Longa jornada até o Aeroporto Aluízio Alves

O Aeroporto Internacional de Natal (também conhecido como Aeroporto Aluízio Alves) é um aeroporto privado que fica em São Gonçalo do Amarante, município da região Metropolitana de Natal. Está a 40 quilômetros do centro da capital potiguar. Portanto, fica bastante distante dos principais bairros da cidade, o caminho até o aeroporto pode durar entre 30 até 1h30m.

Também tem o acesso através do município de Macaíba, porém a estrada não está pronta. Alguns motoristas chegam a ousar e tentam atravessar na via para chegar mais rápido.

Nesta semana, eu precisei viajar e tive que desabafar como funciona esta jornada. Saindo da zona Sul de Natal, por exemplo, precisa pegar a Avenida Salgado Filho e, por fim, a Avenida Bernardo Vieira, a única que traz acesso aos bairros da zona Norte da cidade.

Você também pode procurar vias alternativas para cidade (que dão acesso à Bernardo Vieira), como a Rua dos Tororós ou acessando até a ponte de Igapó pelo bairro das Quintas. Independente do caminho, chegando à ponte de Igapó, começam a aparecer as placas indicando o aeroporto.

Depois de cruzar o supermercado Nordestão aparecerá uma rotatória e segue a placa que indica o caminho do aeroporto. Depois, começa uma longa jornada de estrada gigante de 10 quilômetros. Ao redor, você vê a Via Metropolitana sendo construída, bairros planejados e loteamentos de São Gonçalo do Amarante. Passou no motel Ele e Ela Falta alguns minutinhos para chegar.

Depois aparece uma segunda rotatória, então siga a direção do aeroporto. Aí, você chegou no caminho do Aeroporto. Comece a andar em um local que só tem fazenda e terrenos até chegar na terceira rotatória. E após uns 10 minutos em um lugar de só mato e alguns postos, finalmente chegamos ao Aeroporto.

Por que as avenidas do Alecrim são conhecidas pelos números?

De onde surgiu essa brilhante ideia? Alguns pensam que esta ideia foi quando os americanos estiveram na cidade durante o período da Segunda Guerra Mundial. A intenção era numerar as ruas assim como em algumas cidades americanas, como Nova York.

Essa teoria, falada muitas vezes, está errada. Ninguém conhece as avenidas Presidente Bandeira e Coronel Estevam. A população de Natal as conhecem como as avenidas 2 e a 9, respectivamente. Sabe onde fica o Shopping 10? Está localizado na Avenida 10.

O bairro foi criado no início do século XX, as avenidas e ruas foram traçadas em forma de xadrez. Então eles nomearam as avenidas de 1 a 18, no sentido Leste-Oeste. Em 1929, quando o Dr. Omar O’Grady, prefeito de Natal, realizou um plano de sistematização para que as vias fossem nomeadas. Então, as avenidas e ruas tiveram homenagens aos Presidentes de Província e de tribos indígenas.

Aqui confira a lista das Avenidas com os seus nomes atuais e os números:

Avenida 1- Avenida Presidente Quaresma

Avenida 2- Av. Presidente Bandeira

Avenida 3- Av. Presidente José bento

Avenida 4- Av. Presidente Sarmento

Avenida 5- Av. Leão Veloso

Avenida 6- Rua dos Canindés

Avenida 7- Rua dos Caicós

Avenida 8- Rua dos Paianazes

Avenida 9- Av. Coronel Estevam

Avenida 10- Rua dos Paianazes

Avenida 11- Rua dos Paiatis

Avenida 12- Rua Amaro Barreto e Rua Mário Negócio.

Como você atravessava a Praia da Redinha antigamente

Para chegar à Praia da Redinha, o natalense, agora, possui duas opções: atravessar a ponte de Igapó ou a Ponte Newton Navarro (foto acima). Entretanto, esta opção nem sempre existiu. Antigamente, o pessoal tinha que usar uma balsa.

O primeiro passo para chegar na embarcação era chegar ao bairro de Santos Reis, em seguida pagava uma certa quantia (dependendo de que tipo de carro estava locomovendo) e finalmente entrava na balsa. Os pedestres, que utilizava a balsa como transporte, não pagava.

Balsa, quando ainda existia
Balsa, quando ainda existia

As embarcações, construídas de forma rústica, atravessavam todo o rio Potengi. Lá, o usuário da balsa poderia ver as belas paisagens da capital potiguar, o manguezal, a ponte Newton Navarro sendo construída e dentre outras coisas. Era o principal forma de acesso dos bugres para as Dunas do Litoral Norte, principalmente a praia de Genipabu.

Após o fim da travessia, o turista chegava na Praia da Redinha. O trajeto durava em torno de 20 minutos e evitava pegar o forte trânsito da ponte de Igapó, que é um problema até hoje na cidade.

Com a inauguração da Ponte Newton Navarro, a bolsa foi desativada em novembro de 2007.