Selo potiguar promove festival com seus artistas

Após que o Centro Cultural Dosol começou a ser administrado pela produtora Turbo, está tendo inúmeros eventos no fim de semana no casarão da Rua Chile, na Ribeira. No próximo dia 05 de agosto, a partir das 16 horas, haverá o festival Nightbird, cuja intenção é promover as bandas do selo musical de mesmo nome.

De acordo com a Nightbird, a line-up do festival é totalmente potiguar para celebrar as atividades da pequena gravadora de Natal e mostrar o que há de novo na música produzida pelo estado. Antes da apresentação das bandas haverá discotecagem com Wonder Karina e Amarelo Uchoa.

Confira o cartaz do evento a seguir:

Mesclando nomes conhecidos e novatos da cena, a Nightbird Festival trará à Natal a banda Boats, de Pau dos Ferros, que está divulgando sua campanha de crowdfunding para a gravação de seu primeiro disco. Diretamente da capital potiguar, as bandas Apolo Zero, Luan Bates (foto acima do título), Heresia e Demônia trazem sons que vão do pop rock ao punk, também percorrendo temáticas pessoais e políticas. Bem eclético mesmo!

Completando o line-up, já falado anteriormente, o festival contará com os DJs Amarelo Uchoa e Wonder Karina, trazendo sets de música brasileira e indie rock respectivamente.

O evento acontecerá no Centro Cultural DoSol, no dia 05 de agosto (sábado), a partir das 16 horas. Os ingressos estão disponíveis antecipadamente na plataforma online Sympla, com 1º lote relâmpago a R$5 e segundo lote a R$10. Na hora a entrada custará R$15.

Garanta o ingresso antecipado através deste link a seguir: https://www.sympla.com.br/nightbird-festival-2017__167555.

Mais informações no evento do Facebook: https://www.facebook.com/events/102514967056090/.

Serviço
O QUÊ? Nightbird Festival 2017
QUANDO? 05/08/2017 – 16h
ONDE? Centro Cultural DoSol, Rua Chile, Ribeira.
QUANTO? R$5 – 1º lote / R$10 – 2º lote / R$15 – na hora.

Artigo: Geração Fluoxetina

Cloridrato de Fluoxetina ou Prazac, um dos remédios que ajudam no combate da depressão, uma doença silenciosa e especialistas já consideram que ela mais mata que o câncer.

Muita gente achava que os jovens de classe média eram os que mais sofriam com as doenças mentais, como depressão e transtorno de ansiedade. Não deixa de ser verdade, uma vez que eles foram criados de forma mais facilitadora que outras crianças. Porém, as dificuldades de serem pessoas adultas fazem jovens de todas as classes sociais ficassem doentes mentalmente e arriscando de tirar a própria vida como uma rota de fuga.

Recentemente, houveram duas mortes que impactaram bastante. Ambas foram suicídio. Primeiro foi a morte de Chris Cornell, um dos percursores do Grunge por conta do Temple of The Dog e Sungarden, que estava voltando com o seu projeto solo Audioslave e resolveu se enforcar.

No dia do aniversário de seu melhor amigo, o vocalista do Linkin Park, o Chester Bennington, que trouxe o Nu Metal ao Mainstream, também resolveu ir ao mesmo caminho.

O que os dois têm em comum? Ambos viveram em um ambiente familiar hostil, conheceram as drogas e as bebidas como rota de fugas, passaram anos enfrentando os seus demônios, tiveram momentos felizes com a chegada dos filhos e não aguentaram mais fugir dos seus problemas mentais.

Por que esses dois suicídios me chamaram atenção ? Embora não seja fã dos citados, eu reconheço que as suas letras e músicas ajudaram muitas pessoas a recuperarem de diversos amigos e parentes. Ambos depositaram a sua alma em suas músicas, mas eles não conseguiram viver os seus fardos. Isto é partir de coração.

Cresci em um colégio onde boa parte dos alunos viviam em ambientes confortáveis de Natal e os pais depositavam o dinheiro em cursos de idiomas, cursinhos para vestibular, reforço escolar e outros quesitos para passar no curso desejável da universidade federal. Muitas vezes, esses mesmos discentes seguiam o projeto que a família queria e outros tentavam seguir os seus.

Além disso, muitos enfrentavam bullying, possuía uma família abusiva e tinha pais que pouco prestavam atenção, no qual nem no fim de semana chegavam a lhe ver. Ao contrário do Timmy Turner, os Padrinhos Mágicos não iam solucionar ou sanar seus problemas afetivos.

A escola, no entanto, não ensinou que o ambiente acadêmico e o emprego precisa de muito mais empenho do que uma boa formação. Com a chegada da crise econômica, o desemprego e corte de bolsas de mestrados e doutorados, gerou adultos frustrados que não sabem escolher um plano B após o plano A ter sido dificultado. A escola ensinou a ter boa formação, mas não ensinou em como lidar com frustração.

Parece estranho quando cito saúde mental, associo logo com a segunda temporada de American Horror Story. Mas, ela é muito comum do que se imagina e todo mundo pode ter problemas, principalmente gerado a partir de frustrações.

Fomos criados a realizar os sonhos, insistir no plano A e depositar a felicidade própria a partir dos amigos e outras pessoas. Quando estes quesitos não são bem sucedidos normalmente surge a frustração, provoca a depressão e marca o início das doenças mentais existentes.

Ás vezes você pode ser uma pessoa bem sucedida, mas os problemas que cresceram junto contigo ainda persistem e não foram resolvidos.

Os problemas acumulados na juventude fazem com que as pessoas escolham se matar como fugir de algo. Assim, eu presenciei três colegas de escola desde 2015, contemporâneos meus, que optaram fazer o mesmo que Cornell e Bennington.

Ainda somos criados a achar que a terapia e o tratamento de psiquiatra é a pior solução, mas na verdade é um dos meios de autoconhecimento e saber o que está passando na nossa mente.

Muitos estão tentando continuar as suas vidas tomando fluoxetina e outros remédios de combate à depressão. Uma forma de tentar levar a vida, apesar de parecer estranho. Estamos criando uma geração de ansiosos, que precisam de remédios para poder dormir e não porque estão cansados de um dia longo.

A morte desses dois artistas mostram que devemos cuidar mais da gente e criar mais medidas de combate à depressão.