Falta insulina na rede de saúde em Natal

A Associação Potiguar Amigos dos Diabéticos (APAD), fundada neste ano, denuncia a falta de insulinas nos postos das redes municipais de saúde. Desde a quarta-feira (11), a equipe está fazendo uma campanha nas redes sociais para falar da ausência do medicamento da marca Lantus, que acontece desde maio deste ano.

A campanha pode ser conferida neste link:

Insulina é a hormona responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue), ao promover o ingresso de glicose nas células.Esta é também essencial no consumo de carboidratos, na síntese de proteínas e no armazenamento de lipídios. Quando a produção de insulina é deficiente, a glicose acumula-se no sangue e na urina, destruindo as células por falta de abastecimento: diabetes mellitus.

Para pacientes nessa condição, a insulina é providenciada através de injeções, ou bombas de insulina.

No caso da Lantus, a insulina vem em forma de caneta ou em injeção, no qual o paciente coloca no abdômen o medicamento para controlar as taxas de glicose a partir de um período mais longo. Desde o ano de 2014, a Justiça acatou a ação do Ministério Público obriga todos os estados brasileiros a fornecer insulinas de longa duração.

Insulina da marca Lantus
Insulina da marca Lantus

A vantagem destes medicamentos é que são capazes de manter a glicemia em valores adequados por muito mais tempo do que uma insulina normal. A detemir e a glargina têm uma duração total de 20 a 26 horas. Entretanto, o medicamento é mais caro que as outras insulinas existentes no mercado.

Como a insulina é um medicamento na categoria de saúde básica, o mesmo é distribuído pelas redes municipais.

De acordo com Wellinton Albuquerque, presidente da Associação Potiguar Amigos dos Diabéticos, eles já tentaram entrar em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para saber quando voltará a ficar disponível, mas sem sucesso.

“Estivemos em reunião com o secretário de Saúde, Luiz Roberto Fonseca, já faz duas semanas e ele foi categórico com a nossa associação de que o Município não tinha mais dinheiro para comprar as insulinas e insumos, e que a farmácia municipal não iria mais fornecer as insulina e insumos por enquanto. Além disso, nos orientou a judicializar para obter os meu medicamentos”, afirmou Albuquerque.

Wellinton comentou que o preço da Lantus nas farmácias, por exemplo, pode custar entre R$ 125,00 a R$ 150,00, sendo em média um diabético utiliza de 3 a 4 canetas de insulina por mês. Além das insulinas, estão faltando tiras de medição de glicemia e lancetas para a coleta de sangue para medição da glicemia.

“Estamos cadastrando todos os diabéticos que deixaram de receber as insulinas e insumos para judicializar os seus direitos”, afirmou o presidente da Associação, no qual comentou que outras cidades do Rio Grande do Norte estão passando por esse mesmo problema.

Sinal verde legalize it

A rua Monsenhor Gunnar Vingren é uma via de acesso daqueles que moram em Neópolis e na cidade de Parnamirim para a Avenida Engenheiro Roberto Freire. O final da rua possui dois sinais de trânsito. Um deles faz com que os veículos acessem a BR-101. O outro, por sua vez, faz com que as pessoas se desloquem ao bairro de Ponta Negra.

Vendo nessa foto a seguir, o semáforo de trânsito parece normal e funcionando perfeitamente. Veja a foto a seguir:

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Porém, quando o mesmo fica verde, ao olharmos de perto, percebemos que existe uma intervenção. Veja a foto a seguir:

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Sim, alguém desenhou uma folha de cannabis no sinal verde do trânsito e já está lá há algum tempo. Como eles fizeram isso?

Eles desenharam a folha da planta que origina a maconha (que a venda é ilegal no Brasil) em um stencil e depois fizeram um corte com o contorno da arte em cima da luz do sinal verde, fazendo que toda a vez que ascende, aparece o desenho da folha. Quando está apagado, percebe-se melhor:

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Quer dizer, eles colocaram folhas nos semáforos e depois pintava o sinal de preto. Isto faz parte de um “pacote” de intervenções planejado por um coletivo. Isto também já aconteceu em Fortaleza, nossa vizinha. A intervenção na capital cearense foi realizada por um grupo de amigos. Lá, a intenção era fazer uma campanha de legalizar a cannabis.

A iniciativa surgiu pela primeira vez na revista argentina THC, que realizou uma matéria sobre os semáforos canabistas em sua primeira edição, comentando o impacto da intervenção e mostrando como fazê-la.

Veja mais fotos a seguir:

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