Você sabe alguma informação desta capela?

Esta é a capela que fica dentro do campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e existe há 42 anos é conhecido por ter celebrados muitos casamentos, batizados e celebrações sem uma religião específica. A Capela Ecumênica foi inaugurada em 1973. Foi um dos primeiros prédios a serem construídos dentro do Campus da UFRN, junto com o Anfiteatro e a Piscina Olímpica.

O local escolhido, no alto de uma duna, fez com que o prédio se destacasse entre as demais construções. A reserva do espaço da capela para realização de ato ecumênico, batismo, casamento, ou outras celebrações é feita através do setor de Capelania da UFRN, que funciona no Centro de Convivência.

Sabia que a capela foi projetada pelo fundador do curso de Arquitetura? Sim, ela foi fundada por João Maurício Fernandes de Miranda e a intenção era reproduzir as formas da casa tradicional da Colônia Brasileira, com uma mudança de eixos que permitisse uma maior reverberação acústica. É por isso que dificilmente nós vemos uma cerimônia ser celebrada com microfones ou alto-falantes.

É administrada pela Superintendência de Infraestrutura da UFRN. Ela é usada para celebrações da Igreja Anglicana em Natal e também as missas da Igreja Católica, da paróquia de Santo Afonso. Por isso que existem dúvidas se a igreja é católica ou anglicana.

A Capela Universitária continua sendo um local de celebrações que emociona quantos a visitem. As missas e os casamentos religiosos são as celebrações mais frequentes.

Professor da UFRN tem artigo publicado na revista Nature

O professor Kassio Michell Gomes de Lima, professor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e há sete dias seu artigo sobre câncer de próstata foi publicado na revista Nature, uma das mais importantes sobre pesquisa científica. O título é “A biospectroscopic analysis of human prostate tissue obtained from different time periods points to a trans-generational alteration in spectral phenotype”.

Foto do professor que está no currículo Lattes
Foto do professor que está no currículo Lattes

Em português significa: “Uma análise biospectral do tecido da próstata humano obtido a partir de diferentes períodos de tempo aponta para uma alteração trans geracional no fenótipo espectral”.  A revista tem uma seção em seu site que só publica artigos científicos de diversos pesquisadores do mundo.

Ele e pesquisadores da Universidade de Lancaster e dos Central Lancashire Teaching Hospitals, do Reino Unido, fizeram a análise espectroscópica de amostras humanas do tecido da próstata, coletadas de 1983 a 2013, e detectaram a progressão dos marcadores biológicos associados ao desenvolvimento do câncer de próstata. O artigo resultante foi publicado na conceituada revista científica Nature.

O professor tem pós-doutorado no Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) em Barcelona, na Espanha.  Em 5 anos como pesquisador publicou 48 artigos em periódicos indexados, 1 livro, 2 capítulos de livros, 3 patentes e apresentou mais de 38 trabalhos em congressos.  Além disso, ele orienta dois grupos de pesquisa.

O objetivo era provar um dado da Organização Mundial de Saúde (OMS), no qual apontou que 1,1 milhão de casos diagnosticados de câncer de próstata em 2012, quase 70% o foram em regiões mais economicamente desenvolvidas. Isto poderia indicar uma associação entre a incidência da doença e o estilo de vida ocidentalizado.

Foram coletados 156 espécimes do tecido de pacientes submetidos à cirurgia de ressecção transuretral (RTU) de próstata para tratar o aumento benigno da glândula. Todos eram caucasianos de origem britânica e tinham de 60 a 69 anos. As amostras estavam livres de câncer.

Uma das capas da revista Nature
Uma das capas da revista Nature

As principais alterações detectadas pelo estudo foram na região de informação do DNA e do RNA, relacionadas ao metilação (termo usado em ciências químicas para denominar a ligação ou substituição de um grupo metila sobre vários substratos) de genes. A demetilação global do genoma em paralelo à hipermetilação de alguns genes supressores de tumor está associada ao desenvolvimento da doença.

Mudanças de estilo de vida nos últimos 30 anos que podem estar associadas ao câncer de próstata abarcam dieta e atividade física, obesidade, diabetes, hipertensão, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. Um aprofundamento da pesquisa na área pode ajudar a identificar hábitos que podem ser ajustados para prevenir a doença.

Os pesquisadores conduziram experimentos com as amostras usando técnicas de espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier e reflectância total atenuada (ATR-FTIR), espectroscopia Raman e imuno-histoquímica. A análise computacional da extensa base de dados resultante foi feita por Kássio Lima.

O artigo completo, em inglês, pode ser visto neste link.

Cotidiano da Avenida Rio Branco através de fotografias

A Avenida Rio Branco é uma das mais tradicionais. Um dos pontos importantes para a construção da capital potiguar. Apesar das mudanças, o local ainda é um dos importantes centros comerciais da cidade. Localizada no bairro de Cidade Alta, o local já recebeu o nome de Rua Nova até fevereiro de 1888. O nome é em homenagem ao Visconde do Rio Branco, que foi um político, monarquista, diplomata e jornalista brasileiro, natural de Salvador, Bahia.

Rio Branco era nome de José Maria da Silva Paranhos e também foi ministro durante a gestão de Dom Pedro II. Até a década de 1970 havia pessoas morando na Avenida, hoje resta algumas casas, pois todas foram substituídas por lojas de diversos tipos.

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O local atualmente é canto onde encontra o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) e dos Servidores da Saúde (Sindsaúde). Também fica o campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN), onde foi palco de muitas histórias da educação do Rio Grande do Norte. O local é um dos poucos cantos que ainda mantém as cigarreiras e bancas que estão desaparecendo nas cidades aos poucos.

Além disso, tem os mais tradicionais sebos da cidade, como o Sebo Vermelho. O final da avenida é marcado pela Escola Estadual Winston Churchill.

As fotos poderão ser conferidas a seguir: