O que foi este prédio no meio da Avenida Salgado Filho?

Este prédio funcionou por muitos anos a fábrica Simas, que elabora as balas da Sam’s. Mesmo não estando mais lá, o local ainda serve como ponto de referência dos natalenses que tentam deslocar na Avenida Salgado Filho, que fica em frente a Casa da Indústria. Um dos destaques é o mural pintado na entrada do prédio, feito pelo artista potiguar Aécio Emerenciano. A unidade fabril foi instalada no local em 1968, quando a indústria duplicou a sua produção e mudou do bairro da Ribeira para um local maior.

Alguns moradores mais antigos diziam que o cheiro de doces e de outras guloseimas era bastante forte. Fazendo com que muitos natalenses ficassem salivando pelos pirulitos, balas e chicletes que eram produzidos.

Naquela região era bastante comum ter indústrias, pois ficava numa área bastante isolada da cidade.

Fábrica na década de 60
Fábrica na década de 60 (Foto: Natal Como Te Amo/Facebook)

A área tem mais de 14 mil metros quadrados e a transferência da fábrica fez com que a companhia virasse uma sociedade anônima.  A história da Simas Industrial de Alimentos começou em 1946. Quando os irmãos Orlando Gadelha Simas e José Gadelha Simas compraram a fábrica de balas São João, em Natal, fizeram algumas adaptações e iniciaram a produção artesanal de balas e caramelos.  Orlando faleceu aos 91 anos de idade, no dia 7 de outubro de 2007.  Na década de 1950 a indústria passou a ser mecanizada, o que permitiu a produção em larga escala e o crescimento da empresa.

Com a expansão de Natal e o local nas redondezas se transformasse em área residencial, levantando diversos questionamentos sobre a poluição, a fábrica teve que ser transferida para o Distrito de Macaíba em 2002, onde funciona até hoje. O espaço é o dobro da unidade fabril na capital potiguar.

Mesmo com a fábrica fechada, a loja que vendia os produtos funcionou durante muito tempo até ser fechada completamente em meados dos anos 2000.

Agora podemos ligar interurbano de graça nos orelhões

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta semana que alguns estados brasileiros poderão fazer ligações interurbanas do orelhão da Oi de um telefone fixo de graça. Além do Rio Grande do Norte, os estados Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também liberaram.

Desde abril deste ano já é possível fazer ligação local de forma gratuita (funciona, já testei) e a partir de abril de 2016 será possível fazer ligação para telefone móvel e, em outubro do ano que vem, interurbano para celular também será de graça.

A determinação foi imposta pela Anatel porque a Oi não está disponibilizando o patamar mínimo de equipamentos em condições de uso nesses estados. De acordo com a agência, pela mesma razão, as chamadas locais de orelhões da Oi para telefones fixos já vinham sendo feitas de forma gratuita em 15 estados desde abril deste ano. Destes, apenas Sergipe resolveu o problema, e foi retirado da lista.

Além disso, 90% dos orelhões disponibilizados pela Oi nos estados têm que estar em condições de uso. Em locais onde não há oferta de telefonia fixa, o patamar mínimo é de 95%. A cada 1 mil habitantes, é preciso manter em operação quatro orelhões.

A Oi, porém, informou em nota que cumpre a determinação da Anatel de conceder a gratuidade em chamadas locais e de longa distância nacional para telefones fixos, feitas a partir de sua rede de telefonia pública nos estados indicados pela agência reguladora.

Auditora de Natal recebe prêmio nacional por seu trabalho contra escravidão

A auditora do trabalho paraibana, radicada no Rio Grande do Norte, Marinalva Dantas, de 61 anos, recebeu, na noite desta terça-feira (6), o Prêmio Cláudia na categoria de políticas públicas. Esta premiação, fornecida pela revista homônima, tem a intenção de destacar mulheres em diversas áreas tanto no Brasil quanto na América Latina. Qual a importância de Dantas? Ela conseguiu libertar mais de duas mil pessoas da escravidão.

Dantas nasceu em Campina Grande (PB), mas foi criada pelos seus tios em Natal (RN), pois seus pais não tinham as melhores condições financeiras. Formou-se em direito e em 1984 passou em um concurso público para auditora fiscal do trabalho. Então, ela começa a sua caçada contra a escravidão e viajou em diversos lugares, onde os trabalhadores estavam em condições degradantes e sem direitos trabalhistas. Marinalva viu pessoas sem condições sanitárias, tendo que se alimentar com comida podre ou não haver algum local para dormir.

A auditora também viu muitas crianças sendo forçadas a trabalhar e não ter direito de estudar ou ter algum lazer, fazendo com que a infância desses garotos fossem roubadas.

Marinalva Dantas recebendo o prêmio (Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)
Marinalva Dantas recebendo o prêmio (Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)

A sua luta lhe tornou uma personalidade conhecida. Ao longo dos anos apareceu em reportagens e deu inúmeras entrevistas. Conseguiu desmascarar muitos homens poderosos e, por isso, foi ameaçadas várias vezes de morte por ter libertado muitas pessoas em condições bastante desumanas.

Em 2004, Dantas foi para Brasília ser diretora da Divisão de Articulação de Combate ao Trabalho Infantil. Atualmente, ela está trabalhando em Natal ainda no cargo de auditora do trabalho, lutando ainda com as condições desumanas de trabalho e também o tráfico de pessoas. Apesar das grandes adversidades, ela ainda acredita que a escravidão venha a ser dizimada.

A história de seu trabalho foi contada em um livro pelo jornalista pernambucano Klester Cavalcanti, intitulado de “A Dama da Liberdade”.