Cinco propagandas dos anos 1990 em Natal

No final dos anos 80 e início dos anos 90 chegaram as primeiras afiliadas em Natal. Muitos questionam como eram as propagandas daquela época? Através do You Tube, nós conseguimos achar cinco comerciais antigos que passavam na cidade na década de 1990. Os vídeos poderão ser conferidos a seguir:

1991

http://www.youtube.com/watch?v=8jBrXBSeUT4

Obs: Termina em 3:31

http://www.youtube.com/watch?v=JVib37XJKfs

Obs: Termina em 2:33

1996

http://youtu.be/ukOc1PDwUYs?t=5s

Obs: Saudades Sirva-se

1999

http://www.youtube.com/watch?v=ucC7leTPbW8

Dificuldades de morar sozinho em Natal

Muitos almejam em morar sozinho. Será que é alguma coisa fácil? Aqui em Natal tem poucas opções de transporte público (só tem ônibus ou táxi, nada de metrô e o trem só faz poucas rotas), não existe tantos supermercados em cada esquina, o aluguel é bastante caro e tem de se virar para conseguir os objetivos sozinhos.

Nós entrevistamos três pessoas que moram sozinhas por algum tempo e eles relataram os ônus e bônus de morar apenas só.

Eles responderam a seguinte pergunta:

1) Quais são as dificuldades de morar sozinho?

2) Maior perrengue que passou?

3) As vantagens de morar sozinho?

As respostas poderão ser vistas a seguir.

Giovana Bezerra, estudante de design

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As dificuldades maiores são com relação a solidão. Por mais que seja maravilhoso ter privacidade, chega uma hora que o coelhinho rosa do The Sims chega (risos). A outra é chegar morta em casa e ter que fazer comida, lavar louça e faxina. Mas, colocando Rihanna e Britney Spears (para tocar) no talo (volume mais alto) fica mais fácil (risos). O perrengue mais engraçado que passei foi no dia que eu, morta de fome, num domingo, chego em casa e vou esquentar a comida. Para minha surpresa o T (adaptador de tomada) sumiu. Não podia esquentar a comida no microondas, porque não tinha como ligar.

As vantagens de morar sozinha é arrumar a casa do jeito que eu quiser, ouvir qualquer música, e dormir sem ninguém me perturbando, e, claro, quando vou no supermercado compro a comida desejada. Resumindo, privacidade e liberdade.


Kevin “Elfo” Xavier, estudante de direito

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É a solidão, obviamente. Pode parecer besteira, mas morar só te afeta mais do que se espera. A falta de pessoas pelo apartamento pode bagunçar a noção de uma rotina padrão, sem falar em ter que lavar a louça sozinho. O meu maior problema é ficar doente, pois nada pior é que ter cuidar de si mesmo, sem ajuda de terceiros.

Liberdade é a maior vantagem de morar só, ir quando quer, voltar quando quer, trazer quem quer pra casa. O único limite é você. Ou seja, você pode deixar a pilha de pratos pra lavar por dias, quem se f* com isso é só você.


Bárbara Rodrigues, estudante de arquitetura

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Embora muita gente almeje a tão sonhada liberdade de morar sozinho – que atualmente, diga-se de passagem, não troco, não dou e nem vendo, posso fazer uma listinha de dificuldades:

- Ficar sozinha quando se está doente é a coisa mais angustiante do mundo.
 - Morar só é um exercício de amadurecimento diário, principalmente para quem estuda, trabalha/estagia, pois é necessário organizar bem seu tempo se vai tudo pro beleleléu.
 - Quando dinheiro acaba e a feira também, é preciso ser criativo na hora de fazer as refeições – ou ficar com fome às vezes.
 - Ter sempre que depender de táxi ou de alguém para poder transportar sua feira do mês.
 - É você, você e você. Então se o homem da internet não vier quando você marcar com ele, é uma manhã perdida. Se a casa tá suja, você que lava. Se a louça tá suja, ela não é autolimpante, se esquecer de pagar alguma conta da casa – vide condomínio ou aluguel – você que vai ter que enfrentar mil horas na fila do banco pra pagar com multa e perder o dia todo.
 - Fazer refeições sozinha, embora depois de um tempo você se adapte, é meio tristonho.
 - Você não tem a quem dar bom dia quando acorda ou para quem contar as novidades do dia quando chega em casa.

Um dos maiores perrengues que já passei morando só foi quando vieram pela manhã resolver um problema na descarga do banheiro. Porém, eles não fizeram o serviço bem feito, faltou trocar uma peça que estava “frouxa”. Fui para aula e quando voltei para casa meu quarto e meu banheiro estavam completamente alagados, o rodo quebrado e já era noite. Ou seja, o problema só seria resolvido no dia seguinte. Dormi no chão da sala porque o quarto estava inabitável.

A vantagem é poder andar do jeito que quiser em casa, não precisar “ser legal” com ninguém quando tiver de mau humor, ter a liberdade de chegar e sair sem precisar dar satisfação. Sua casa, suas regras: você toma café, almoça, lancha e janta na hora que quiser. Os objetos nunca sairão do seu devido lugar– ninguém mexeu, ninguém quebrou, ninguém pegou emprestado – você que não sabe onde colocou. A decoração da sua casinha do seu jeitinho: tá permitido pintar o teto até de arco-íris e ninguém pode falar nada

 

O que precisa saber sobre a Rua Chile em Natal

Inicialmente, a Rua Chile, localizada no bairro da Ribeira, era destinada aos prédios comerciais e grandes armazéns da cidade. Além disso, ela não tinha este nome e fazia parte de um dos trajetos dos bondes que ainda circulavam no início do século XX. Foi uma das principais ruas em seu período histórico.

Antes de ser chamada Chile, a mesma já foi chamada de Alfândega e do Commércio, com dois M mesmo. Os antigos armazéns estocavam algodão, açúcar e peixe, entre outros produtos que chegavam e partiam pelo porto.

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Entre 1869 e 1902, a sede da Administração Provincial funcionou na Rua Chile em um sobrado, retornando em seguida para a Cidade Alta, onde se encontra a Pinacoteca do Estado. Até hoje existem alguns pequenos armazéns de pescados na Rua Chile. O final da via fica a Capitania dos Portos. Ainda tem algumas oficinas mecânicas.

O local também fica o finado cabaré do Arperge, que hoje se encontra em ruínas, mas foi um dos lugares mais tradicionais da boêmia potiguar. Os trilhos que passavam os bondes e o calçamento ainda permanece o mesmo desde os áureos tempos.

Ruínas do Cabaré Arperge
Ruínas do Cabaré Arperge

Atualmente, abriga bares e boates, como o Galpão 29 e o Centro Cultural Dosol, palco de um dos importantes festivais de música alternativa da cidade. Foi na Rua Chile que começou o festival Mada, que acontece na Arena das Dunas.

O local também se encontra a Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão (EDTAM), uma das principais companhias de balé no Rio Grande do Norte e faz apresentações em diversos lugares do país.

Suas casas e prédios pertencem à Zona de Preservação Histórica (Centro Histórico de Natal).