Tadeu Schmidt nasceu realmente em Natal?

O jornalista Tadeu Schmidt é irmão do jogador de basquete Oscar Schmidt, que nasceu em Natal, filho de uma potiguar da região do Seridó, mais precisamente de Parelhas. Mas, ele também nasceu na cidade? Pesquisando no Google, a gente achou a seguinte resposta:

Mas, analisando, no Wikipedia o resultado é outro:

Afinal, aonde o jornalista nasceu? Natal ou Brasília? Então achamos o site da Globo e fala um pouco de sua biografia, que será reproduzida na íntegra a seguir:

Tadeu Schmidt respira esporte desde o dia em que nasceu: 18 de julho de 1974. Sua mãe, a dona de casa Janira Bezerra Schmidt, o trouxe ao mundo em Natal (RN) e, naquele mesmo dia, a notícia de seu nascimento reverberou em uma quadra de basquete. Seu irmão, Oscar Schmidt, tinha 16 anos e já excursionava com a seleção juvenil brasileira. Todos no ginásio ficaram sabendo, pelos alto-falantes, que Emanuel Tadeu Bezerra Schmidt, irmão caçula de Oscar, havia nascido.

“Todo mundo da minha família é esportista. Meu pai jogou vôlei, foi atleta do Fluminense, fazia salto em altura, arremesso de peso – era atleta. Minha mãe, também: jogou vôlei.” Tadeu, da mesma maneira, queria ser jogador de vôlei. Treinou com esse objetivo até os 17 anos, quando foi cortado da seleção brasileira infanto-juvenil. A decepção o impulsionou a perseguir outro objetivo e ele acabou cursando a faculdade de Comunicação em Brasília, onde morava na época.

A primeira experiência no jornalismo foi um estágio na Radiobrás, ainda no penúltimo ano da faculdade. Trabalhou um mês na Rádio Nacional e, logo depois, conseguiu uma vaga na TV Nacional, onde ficou durante um ano como estagiário. Lá, teve os primeiros contatos com o trabalho de repórter, acompanhou os jornalistas durante a produção das matérias e emplacou algumas reportagens.

Pouco depois de se formar, Tadeu Schmidt foi trabalhar no DFTV, telejornal local da Globo em Brasília. Chegou a cobrir o noticiário geral, mas sempre soube o que queria de seu trabalho na televisão: “Quando tinha uma reportagem de esporte, naturalmente as pessoas me colocavam para cobrir, pelo meu passado e pelo passado da minha família. O esporte ficou mais fácil para mim, também, porque é mais fácil fazer reportagem, fazer jornalismo com aquilo que você conhece mais – e o que eu mais conheço, sem dúvida, é o esporte.”

A Stock Car levou Tadeu Schmidt para o Rio de Janeiro. Em 2000, viajou pelo Brasil para cobrir as corridas e começou a ter contato com os profissionais de esporte da Globo do Rio, que o convidaram para fazer parte da equipe. Como repórter de esporte, trabalhava para diversos programas: Esporte Espetacular, Globo Esporte, Jornal Nacional, Fantástico e Bom Dia Brasil. Uma das primeiras reportagens de destaque que fez foi quando seu irmão, Oscar, anunciou sua aposentadoria das quadras. “Eu estava concentradíssimo para fazer muito bem aquilo, para mostrar que eu iria fazer bem. Não sei explicar o que é isso, mas é meio querer que ele tenha orgulho de mim, também. E graças a Deus saiu bem caprichado mesmo.” Em 2002, 2003 e 2004, Tadeu também cobriu várias provas da Fórmula 1.

Sua primeira experiência como apresentador na Globo surgiu no Esporte Espetacular, quando passou a substituir Tino Marcos. “Foi sensacional. Considero esse meu começo como apresentador.” De acordo com Tadeu Schmidt, o programa dá um enfoque diferenciado às notícias esportivas da semana: “É a notícia com desdobramentos novos, com os aprofundamentos e com fatos que fogem um pouquinho da parte da competição.”

O ano de 2005 marcou definitivamente a carreira de Tadeu Schmidt. Foi quando começou sua participação como apresentador do bloco de esportes do Bom Dia Brasil: “Por volta de 2004, nós fizemos as primeiras experiências, mudando o formato dos gols da rodada, no Esporte Espetacular. As mudanças consistiam, basicamente, em caprichar mais. Não ficar limitado à informação. Mostrar também as curiosidades. Destacar as partes mais interessantes de cada lance. E fazer tudo isso com uma linguagem mais coloquial, sem aquele texto característico do telejornalismo esportivo. Mais bate-papo e menos narração.” Naquele ano, também, produziu a reportagem que considera a mais importante que já fez, sobre a evolução tecnológica da televisão. A matéria abriu a semana de comemorações dos 40 anos da Globo e entrou no Esporte Espetacular com mais de 17 minutos de duração. Tadeu, a produtora Monika Leitão e a editora de imagem Maria Alice Grisoli trabalharam dia e noite para mostrar como eram as transmissões esportivas no começo da Globo e como elas se desenvolveram. “Essa reportagem foi realmente um marco na minha vida”, afirma.

