Estudantes da UFRN ensinam informática aos idosos

Muitos idosos são estimulados a praticar várias atividades, como uma forma de evitar que fique doente. Que tal lhe ensinar a manusear o computador? Esta é proposta do curso Inclusão Digital para Idosos, que ganhou força e provou ser uma iniciativa de sucesso, superando a estimativa de inscrições quase um mês antes do prazo final.O curso foi fruto de uma disciplina do curso de Bacharelado em Tecnologia da Informação do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), sob a coordenação da professora Isabel Dillmann Nunes e com participação do professor Eugênio Paccelli Aguiar Freire.

A ideia do curso Inclusão Digital para Idosos partiu das alunas Luciana de Almeida Mariano e Rayane Lunara Catarino Dantas de Medeiros, que desenvolveram um projeto de extensão com o intuito de promover, de maneira didática e prática, a inclusão digital para o público da terceira idade.

Nesse curso os idosos assistem às aulas sobre noções de computação para utilização de computador, abrangendo: introdução às funcionalidades básicas e Internet (Facebook, Skype, Youtube) e Smartphone (utilização básica; uso da câmera; WhatsApp; Instagram; acesso às ferramentas Facebook, Youtube, Skype, entre outros aplicativos de interesse da turma).

A intenção é fazer com que eles se interessem em querer comprar computadores, celulares, perguntam quais são os bons, tornam-se mais independentes, não precisam dos filhos para fazer as coisas básicas na Internet. É um aprendizado enorme”, completou Isabel.

As aulas do curso Inclusão Digital para Idosos encerrarão no dia 22 de julho. No segundo semestre, a previsão é de que o projeto aconteça também em Martins/RN, em parceria com o Trilhas Potiguares, inaugurando um jogo de simulação de uso do computador por meio do qual o idoso pode mexer em tudo, sem medo de errar. Será, portanto, uma oportunidade de aprender brincando.

A entrevista completa sobre o assunto e mais detalhes do curso podem ser conferidas no próprio site do IMD, neste link aqui.

Após indicação em prêmio de SP, Jacy volta a capital potiguar

Jacy é uma das peças mais bem sucedidas do Rio Grande do Norte, principalmente depois que foi elogiada pela imprensa do Rio e São Paulo. Neste sábado (8), a partir das 20 horas, eles vão se apresenta novamente na Casa da Ribeira antes de viajar para o Festival de S.J. do Rio Preto (FIT).

A peça “Jacy” do Grupo Carmin foi selecionada para participar de um dos mais importantes Festivais Internacionais de Teatro do Brasil, o FIT Rio Preto, na cidade de São José do Rio Preto em São Paulo. Antes da viagem, o Grupo Carmin fará única apresentação de “Jacy”, dia 08/07 as 19h na Casa da Ribeira, em Natal.

Além disso, a peça foi indicada pela Associação Paulista de Críticos e Artes (APCA) por melhor espetáculo e melhor autor para os roteiristas Pablo Capistrano e Iracema Macedo.

“Jacy”, que foi eleita, pelo jornal Estado de São Paulo, uma das 10 melhores peças do Brasil em 2015 e circulou por 18 estados brasileiros em 2016, incluindo temporadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, ganhou críticas elogiosos dos principais veículos especializados do país. (vide Crítica de Valmir Santos – Folha SP ; Crítica de Maria Eugênia de Menezes – Estadão) e entrevista a Paulo Henrique Amorim: Jacy no Conversa Afiada ).

A peça já passou de 130 apresentações e permanece sendo muito requisitada, que conta com Henrique Fontes como ator, diretor e um dos dramaturgos da obra e Quitéria Kelly.

A peça veio por acaso, quando os atores acharam uma frasqueira abandonada na Hermes da Fonseca. Ela reconta a história real de uma mulher nascida em 1920 que na década de 1940, durante a 2ª Guerra, se apaixonou por um capitão americano; na década de 1960-70 atravessou a ditadura no coração político do Brasil e terminou seus dias, na primeira década dos anos 2000, sozinha, em Natal.

A História de Jacy em formato de peça foi escrita pelos filósofos Iracema Macedo e Pablo Capistrano, com dramaturgia de Pablo Capistrano e Henrique Fontes, que também assina a direção em uma montagem compartilhada com a atriz Quitéria Kelly, o cineasta Pedro Fiuza e o produtor Daniel Torres. O processo de Investigação para criação da peça revelou fatos que arrepiaram seus criadores.

Coincidências como o fato de Jacy ter tido seu primeiro emprego na mesma rua da Casa da Ribeira (rua Frei Miguelinho, na Ribeira).

Durante a peça, a ficção se mistura com a realidade, quando utilizam audiovisual e luzes como cenário para contar a vida da idosa, que morreu vivendo uma vida solitária.

Segundo dados do censo 2010 do IBGE, a população de idosos no Nordeste, por exemplo, cresceu de 5,1% em 1991 para 7,2% em 2010. Segundo a Fundação Perseu Abramo, responsável pela pesquisa que investiga o crescimento e a qualidade de vida dos idosos no Brasil, esse crescimento saltará de 8% para 16% ao ano, nos próximos 25 anos.

Assim, Jacy representa a vida de muitos que envelhecem e tem suas histórias jogadas, literalmente, no lixo. Ao mesmo tempo, ela relata o descaso da sociedade com os mais velhos e com o próprio destino das cidades que também envelhecem e que, em muitos aspectos, são abandonadas.

Além de SP, a peça circulou por 18 estados brasileiros e foi eleita pelo Estadão como uma das 10 melhores peças do Brasil.  Além disso, foi vista por figuras ilustres do teatro e da música como o diretor Antunes Filho, o ator Gero Camilo e o músico Chico César.

As comemorações não vão parar apenas com a apresentação de Jacy, pohaverá a estreia da peça nova “A Invenção do Nordeste”, exposição da história do Grupo e lançamento de livro com toda sua dramaturgia.

Veja o teaser da peça a seguir:

SERVIÇO:

O que: JACY 

Quando: 08/07, às 20 horas. 

Quanto: R$ 20,00 (antecipado para todos até dia 31/03 – limite de 100 ingressos por dia);  R$ 40,00 (inteira).

Onde: Casa da Ribeira (Rua Frei Miguelinho, 52, Ribeira. Fone: 3211-7710)

Venda de ingressos: Bilheteria da Casa (3211-7710 à tarde)

Mais info: neste link