15 15America/Bahia outubro 15America/Bahia 2015 – Brechando

Jerns completa 45 anos, saiba fatos da competição escolar do estado

Desde o dia 9 de outubro, os estudantes de escolas públicas e particulares do Rio Grande do Norte participam dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte (Jerns). A competição completa 45 anos em 2015.  A etapa final dos Jogos acontece até o dia 30 deste mês. Foram classificadas para a etapa final 460 escolas e o evento conta com aproximadamente 10 mil alunos disputando as modalidades esportivas.

Dentre as modalidades estão atletismo, badminton, basquete, capoeira, ciclismo, futebol, futebol de areia, futebol society, futsal, ginástica aeróbica, ginástica artística, ginástica rítmica, handebol, handebol de areia, judô, karatê, luta olímpica, nado sincronizado, natação, surf, taekwondô, tênis de mesa, vôlei, vôlei de duplas e xadrez.

É neste período que os alunos saem mais cedo de suas aulas, assistem os jogos nas outras escolas, paqueram e dentre outras coisas. Confira as coisas que as pessoas mais lembram desta competição.

1) Abertura

Abertura do Jerns (Foto: Rogério "Blau" Torquato)
Abertura do Jerns (Foto: Rogério “Blau” Torquato)

A cerimônia de abertura era um momento mais que sagrado para os estudantes. Era neste momento em que as torcidas organizadas ficavam na plateia e começavam a gritar enlouquecidamente o nome de sua escola de coração. O local ficava lotado de jovens. Já foi no antigo estádio Machadão, Palácio dos Esportes, Ginásio do DED, Machadinho e dentre outros lugares. Com o aumento da violência e das torcidas organizadas de futebol infiltradas na plateia, a abertura do Jerns perdeu o seu brilho.

2) Torcidas organizadas das escolas

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Torcida organizada do Neves é conhecida do Jerns

Era comum ver os alunos se organizando e formando torcidas para assistir os jogos. Quando se pensa em torcida organizada, lembra de duas escolas: Neves e Contemporâneo. Algum aluno que fosse assistir qualquer competição envolvendo as duas instituições sabia que teria muito barulho, gritaria, dancinhas, cartazes e dentre outras coisas. Dava para o time ficar estimulado em vencer aquela partida. Os dois colégios por muito tempo foram rivais nos Jerns.

3) “Libera aí, professor”

Hoje é dia dos professores e os pobres sofriam com os alunos agoniados para sair da escola mais cedo. “Professor, libera aí que é Jerns, o colégio vai competir” era uma frase bastante comum em ouvir durante as salas de aulas. Enquanto isso, os alunos do 3º ano do Ensino Médio ficavam lá assistindo todos os horários por conta que tinha um vestibular pela frente.

4) Carona

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Após o professor liberar os alunos às 9 horas, os alunos tinham que procurar mil maneiras de assistir os jogos. Alguns pegavam o ônibus, outros tinham aquele amigo que chamava o pai e se esforçava para caber 10 pessoas dentro do carro para ir aos locais onde aconteciam as principais competições. No final, todo esforço era recompensado.

5) Divulgação da tabela de jogos

O desespero era grande quando a tabela divulgando os locais dos jogos e os respectivos horários eram divulgados. Quando o papel era grudado na parede do principal corredor do colégio, os alunos corriam para anotar aonde aconteceria os jogos de basquete, futebol ou vôlei e qual canto aconteceria.

6) Palácio dos Esportes

Wellington Rocha/O Jornal de Hoje
Wellington Rocha/O Jornal de Hoje

O Palácio dos Esportes foi inaugurado na década de 60 pelo então prefeito Djalma Maranhão. Neste momento, o prédio se encontra em reforma, mas foi palco de muitas competições do Jerns. Quem nunca assistiu as competições de vôlei ou basquete? O local ficava cheio de alunos vindos da torcida organizada que comemorava o vencedor de cada disputa.

7) Atleta Ouro

Era o prêmio mais cobiçado do Jerns. Mais do que as medalhas, se brincar. O prêmio era dado para aqueles alunos que se destacavam tanto no esporte quanto no desempenho escolar. O estudante recebia um certificado sobre esta menção honrosa.

8) Descobriu muitos atletas potiguares

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Os Jogos Escolares também foi o início de vários atletas olímpicos, como a velocista Magnólia Figueiredo, especialista nos 400 e 800 metros rasos do atletismo. Ela começou a competir no Jerns em 1977, representando o colégio Hipócrates. E depois de 11 anos, ela competiu a Olimpíada de Seul, na Coreia do Sul. Figueiredo também já atuou como secretária de Esportes do Rio Grande do Norte.

Assistindo o desafio do Wing Burg

O Wing Burg é uma sanduicheira localizada na Avenida da Integração, no bairro de Candelária, zona Sul de Natal. A lanchonete é toda decorada com componentes de avião e os sanduíches possuem nomes de companhias aéreas. Destaca-se o Trans Brasil, que tem um hambúrguer de carne de sol e queijo de coalho.

