10 fatos sobre o trânsito de Natal

Dia 22 de setembro foi marcado como o “Dia Mundial do Sem Carro”. É uma campanha para conscientizar as pessoas sobre a importância de diminuir o uso de automóveis no trânsito, melhor investimento em transportes públicos e alternativos. A grande quantidade de carros emitem uma grande quantidade de gás carbônico, aumentando o efeito estufa e provocando o aquecimento global.

Aqui o Brechando lista 10 acontecimentos sobre o trânsito na capital potiguar:

1) População não sabe usar a sinaleira

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Um mal da população natalense é a falta do uso da sinaleira ou seta. Para quem não sabe, é um dispositivo no carro que você liga para indicar se vai entrar para faixa do lado direito ou esquerdo. O carro que está atrás vai saber se você está dobrando qual a luz da parte da traseira do veículo a frente estiver piscando para o lado que será dobrado.

Quantas vezes já bateu o carro por que não sabia que o veículo da frente iria dobrar?

2) Os ônibus utilizados na cidade tem mais de 12 anos

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Os ônibus utilizados como transporte público da cidade são desgastados todo mundo já sabe. Além disso, eles são bastante antigos. De acordo com a Comissão Especial de Inquérito (CEI), promovida pela Câmara Municipal, a frota tem idade entre 12 a 15 anos.  Além disso, a comissão constatou algumas irregularidades, como empresas devendo milhões de reais por multas no trânsito para a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU).

A intenção dessa comissão é investigar o transporte público da cidade para ajudar na elaboração da lei de licitação do transporte público.

3) Uma batida de carro pode provocar um grande engarrafamento

Na tarde desta terça-feira (22), um engavetamento com oito veículos na BR-101 causou um dos maiores engarrafamentos registrados desse ano, conforme foi publicado nesta matéria no portal G1. O motivo é que as pessoas andam devagar no local para ver o que aconteceu e isso é bastante comum.

4) Ele quem prende os bêbados na Lei Seca

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Foto: Portal No Ar

Este é o capitão Eann Styvenson Valentim, um dos membros da equipe da Lei Seca, promovida pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Eles fazem atividades em todo o Rio Grande do Norte. Em Natal, o capitão é conhecido por ter prendido muita gente importante durante a blitz da lei seca, principalmente depois das grandes noitadas na capital potiguar.

Por conta de seu sucesso nas suas atividades, ele foi alvo de muita inveja e muitos pediram a cabeça do capitão. No início do ano, ele chegou a pedir uma carta desistindo de continuar nas atividades da Lei Seca, mas após uma reunião com o governador Robinson Faria, Styvenson voltou atrás.  Ele também realiza palestras sobre o consumo inconsequente do álcool e direção. Para saber mais sobre ele, acesse a página.

5) Você sabe o que significa a palavra cangueiro?

Quem nunca ouviu de alguém: “O trânsito de Natal é desse jeito, porque as pessoas são cangueiras“. É uma famosa gíria do Nordeste para se referir às pessoas que dirigem muito mal. Mas a palavra significa realmente “aquele que suporta a canga”, ou seja, submisso. Também está relacionado alguém preguiçoso .

6) Os pátios do Detran estão lotados de motos apreendidas

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Foto: Tribuna do Norte

De acordo com a reportagem publicada no jornal Tribuna do Norte, no dia 06 de junho deste ano, o Detran contém 2224 automóveis e motos apreendidos somente em Natal, lotando os pátios do órgão em Natal, porque os proprietários não foram retirar os veículos. São mais de 1500 motos apreendidas que estão nos dois pátios existentes do Detran, localizados no Bom Pastor e Cidade da Esperança. Uma das soluções seria realizar dois leilões que está previsto para acontecer ainda neste ano.

7) Só temos dois corredores exclusivos para ônibus

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Foto: Tribuna do Norte

Só temos dois corredores exclusivos para ônibus. Quer dizer, são duas vias que é obrigatório a entrada de ônibus. A intenção é desafogar o intenso trânsito na cidade. Um dos corredores fica na Avenida Bernardo Vieira e outro na Avenida Duque de Caxias, na Ribeira.

8) Não temos metrô

Apenas poucas cidades brasileiras possui uma estação de metrô, que são Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília. Aqui em Natal tem alguns trens e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLTs) que fazem o trajeto entre Natal e municípios da região Metropolitana. A tarifa custa apenas 50 centavos.