Na Copa do Mundo de 2006, foi para a Alemanha com a equipe do jornalismo da Globo. De lá, apresentava ao vivo o bloco de esportes do Bom Dia Brasil e produzia matérias para os outros telejornais: “Tive a sorte de fazer muito comportamento, e comportamento sempre dá mais margem para você inventar coisas novas. Às vezes, para você conseguir fazer uma coisa mais divertida, interessante, curiosa, que chame a atenção, é difícil, porque você precisa dar a notícia. E a notícia do comportamento é o comportamento, então você pode brincar mais.” Em 2010, integrou a equipe da Globo enviada para a cobertura da Olimpíada de Pequim, na China.

A partir de fevereiro de 2007, Tadeu Schmidt passou a participar regularmente do Espaço Aberto, exibido pela Globo News, onde teve a oportunidade de entrevistar longamente personalidades importantes na história do esporte. Alguns programas de destaque foram com Maria Lenk, a primeira mulher sul-americana a competir numa prova de natação em uma Olimpíada, em 1932; com Frank Williams, o presidente da equipe Williams de Fórmula 1; e com o jornalista Léo Batista, na comemoração de seus 60 anos de carreira. O Espaço Aberto com Léo Batista aconteceu na mesma época em que Tadeu o substituía no Fantástico.

“O convite para o Fantástico foi o mais importante que eu já recebi na minha carreira. E a repercussão também foi, indiscutivelmente, a maior.” Tadeu levou para o programa dominical seu estilo único e bem-humorado de narrar os gols da rodada, como ele já vinha fazendo no Bom Dia Brasil: “Os gols, no Fantástico, eram um passo além do que fazíamos no Bom Dia Brasil. Eram histórias mais elaboradas, edições muito mais complicadas, havia muita música, muita arte gráfica, havia referências externas (como filmes ou outros arquivos), enfim, era muito mais caprichado, muito mais trabalhoso do que jamais havia sido feito.”

Para incrementar ainda mais a cobertura esportiva do Fantástico, Tadeu ajudou a criar o quadro Bola Cheia, Bola Murcha, que estimula a interatividade entre os telespectadores e o programa. “A ideia era fazer a continuação de um quadro chamado Você no Fantástico, com outras coisas, outras cenas que as pessoas filmam. As pessoas têm o costume de filmar o jogo de futebol, e sempre surgem imagens maravilhosas que ninguém nunca mostrou.” A participação de Tadeu Schmidt no programa inclui ainda o quadro Detetive Virtual, que procura desvendar truques e montagens em vídeos que circulam pela internet.

Entre vários prêmios que conquistou, já ganhou três vezes seguidas o Prêmio Comunique-se, que elege os destaques do ano, através do voto dos próprios jornalistas: em 2009, 2010 e 2011, como melhor jornalista de mídia eletrônica.

Em 2013, a partir de 6 de outubro, o jornalista assumiu a apresentação do Fantástico, depois de ocupar a vaga nas folgas de Zeca Camargo, que foi convidado para o Vídeo Show. Ao lado de Tadeu Schmidt esteve Renata Vasconcelos, que deixou a bancada do Bom Dia Brasil na época, e a partir de 3 de novembro de 2014 assumiu, ao lado de Bonner, a bancada do JN. O primeiro contato entre os dois foi em 2005, quando Tadeu chegou ao BDBR, na época ancorado por Renata e Renato Machado.

Atualmente, Tadeu Schmidt apresenta o Fantástico com Poliana Abritta.

[Depoimento concedido ao Memória Globo por Tadeu Schmidt em 28/01/2008; reportagem da Revista de TV do jornal O Globo em 06/10/2013.)

Portanto, Schmidt é potiguar, porém se considera brasiliense, uma vez que foi criado em Brasília. Seu pai, Oswaldo, era farmacêutico da Marinha, no qual na década de 70 se mudou para Brasília e lá, graças à atenção dos técnicos Zezão e Laurindo Miura, se apaixonou pelo basquete, jogando pelo clube Unidade Vizinhança.

Esta é a história!

Como assim não existe turismo no Atol das Rocas?

O Atol das Rocas é um local que pertence ao Rio Grande do Norte e foi “descoberto” no ano de 1500. O primeiro mapa do Brasil, em 1502, já mostrava a existência do lugar. Apesar de ser conhecido desde o século XVI, o primeiro mapa detalhado de Rocas surgiu apenas em 1852, desenhado pelo Capitão-Tenente Phillip Lee, com a denominação de Baixo das Rocas ou Baixo das Cabras. Rocas aparece caracterizado como atol em 1858, num levantamento batimétrico feito pelo Comandante Vital de Farias.

Devido à pouca profundidade de suas águas, a navegação nesse trecho da costa é muito perigosa. Os acidentes marítimos em Rocas eram frequentes e, no final do século XIX, iniciou-se a construção do primeiro farol do Atol das Rocas, no qual os restos dele se encontram na ilha até hoje.