Eles abriram há quatro meses e o prato mais conhecido é o Jumbo Wing, no qual os proprietários, todas as quartas, desafia os clientes a comer um sanduíche de 2,4 quilos durante 50 minutos. A comilança é toda registrada e o vencedor ganha um troféu, uma foto na parede e lanches gratuitos. Quem perder terá que pagar 70 reais. Claro que nós fomos brechar o segundo dia do desafio.

O primeiro concorrente foi técnico de telecomunicações Ruan César de Medeiros, de 24 anos, que falhou na sua missão, mesmo já ter devorado 47 fatias de pizza e 2 quilos de macarrão.

O Jumbo Wing é uma combinação de 1,2 quilos de hambúrguer, 150 gramas de bacon, 300 gramas de queijo, alface e tomate. O “humilde lanchinho” serve oito pessoas e precisa ser encomendado com pelo menos um dia de antecedência, pois demora 47 minutos para ficar pronto. O sanduíche, no cardápio, custa R$ 110,90.

A competição chamou tanta atenção das redes sociais e de programas de comédia que rapidamente veio o segundo desafiante. Leonardo Zulu é um rapaz atlético e tem fama de comer bastante. Fã da banda O Rappa, ele esteve acompanhado da namorada que prontamente o queria ver devorando o lanche. “Cheguei até fazer uma aposta com ele caso consiga comer todinho”, afirmou a jovem.

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O desafio foi marcado às 21 horas e Leonardo chegou 15 minutos de atraso. O semblante de tranquilidade mostrava que iria comer mesmo o sanduíche. Rapidamente, ele e sua namorada sentaram na mesa reservada para o desafio, pediu uma água e uma porção de catchup. O proprietário George Rocha entregou um balde para “caso de emergência” e explicou as regras.

“Não pode distribuir a comida, tem que deixar o prato limpo e tudo isto tem que ser feito em 50 minutos. Certo?”, explicou George, que entregou um termo de responsabilidade para o Zulu.

A competição começou quando Zulu dividiu o sanduíche em 15 fatias iguais, depois ele molhou cada pedaço com catchup e o George apertou o cronômetro. Então, começava a competição ao som de “Eye of the Tiger”, que ligeiramente foi trocada pelo disco do O Rappa, a pedido do desafiante que é muito fã da banda.

A plateia estava toda atenta e se perguntando: Será que Leonardo Zulu vai comer este sanduíche todo?

Durante os primeiros 20 minutos de competição, Zulu conseguiu comer a primeira metade do Jumbo Wing, dando a entender que tinha tudo para ser o primeiro vencedor do desafio. Entretanto, os 30 minutos seguintes o ritmo desacelerou e deixou apenas três fatias sobrando. Ao todo, ele comeu 1,6 kg de sanduíche.

De acordo com o desafiante, ele teve dificuldades de conseguir comer o sanduíche a partir da segunda metade. Durante todo o desafio, ele elogiou o sabor do sanduíche, que estava bastante cheiroso quando foi servido para o desafiante.

Garoto criou drone para descobrir focos de mosquito da dengue em Mossoró

Após ter lido uma matéria do pessoal que confundiu drone com disco voador no interior do Rio Grande do Norte, eu me deparei com uma reportagem da Gazeta do Oeste, em Mossoró. São aquelas matérias que você fica feliz por ter um jovem que usa a cabeça para melhorar o lugar aonde vive.

Este é o caso do Gabriel Costa, de 18 anos, que criou um drone com a intenção de localizar aonde são os focos do mosquito aedes aegypt e acabar com a proliferação da dengue na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

Ele é morador do bairro Boa Vista e ainda está terminando o ensino médio. Em reportagem para Jucilene Mendes, ele disse que sempre gostou de tecnologia e robótica. O primeiro drone do Gabriel foi criado em 2013 para uma feira de ciências da escola onde estudava. Porém, o projeto não foi para frente e a ideia do equipamento foi deixada de lado.

Depois, Gabriel recebeu ajuda do Centro Regional de Educação Especial de Mossoró (CREEMOS), no qual professores e alunos desenvolveram um drone para ajudar no combate ao mosquito da dengue. O projeto já está quase pronto e os dois pretendem buscar patrocínio para colocá-lo em prática em Mossoró.

O equipamento que pode ser usado para ajudar no combate ao Aedes aegypti e foi construído a partir de poucos recursos. O equipamento também está quase pronto, faltando uma bateria potente e instalação do sistema FPV (First Person View), que permite a visão em primeira pessoa.

Enquanto o comprado no mercado custa entre R$ 4 e R$ 5 mil, o projetado por Gabriel sai por menos de R$ 4 mil. Na planilha do projeto, sem acréscimo de frete para as peças compradas pela internet, o valor ficou em R$ 3.758,00.

Agora, o próximo passo é procurar parcerias com as secretarias municipais de Educação e Saúde.