9) Bugres são visíveis de ver na cidade

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Foto: Republika Hostel

Também conhecido como buggy, estes veículos são bastante comuns no Nordeste do Brasil. Os primeiros veículos surgiram de brasileiros moradores da terra do Tio Sam e traziam a carroceria do carro Bruce Meyers com um motor de fusca. O primeiro modelo a ser fabricado no Brasil foi o Glaspac, que era uma cópia do Meyers Manx II.

A partir destes modelos pioneiros, centenas de fabricantes surgiram nas décadas de 70 e 80, que aproveitaram o momento de crescimento do mercado e a inexistência de alternativas importadas. No inicio, a construção de um buggy era artesanal e muitos montavam em casa a partir da compra de kits. Esta prática, hoje, é proibida. No Nordeste, desde a década de 80 todos os fabricantes de buggy já possuíam homologação para produzirem buggys sem a necessidade de velho e tradicional motor da Volkswagen.

É muito usado nas dunas do Nordeste do Brasil, principalmente no Rio Grande do Norte e no Ceará.

10) Temos poucas ciclovias na cidade

Sim, temos poucas ciclovias na cidade e algumas ciclofaixas circulando. Apenas temos uma ciclovia na Via Costeira que liga a praia de Ponta Negra com o bairro de Areia Preta. Já ciclofaixas temos na orla da Praia do Meio, Avenida Ayrton Senna, Prudente de Morais e também ao redor do campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), conforme falamos nesta seguinte matéria.

O invisível do festival Rock In Rio

O título foi escolhido dessa forma, pois a intenção desta postagem é expor o outro lado do Rock In Rio, focando para o lado mais social, daqueles que participaram e dos funcionários que fizeram o festival. O dia desses acontecimentos foi neste sábado, dia 19 de setembro.

Era o sábado de Rock In Rio, conhecido como a noite do heavy metal por causa das bandas que tocariam naquele dia. Os shows foram ótimos, o dia foi maravilhoso e conheci algumas bandas novas, por sinal. Entretanto, o que me chamou mais atenção não foram os artistas que estavam em cima daquele palco principal, mas aquelas pessoas que estavam trabalhando na parte de apoio do festival, no qual geralmente não eram muito bem tratadas pelos frequentadores.

Tudo começou quando eu peguei um ônibus para ir à então Cidade do Rock. Havia motorista, um ajudante e várias pessoas vindas de diversas regiões do país. O caminho era longo e a demanda para aquele motorista seria enorme, uma vez que de uma em uma hora tinha que buscar as pessoas em vários pontos do Rio de Janeiro. Esses ônibus estavam circulando na cidade desde 11 horas da manhã.

Para evitar que entrasse no “automático”, o horário dos motoristas era dividido em turnos e eles tinham uma entrada específica para deixar os visitantes no local que aconteceria o festival. Cada passagem custava 70 reais. Eles deixavam e buscavam os visitantes a cada dia que acontecesse o show. Como fazia isso? Na internet, o visitante pagava a tarifa, escolhia o ponto de ônibus e pronto.

O problema é que o motorista não estava preparado com a alta demanda. Alguns minutos próximos da entrada do festival, ele desviou o caminho e ficou perdido. Um grupo de cinco pessoas começaram a xingar o rapaz.

Ônibus que transportava os turistas (Fotos: Lara Paiva)
Ônibus que transportava os turistas (Fotos: Lara Paiva)

“P*, sabe andar no Rio de Janeiro?”
“Quero ir ao show do Metallica ainda, viu?”
“Que cara burro, não sabe onde fica a entrada”
“Cadê a entrada?”
“Que m*, ele não sabe onde fica”

Quando finalmente acertou o caminho, os rapazes começaram a lhe responder com tom de deboche. Então, o veículo parou. Rapidamente os caras, “em forma de protesto”, abaixaram as suas calças e começaram a urinar sobre o ônibus, que rapidamente foi impedido por um policial, cujo ameaçou em prendê-los.

Achava que esse destrato pararia por aí. Não foi isso que aconteceu…

Após ter assistido o show do Korn, estavam começando as atrações principais, vi coisas mais sem noções do pessoal, como furar fila, quebrar os enfeites ou forçar a barra para ir ao brinquedo que estava lotado (para ir nos brinquedos tinha que marcar numa maquineta existente do lado da fila).

Eu também presenciei uma enorme quantidade de lixo espalhado no local. Apenas dando uns 10 passos poderia ser encontrado copos, pratos, embalagens de todos os tipos de produtos que possa imaginar, souvenires e tudo isso próximo de lixeiras. Algo que tinha bastante era lixeiras, mas nem todas estavam lotadas.

