Sendo mais um Ser de Luana

Começamos a falar de Gretchen e comentamos, que apesar das loucuras, ela era uma mulher para frente pelo fato de querer rebolar e usar roupa curta no fim da Ditadura Militar e de como ela conseguiu se reerguer sendo apenas um meme de internet. A gente também falou dos 1 x 10³ casamentos dela, que ela preferia casar várias vezes do que viver em um relacionamento abusivo.

Depois, comentamos de outras mulheres empoderadas, até focar na gente e da importância de elevar a autoestima, apesar da gente ser bombardeada com revistas de saúde dizendo que conseguiremos emagrecer 5kg em um mês consumindo apenas sopa.  Conta-se nos dedos aquelas mulheres que se acham bonita.  Sempre tive uma relação de amor e ódio com o meu corpo e meus cabelos, conforme eu falei neste texto.

Sabendo desses problemas das mulheres de aceitação, a Luana Cavalcante criou um projeto chamado “O Ser de Luana”, uma forma da artista visual, com formação em Publicidade e Design, interpretar a sua visão sobre as mesmas. O corpo das mulheres participantes é a tela para que possa soltar os seus pensamentos. A fotografia, por seu lado, uma forma de imprimir a pintura para sempre.

Foram mais de 60 mulheres que passaram na mão da artista, que começou com um simples projeto, que será exposto no dia 27 de julho, no Nalva Café Salão, na Av. Duque de Caxias, na Ribeira. Ainda está em projeto um livro com os registros de quase todas as participantes.

Ao contrário das mulheres do carnaval, as mulheres são vestidas por Luana de uma forma que não lhe faça parecer uma mulher objeto. Pelo contrário, elas estão vestidas com a sua imaginação.

Apesar da ideia ter sido recente, tudo começou quando trabalhava há algum tempo como diretora de arte numa agência de publicidade e conciliara com a faculdade. Um belo dia recebeu a proposta de uma bolsa no Ciências sem Fronteiras. Mergulhou de cabeça no intercâmbio. “Quando morei em Portugal, o meu foco era estudar tudo que eu podia”, esclareceu.

Luana no primeiro dia da entrevista (Foto: Lara Paiva)

Portanto foi o que Luana fez. Lá estudou fotografia e antropologia visual e dentro das aulas recebeu uma atividade que era fazer um autorretrato, algo que lhe deixou bastante receosa.  “Então, eu comecei a me olhar no espelho, fiquei me pintando e, assim, comecei a tirar minhas fotos”, relembrou. Após a temporada de estudos e viagens pela Europa, era hora de voltar à Natal.

As coisas, todavia, estavam completamente diferentes quando partiu para o Velho Continente. Então, estudando mais os desenhos e quais tintas que deveria trabalhar, resolveu exercer o projeto. Inicialmente começou com as amigas e o sucesso deu tão certo que outras meninas começaram a lhe procurar. “Hoje eu me dedico integralmente ao projeto”.

Foi uma honra em participar do projeto (foto acima do título). A foto inteira pode ser vista a seguir:

Como somos duas falantes, descobrimos muitos assuntos em comum: pais preocupados com nossa profissão e terminamos relacionamentos longos.

Foi difícil focar no desenho. Contudo, a partir dos meus relatos, ela conseguiu interpretar minha pessoa a partir de uma frase que minha irmã fala de mim: uma drag queen vestida de Lady Gaga fazendo gutural montada em um unicórnio. Por que essa frase? Pelo fato de gostar de música pop e heavy metal, além de ter interesse pela cultura LGBT.

A artista me mostra o esboço e fiquei encantada que em apenas dois dias de conversa captou toda a minha essência. Inicialmente, a sensação era de espanto e, ao mesmo tempo, surpresa. Agora era a hora de se arrumar, cabelo e maquiagem feito pela própria artista.

Geralmente, eu uso bastante lápis de olho e muita sombra, mas ela tentou me deixar mais natural possível. “Quero mostrar as pessoas que elas são belas naturalmente”, justifica.

