durou em torno de duas horas na cidade e ela rapidamente saiu da livraria. Acompanhada das cerimonialistas arrumadas e pastores.  A imprensa estava presente e registrou tudo, principalmente o maior jornal da cidade. Apesar das mudanças, ela ainda causa comoção e consegue holofotes.