As pessoas faziam questão de jogar lixo até sobre a decoração que foi feita na Cidade do Rock. Uma das piores cenas que presenciei foi de um cara jogando um copo cheio de cerveja sobre uma zeladora como uma forma “de pedir para que ela limpasse aquela sujeira”. Até cheguei a comentar: “Nossa, o povo é bastante porco”.

O que ela fez? Abaixou a cabeça e limpou o copo jogado sobre o chão sujo de cerveja.

Dava para ver a cara de impressionados de outros zeladores que estavam por perto presenciando a cena. Isso aconteceu repetidas vezes quando fui comprar o meu próprio lanche, que estava com aquele preço horrendo. O lixo era mais visível na Praça de Alimentação, chamada de Rock Street.

Isto não foi o pior que vi. Várias vezes vi os caras xingando os funcionários presentes no evento.

Durante o show do Motley Crüe, um bêbado começou empurrando todo mundo, inclusive agredindo a sua companheira. Ao gritos dizia: “Vou sair desta b*, vou ver no Multishow (canal que exibe os shows na íntegra)”. Todos lhe olharam com um sinal de reprovação, principalmente por ter machucado a esposa.

Lixeiras vazias
Lixeiras vazias

No meio disso, eu fiz amizade com um grupo de cariocas fãs do Metallica e ficamos achando um absurdo a cena que acabamos de ver. “Se esse cara faz um papelão desse, por que pagou 300 conto para ir ao festival?”, dizia um dos caras, que estava acompanhado de filhos e sobrinhos. Durante o intervalo das duas principais bandas do dia, a gente começou a conversar sobre o que vimos no RIR e as atrações que mais gostamos.

Além disso, ele me forneceu dicas para turistar na cidade do Rio de Janeiro de forma gratuita. “Vai lá na Praia do Arpoador, o local mais bonito da cidade. O povo pensa que tem a obrigação de visitar o Corcovado e o Pão de Açucar, mas não é bem assim”.

Quando acabou o show do Metallica. Era a hora de voltar ao ônibus, porém a fila causou um tumulto por conta da organização. Então, começou o empurra-empurra e xingamentos de todos os lados. Os funcionários do festival tentaram ajudar da melhor forma, mas só recebiam dos xingamentos das pessoas, principalmente ofensas de baixo calão.

Teve uma menina que foi furar a fila, foi empurrada e agredida por um rapaz. Um rapaz tentou apaziguar os fatos, mas sem sucesso. Resolvi que ficaria na parte de fora da fila até as coisas cessarem e uma senhora estava do meu lado e comentou:

– Nossa, querem falar de corrupção, mandam a presidente para aquele canto, mas na hora de embora é todo mundo se xingando, empurrando e furando fila. Que coisa, né?

Apenas concordei e balancei a cabeça com o sinal de concordância. No final da fila, alguns mais alterados chegavam a dizer: “Parabéns pelo FDP que inventou de fazer esta fila de b*, que fez meu dia ser uma b*”.

Os artistas fizeram ótimas apresentações. O que foi vergonhoso foi o comportamento das pessoas… Entretanto, alguns estavam querendo só se divertir e até cumprimentaram o Carlinhos de Jesus quando fez uma apresentação que misturava circo com samba.  Porém, esses fatos isolados me chocaram e mostra que para acabar com a corrupção precisa melhorar a educação das pessoas.

O que era antes do Midway Mall?

O shopping Midway foi inaugurado em 2005. Ele demorou um longo tempo antes de se transformar no maior shopping da cidade. Apesar do povo falar mal do estabelecimento e sempre acontecer diversos fatos, todo mundo já pisou no Midway. Como o shopping, conhecido pelo seu formato idêntico a uma caixa de sapato, era antes de existir?

As únicas coisas que sabemos que os donos também são proprietários da Riachuelo (famosa loja de Departamento) e que eles têm uma fábrica.

O local era o terreno da fábrica Guararapes durante muitos anos. Conforme vemos nesta foto a seguir:

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A unidade fabril surgiu em 1947, quando os irmãos Rocha abriram uma loja chamada “A Capital”. Em 1956, eles fundaram a Guararapes em Recife e mudaram a matriz para Natal dois anos depois. Em 1997, a unidade fabril de Natal foi transferida e ampliada para o distrito industrial de Extremoz, região Metropolitana da cidade.

Atualmente, 100% da produção da Guararapes é destinada à Riachuelo. Esse processo passou a ser desenvolvido com maior intensidade a partir de 2005, porém, apenas em 2008 a produção passou a ser totalmente direcionada para a rede de lojas do Grupo.

*atualizado às 12h25 do dia 24/04/15