Hora de ser vestida por Luana, no qual as tintas são feitas a partir de uma mistura com hidrante, fazendo com que não tenha crise alérgica. Eu achava que iria ser só um teste para melhorar a minha autoestima, mas eu tive que controlar a minha ansiedade, queria ver o tempo todo. “Levante a cabeça, vai borrar o desenho”, repetia direto, com uma cara marrenta de concentrada.

Demora mais de duas horas, mas não fiquei entediada, pois música francesa e bons papos faziam com que o tempo passasse bem rápido. Quando estava perto de terminar, ela me mostra no espelho e a primeira impressão foi incrível, pois eu estava me sentindo poderosa, vestida com uma “blusa bonita” e que realmente estava bela (que milagre me achar assim) sem precisar de sombra pesadas e lápis de olho.

Acabou as pinturas e eram hora das fotos, Luana me orientou de como deveria me comportar. Inicialmente, eu fiquei bem nervosa e comecei a me soltar aos poucos, até me sentir plena e feliz. Meu domingo foi inovador e experiente.

Agora, o meu próximo passo é seguir adiante com as novas experiências, assim como a Luana, que vai passar uma temporada em São Paulo para fazer a sua arte com a meninas paulistas, após uma ida para a sua terra natal: Mossoró.  “Eu quero espalhar a minha arte para os lugares mais distantes possíveis”, finalizou.

PS: Você pode participar do projeto através do agendamento via e-mail para: oserdeluana@gmail.com
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Youtube (depoimentos): https://goo.gl/PG6g75

Instagram: https://www.instagram.com/oserdeluana/

Facebook: https://www.facebook.com/oSERdeLuAna/

 

Campus Party em Natal?

Esta é a proposta da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Governo do Estado, visto que o evento está na fase de expandir para diversas cidades brasileiras. Na semana passada, mais precisamente na última sexta-feira (14), a viabilidade da Campus Party em Natal foi discutida na primeira reunião do grupo de trabalho, que conta com entidades do governo, a reitoria da UF e integrantes do próprio evento.

A foto deste evento é essa daqui:

Foto: Cícero Oliveira/UFRN

A reitora apresentou os representantes da instituição no grupo e enfatizou a importância da Campus Party para o Estado, no qual ela argumentou que seria “um divisor de águas nas economia empreendedora, assim como na resolução dos problemas reais por meio da tecnologia”. O professor da UFRN e embaixador da Campus Party, Dino Lincoln Santos, detalhou os pré-requisitos para a realização do encontro e ressaltou que a inclusão do Poder Executivo é imprescindível nesse processo.

No mês passado, o Francesco Farruggia, Presidente do Instituto Campus Party, veio à UFRN para realização da palestra “Feel the Future”.

A Campus Party é o principal acontecimento tecnológico realizado anualmente em várias cidades brasileiras. Recentemente, houve a primeira edição em Brasília e no início do ano houve a de São Paulo. Nele são tratados os mais diversos temas relacionados à Internet, reunindo um grande número de comunidades e usuários da rede mundial de computadores envolvidos com tecnologia e cultura digital.

Ainda neste ano será realizada em Salvador e Pato Branco. Francesco é italiano radicado no Brasil, foi sócio fundador da Futura Estudios com o ex vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, atuou com o escritor Gabriel Garcia Marquez na produtora de cinema Amaranta, e hoje é sócio da Futura Networks Worldwide, empresa organizadora da Campus Party e, também, Presidente do Instituto Campus Party.

Surgiu na Espanha, onde foi realizado o primeiro dos eventos em 1997, posteriormente estendendo-se a outros países como Brasil, Colômbia e México. Hoje é considerado um dos maiores eventos de inovação, ciência, criatividade e entretenimento digital de todo o mundo, tendo reunido milhares de cidadãos de todos os cantos do mundo em um único espaço.

Para organizar e facilitar a participação das pessoas, o evento é divido em quatro Zonas principais: Inovação, Criatividade, Ciência e Entretenimento Digital. Dentro das Zonas, são encontradas as Áreas de Conteúdos onde ocorrem efetivamente as atividades programadas.

A circulação dos campuseiros, como são conhecidos os participantes do evento, é livre entre estes espaços.