Cadê o Arco do Sol em Ponta Negra?

O Arco do Sol ficava na Avenida Engenheiro Roberto Freire, foi projeto pelo arquiteto Felipe Bezerra e foi um presente da construtora Ecocil pela comemoração dos 400 anos de Natal. A arte simbolizava o sol e mar, uma vez que a cidade era conhecida como “Cidade do Sol”. O monimento foi retirado em 2011 e até o momento não foi colocado de volta, deixando apenas uma placa indicando que havia um monumento.

O Arco consistia dessa seguinte forma:

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O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea/RN), na época, realizou uma vistoria e recomendou que a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) retirasse o monumento e fizesse os seus respectivos reajustes.

Na época a Prefeitura do Natal retirou para realizar uma obra de recuperação, pois as chapas de alumínio do pilar principal, que sofreram desgaste por oxidação, estão sendo retiradas para que as obras de recuperação possam ser iniciadas.

A estrutura do monumento consistia em parte principal, revestida com chapas de alumínio na cor prata e pilar principal de sustentação, que era de aço pintado na cor dourada, com cabos de aço segurando toda a estrutura. Ondulado, sua altura máxima era de 7,60 m e a mínima é de 3,65 m.

Faz quatro anos que foi retirado e até o momento não vimos. Inicialmente falavam que o motivo da demora seria as obras de mobilidade urbana para Copa do Mundo de 2014, que aconteceriam na Avenida Engenheiro Roberto Freire, no qual nunca aconteceu. Agora, cadê a obra de recuperação?

Cantina do Setor 2 está de volta a ativa

Mais de três anos e nas minhas andanças pelo setor de aulas 2 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), eu vi algo inusitado. A cantina do setor voltou a funcionar. Sim, ela está de volta à ativa e sob nova direção. Não sei se é administrada pela mesma família das cantinas de outros lugares da UFRN, só sei que ela estava vazia e passando Christina Rocha na televisão.

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Pelo pouco que observei na cantina, ela têm uma pouca variação de produtos. Vende alguns bolos, suco de caixa, refrigerantes (em garrafa pet, nada de garrafa de vidro), poucos salgados e só tinha uma pessoa dentro circulando naquele local.

A cantina do setor 2 fechou em meados de 2012 após um boicote de um grupo de alunos, que alegavam que estavam sendo discriminados e mal atendidos pela antiga dona, que também estava querendo expulsar os ambulantes existentes no corredor naquela época. O boicote deu tão certo, que a mulher foi embora mesmo. Depois disso, a cantina nunca mais funcionou e os alunos compravam comida com os ambulantes mesmo.

Uma das coisas que me deixou aliviada foi a permanência dos ambulantes no corredor da UFRN, que estavam sendo ameaçados de ser retirados e proibidos de vender os seus produtos. Nesta segunda-feira (24), eu vi uma mulher vendendo seu açaí e tinha bastante fila para procurá-la.

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Conhecendo o Alecrim, bairro mais comercial de Natal

Alecrim é um bairro da cidade de Natal, um dos mais populares e antigos de Natal, sendo considerado um verdadeiro centro de comércio popular da cidade. Por que o Alecrim é o bairro mais legal? O que você não encontra nos shoppings ou na internet, o bairro vai te dar uma “mãozinha” e conseguir aquele objeto inalcançado. Sem contar que os produtos são bem mais baratos.

O bairro vende produtos eletrônicos, roupas, coisas antigas, máquinas fotográficas, livros, panelas, sapatos, cadernos…Se você imaginar algo inusitado, o Alecrim tem. É um grande shopping, no qual as avenidas são divididas em diversos setores. Uma via é destinada só lojas de produtos eletrônicos, outros especialmente para enxovais de bebê e uma destinada às lojas de carros semi-novos.

Apesar de ter nomes oficiais, as ruas e avenidas do Alecrim por muito tempo foram nomeadas a partir de números. Muitos natalenses não falam “Vamos andar na Rua dos Caicós”, mas “Vamos para a Avenida 6”.

O Alecrim concentra 31% da atividade empresarial da cidade e 40% de todo comércio varejista de Natal. Como surgiu o bairro?

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Tudo começou com a criação do cemitério que leva o nome do bairro, criado em meados do século XIX por causa de uma epidemia do cólera que aumentou a mortalidade geral da cidade. Ganhou esse nome por conta de uma velha senhora que costumava enfeitar com ramos de alecrim os túmulos do cemitério. Existe uma outra versão, que está atrelado à plantação de Alecrim.

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Foi oficializado bairro em 30 de setembro de 1947. O local já teve o nome de Refoles, Alto da Santa Cruz e Cais do Sertão. O Alecrim já teve cinco cinemas, foi palco de grandes festas de carnaval e era lugar de encontro de boêmios.

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A sua grande marca registrada é possuir um comércio de produtos populares, que gerou a construção de um camelódromo, na Avenida Presidente Bandeira, para resolver problemas gerados pelo conflito entre ambulantes e comerciantes. Além disso, eles têm a tradicional feira, que acontece semanalmente aos sábados.

No bairro, encontram-se ainda Igrejas católicas como a Paróquia de São Pedro e evangélicas, as mais famosas praças públicas, a Vila Naval e a Feira, uma das mais antigas, os clubes sociais e escolas públicas.

Questionário sobre o Alecrim

Como fruto de um trabalho de conclusão de curso (TCC), a estudante de designer da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ana Cecília Fonseca, está fazendo um questionário com a população sobre o Alecrim, para responder é só acessar o link: http://goo.gl/forms/8hkHTlxPmF.