Vamos ajudar o Pok e Arbus a viajar para Paris

Arbus e Pok são grafiteiros de Natal e com certeza já viu algumas obras dos dois nos muros da cidade. Os dois, em épocas diferentes, vão expor a sua arte em Paris. Com a finalidade de angariar fundos para viajar à Europa, que é caro, os grafiteiros estão realizando uma campanha para conseguir a grana. O desafio é para que eles acompanhem de perto as exposições e consequentemente possam iniciar um novo ciclo de contatos para a expansão de suas artes.

Kefren Pok é conhecido por colocar diversos olhos na cidade do Natal. É designer por formação e grafiteiro há 6 anos, mora em Macaíba, mas atua principalmente em Natal. Pok já ocupou o foyer do Teatro Riachuelo em 2013 como parte da programação do prêmio Hangar de música, realizou exposições no Bardallos comida e Arte, no Between Food&Gallery,Seu Lobo,Lee Boards, Festival Catamaran, Mahalila Café & Livros, Casa da Ribeira e Capitania das Artes, onde foi homenageado no dia do graffiti.

Em 2015, ele foi convidado para participação da exposição do Inarteurbana na Pinacoteca do Estado. Foi neste evento que surgiu a ideia de mostrar a sua arte na cidade luz.

O projeto trata-se de três exposições e pintura dois murais. Sendo uma exposição coletiva, na LA M.A.C e duas exposições individuais,uma na Galerie d’Art de Créteil com um Live Paint e outra no Restaurant LaTêteAilleur s(Dezembro).

Os “olhos de Pok” estão espalhados por todos os cantos, como muros, postes, terrenos abandonados em caixas telefônicas e de energia. Hoje já são mais de trezentos espalhados pelos bairros da cidade e outros Estados, como: Recife, João Pessoa, Curitiba, Fortaleza e Rio de Janeiro.

Pok precisa de 11 mil reais para conseguir viajar. Até o momento, ele conseguiu apenas 9% da campanha.

Arbus também expôs o seu trabalho no Inarteurbana 2015 e foi convidado para expôr a sua arte em Paris. Dentro do Inarte, o trabalho dos dois foi visto por Agathae Montecinos, uma das idealizadoras da PIXO – associação franco-brasileira de arte urbana.

Até o momento, ele arrecadou apenas 150 reais.

Ele é formado em Publicidade desde 2012 e é o artista por trás dos seres coloridos e bem expressivos que podem ser encontrados pelas paredes da cidade. A gente já entrevistou o Arbus e sempre trabalhou com pinturas e arte, no qual alega que “faz parte da rotina diária”, mas o grafite surgiu mesmo há quase dois anos.

Além disso, ele trabalha como diretor de arte em uma agência de publicidade. Ele procura ser rápido em algumas ações em lugares movimentados.

Os desenhos mostra influência de tantos artistas nacionais e gringos, a intenção do Arbus é se manter o mais atualizado possível das tendências. Na gringa, ele gosta de Buff Monster, Gent48, Harrybones, The Sweet Toof, Arsek & Erase.

Campanha do Pok, clique aqui.
Campanha do Arbus, clique aqui.

Arlety procura sua mãe nas ruas de Natal

A foto a seguir mostra a pernambucana Arlety Santos está com a sua mãe, Sonia Regina da Silva, quando tinha aproximadamente 1 ano.  Veja:

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Sonia está desaparecida desde a infância de Arlety e está andando pelas ruas de Natal. Apesar desta semana ser dia dos pais, ela quer que sua família fique completa novamente. O Brechando contará esta história.

Nosso primeiro contato com a jovem de 17 anos foi através das redes sociais, quando ela leu este texto do blog, que está ilustrando a foto acima do título.  Vamos falar da sua história.

A família morava toda em Recife. Entretanto, os pais viviam discutindo o tempo todo e resolveram se separar. “Meus pais chegavam a se agredirem e por isso se separaram. Hoje, meu pai, mesmo sendo uma pessoa de cabeça quente, se arrepende muito dessas discussões”, disse.

Na época, a mãe, que tem problemas mentais e estava aposentada por invalidez, foi morar com os avós de Sonia, junto com os filhos. Os problemas da mãe pioraram e a família resolveu que ela fosse morar em Natal, junto com a irmã. “Meu bisavô dizia que minha mãe tinha muita amizade com gente que era malicioso e então resolveu mandá-la para Natal. Eu tinha seis anos, na época, e o tempo passou e nunca mais a vi”, afirmou.

Quando Sonia estava na casa da irmã, ela conheceu um homem com que se apaixonou perdidamente, fazendo com que brigasse com toda a família, fazendo com que tivesse todo o controle da sua aposentadoria.  A tia e os primos chegaram a receber ameaças do rapaz.

De acordo com Arlety, o companheiro da sua mãe já tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas. Hoje, a aposentadoria por invalidez está bloqueada.

Arlety atualmente
Arlety atualmente

O casal também brigava constantemente, até a progenitora da jovem ter sido expulsa de casa e foi viver nas ruas natalenses.

“Na época, minha tia não fez nada (para denunciar à Polícia). Já viajei para Natal duas vezes para encontrá-la, uma em 2014 e outra no final do ano passado, com a ajuda de um amigo e meu namorado. Consegui algumas informações dela. Foi em um domingo, fui nos lugares onde dão almoço, mostrei a foto dela. Muita gente a reconheceu e disse que ela sempre passa em uma passarela. Acredito que faz uns três anos que ela vive nas ruas”, disse a pernambucana, que após a morte dos bisavós foi morar com uma prima mais velha. Hoje, ela tenta conciliar o trabalho com os estudos.

Uma das fotos que Arlety tem da mãe é essa daqui, que está um pouco desfocada:

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“Eu era muito apegada a minha mãe quando pequena, sinto muito a falta dela. Dói em saber que ela está nas ruas com frio, fome e não posso ajudar. Quando visitei a cidade em dezembro, muitos moradores de rua comentaram sobre as suas vidas e falaram que às vezes são vítimas de gente maldosa. Fico abatida quando vejo que ela está correndo perigo o tempo todo”, admitiu.

Caso encontre a dona Sonia, que hoje está com 37 anos, Arlety quer levá-la de volta para Recife e prometeu que iria cuidá-la. Apesar da família lhe apoiar, somente ela que está correndo atrás de buscar o paradeiro da sua mãe.

“Vou pedir a ajuda do meu avô (pai de Sonia Regina) para que ele possa me ajudar a trazer para cá e poder morar com ela”, finalizou.