Foto: Flickr

Após a sua destruição, o atual farol existe desde 1967 e pode ser visto a seguir:

Por mais que fique a 260 km a nordeste de Natal, somente pesquisadores podem adentrá-la. Mas por que não existe programas de turismo lá? O Atol das Rocas é protegido por uma reserva biológica. É a primeira Reserva Biológica Marinha do Brasil. Sua criação deu-se através do Decreto-lei N.º 83.549, de 5 de junho de 1979. Ela está inserida em uma área de 37,820 ha, delimitada pela isóbata de 1,000 m de um monte submarino pertencente à Cadeia Fernando de Noronha, a partir da Ilha do Farol. Tem uma área de aproximadamente 755,1 ha e abriga, além da Ilha do Farol, a Ilha do Cemitério, ambas de origem biogênica.

Para vir ao Atol, o pesquisador, que deve ser vinculado a alguma universidade ou instituição de pesquisa, tem que apresentar um requerimento informando os objetivos do estudo e como ele será realizado. Fazemos uma análise e, caso seja aprovada a pesquisa, o cientista entra na fila de espera. Isso se dá porque é permitido apenas o máximo de cinco pesquisadores por vez no Atol.” Cada expedição – período em que o cientista fica no Atol – dura entre 20 e 30 dias. Caso seja necessário, o pesquisador pode voltar quantas vezes forem necessárias até a conclusão do estudo.

Antes disso, o local era alvo de pesca predatória das diversas espécies de peixes que se reproduzem por lá e principalmente de lagostas.

Ele é uma reserva biológico pelo fato de sua alta produtividade biológica e por ser uma importante zona de abrigo, alimentação e reprodução de diversas espécies animais. Os recifes que compõem Rocas crescem no topo de um monte submarino pertencente à Zona de Fratura de Fernando de Noronha. Com uma área de aproximadamente 755,1 hectares, o Atol das Rocas está entre os menores do mundo. De formato oval, tem 3,7 km de comprimento, 2,5 km de largura e um perímetro 7 km.

As areias de Rocas têm origem biológica, sendo compostas principalmente por estruturas calcárias fósseis de algas coralináceas. Essas areias de origem biológica acumularam-se em duas faixas com forma de anel aberto no interior do atol, originando a Ilha do Farol e a Ilha do Cemitério. Juntas, têm uma área de aproximadamente 36 ha. Durante a maré baixa, o anel de recifes que forma o atol fica exposto e, no seu interior, surgem piscinas naturais, de tamanhos diversos e profundidade de até 6 m. Na maré alta, apenas as duas ilhas interiores e o perímetro do atol, com sua margem formada por recifes, ficam emersas.

O Atol das Rocas serve de berçário a muitas espécies. Todos os anos milhares de aves e centenas de tartarugas-verdes retornam para lá para desovar. O local também é área de abrigo e alimentação da tartaruga-de-pente. Em suma, ele é um grande lugar para pesquisadores.

É considerado uma das áreas mais importantes para a reprodução de aves marinhas tropicais do Brasil, abrigando pelo menos 150 milhares de aves, de quase 30 espécies diferentes. Atualmente vivem, o ano todo, cinco espécies de aves residentes: duas de atobás, uma de trinta-réis (ave) ou andorinha do mar e duas de viuvinhas, os atobás-de-patas-vermelhas e as fragatas vêm de Fernando de Noronha para pescar. Além delas, 25 espécies migratórias fazem de Rocas um porto permanente. Passam por ali espécies originárias da Venezuela, da África e até maçaricos provenientes da Sibéria.

Quase 100 espécies de algas, 44 de moluscos, 34 de esponjas, sete espécies de coral e duas espécies de tartarugas já foram ali identificadas. Entre os 24 crustáceos, destacam-se o caranguejo terrestre e o aratu, que somente habitam ilhas oceânicas. O primeiro levantamento da fauna de insetos do Atol foi realizado em 2000, quando 12 espécies de insetos foram registrados e 3 espécies de aracnídeos, dentre eles um escorpião com veneno pouco perigoso para humanos.

No Atol, ainda foram ainda catalogadas 147 espécies de peixes diferentes, entre os sargos, garoupas e xaréus. Mas apenas duas dessas espécies, o gudião e a donzela (peixe) são exclusivas da região, que abrange o Atol das Rocas e o Arquipélago de Fernando de Noronha, o tubarão-limão, uma espécie rara em Rocas tem motivado estudos de vários cientistas brasileiros e estrangeiros, a espécie passa o início da vida em cardumes, na laguna e nas piscinas do atol.

O manuseio ou captura de peixes, aves, caranguejos, tartarugas e tubarões só são permitidos para fins de pesquisa científica. Fora isso, não é permitido nem mesmo pescar para se alimentar

Hoje, o espaço é administrado pelo Instituto Chico Mendes.