Peça potiguar é elogiada pelos jornais paulistas

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A peça Jacy, do Grupo Carmin, foi elogiada pelo jornal Estado de S. Paulo nesta quarta-feria (1), que fez uma crítica sobre a sua temporada em São Paulo no SESC Pinheiro. Sobre a peça, a crítica Maria Eugênia de Menezes disse que:

Com suas hesitações calculadas, os intérpretes parecem nos dizer que aceitaram aquilo que não entenderam. Poderíamos ter ido por aqui, mas fomos por ali. Ninguém sabe, de fato. A atriz Quitéria Kelly até se arrisca a representar Jacy, imitar como seriam seus gestos, sua voz, mas não se demora muito na personagem. Narração, representação e comentário se intercalam constantemente.

Nesse contexto, tudo aquilo que se diz ocupa papel central. Estamos diante de uma encenação calcada nas palavras e nos mundos que apenas as palavras podem revelar. Mas as imagens não foram, por isso, esvaziadas. A cenografia é erigida diante do público. Elege objetos prosaicos projetados em tela grande, flagra o efeito surpreendente das coisas mais modestas. Como se desse corpo e materialidade ao mistério que atravessa o texto.

Jacy foi elogiada pela sua crítica política e visão das mudanças que o Brasil já passou e ainda passa.

O espetáculo é o segundo trabalho da companhia. A montagem de Jacy conta com a direção e atuação de Henrique Fontes, que partiu da temática sobre o envelhecimento.

A história, protagonizada por Quitéria Kelly e Henrique Fontes, mistura ficção com fatos reais, visto que Fontes se inspirou numa frasqueira que encontrou na rua, onde tinha cartão de crédito, carta, radiografia, fotografias e número de telefones.  A única coisa que sabiam era que pertencia à uma mulher Jacy.

Então, eles desenvolveram a história de uma mulher que viveu em Natal, durante a Segunda Guerra Mundial, morou no Rio de Janeiro à trabalho e depois retornou ao Nordeste, morrendo sozinha aos 90 anos de idade, sob os cuidados de uma enfermeira.

No ano passado, o mesmo jornal elogiou o colocou nos 10 melhores espetáculos do país. A lista também incluía “Beije Minha Lápide”, do ator Marco Nanini e a releitura “Um Bonde Chamado Desejo”, protagonizado por Maria Luísa Mendonça. Naquele período, eles foram participar de uma rápida temporada em São Paulo. Além de SP, eles já se apresentaram em Brasília.

O jornal Folha de S. Paulo, nesta semana, também elogiou o espetáculo, alegando que o grupo Carmin acertou em reinventar o Teatro Documental.  Clique aqui para saber mais detalhes do texto.

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