INarteurbana 17: Convocação para trabalho social no Passo da Pátria e exposição na Pinacoteca

O INarteurbana é um projeto que estimula a arte urbana com ações em vários lugares da cidade, inclusive nas regiões periféricas. Neste ano, eles abriram as inscrições para os artistas trabalharem na edição de 2017. O artista precisa enviar 1 portfólio ou 1 currículo resumido + 3 fotografias de sua arte para o inarteurbana@gmail.com até o dia 26 de julho de 2017. Uma comissão selecionará 10 participantes, que vão fazer atividades no bairro do Passo da Pátria (residência artística) e uma exposição na Pinacoteca do Estado.

Na Pinacoteca haverá o evento de lançamento oficial, marcado para setembro e haverá eventos musicais, feira do artista, batalha de graffiti, exposição de fotografias com as ações das edições passadas e projeções.

Uma das novidades para edição de 2017 é que o projeto oferece hospedagem para receber os artistas que vivem em outras cidades. O material de produção das obras durante a residência, por sua vez,  são de responsabilidade do projeto. O regulamento pode ser lido a seguir: bit.ly/Regulamento_INarte17-18.

“Estamos construindo o segundo espaço de convivência la no Passo e gostaríamos que os artistas ficassem mais próximos dos moradores durante a residência desse ano. Vamos fazer os murais no bairro, se tudo der certo vai ser nas fachadas das casas que estão nas proximidades da linha do trem”, comentou Agathae Montecinos, uma das organizadoras do projeto.  Além disso, Montecinos afirmou que haverá uma intervenção de uma companhia de teatro francesa, que trabalhará com as crianças em torno do trabalho de Jacques Prévert, que faz 40 anos de morte em 2017.

Artista Pedro Ninja elaborando seu painel na Pinacoteca (Foto: Inarteurbana)

Criado em 2015, INarteurbana é um projeto sociocultural e transdisciplinar de reativação e desenvolvimento de espaços públicos através da criação e construção de espaços artísticos e de convivência no seio de comunidades desfavorecidas do território norte-riograndense.  Sob um formato de festival em 2015, INarteurbana contou com três dias de festividades : encontros, formações, feira, shows e batalha de graffite.

Com ações regulares desde 2016, o projeto se instalou em Natal, na comunidade do Passo da Pátria. No ano passado foi feito um diagnóstico sensível urbano, exposições, batalhas de graffite, oficinas de origami, de pintura, de construção, de cuidados com o cabelo (luta contra o preconceito), de colagem, de serigrafia e de palhaço, murais perenes, encontros com artistas, conferências sobre culturas urbanas e INarte Filmes (mini-festival de filmes de arte urbana).

O Passo da Pátria conta atualmente com aproximadamente 10.000 moradores. Bairro popular do centro de Natal, o Passo da Pátria costumava ser o porto da cidade. Nos anos 1950, com a chegada da linha do trem a comunidade encontrou-se completamente cortada do centro da cidade. Cercado pela linha do trem e pelo rio Potengi, a comunidade marcada por sua característica periférica, mas também pelas altas taxas de violência e tráfico de ilícitos.

Sem perder de vista as práticas urbanas, o projeto ganhou um novo formato em 2016 e multiplicou suas ações. Desde então com atividades contínuas, INarteurbana busca unir os indivíduos para construir e desenvolver atividades e ações que favorecem o encontro.

Com uma visão mais abrangente do que pode proporcionar a multiplicidade destas práticas e maior interesse no investimento de espaços públicos, as ações do INarteurbana permitirão falar de pluralidade, fronteiras, troca, internacionalização, empoderamento social, etc. Dentre os temas estão cidadania e ecologia, pois as oficina de construção serão realizadas com materiais recuperados dos próprios territórios de intervenção.

O objetivo principal do projeto é favorecer a interação entre os moradores e utilizar as iniciativas para que o projeto se desenvolva de maneira sustentável, além de realizar e multiplicar atividades culturais e animar pontos importantes da vida dos territórios (antecipadamente identificados). Com essas ferramentas, a população estará pronta para reconquistar e conectar, de maneira autônoma, os espaços físicos e sociais, mas também para acompanhar este processo.

 

Um ano depois de adotar um gato: o que mudou

O meu gato Thor completou 1 ano de vida e várias coisas aconteceram nestes 12 meses de vida. Assim que ele chegou aqui em casa foi bem recebido pela minha cachorra Liliva, que não está aqui entre nós e pareciam dois irmãos que brigavam o tempo todo, mas se amavam mesmo assim, tanto que ele ficou bastante triste com a sua partida. Recentemente, o hamster Cookie morreu durante o carnaval e todos ficaram bem sentidos, inclusive ele.

O que quero dizer com isso? Mesmo sendo um felino, ele está atento aos detalhes e sempre pronto para dar um ombro amigo, mesmo não sendo um animal de mesma espécie, como um cachorro, hamster ou seres humanos.

Os gatos podem ser independentes, como todo mundo fala, no entanto não é menos amigo que um cachorro. Pelo contrário, ele sabe quando os seus tutores estão tristes ou precisam de carinho, está do seu lado nos momentos mais difíceis. Por exemplo, quando meus pais precisavam tomavam decisões importantes, o Thor sempre estar lá para acalmar os ânimos.

Toda vida que alguém chega em casa estressado, ele vai em qualquer lugar e te dá um carinho. Ou solta aquele charme com os seus olhinhos verdes.

Tem vezes que ele pode te deixar maluco, sem saber o que fizer. Principalmente quando fica zangado, pois quer ficar do lado de fora da casa ou até mesmo fugir. Antes de ser castrado, ele chegou a fugir e se esconder no esgoto da rua. Lá vai eu tirar o gato e ouvir piadas dos técnicos da Cosern: “Ei, vai caçar o Pokémon?”. Mesmo irritada, cheguei a responder com o humor: “O meu miau está no esgoto”.

Às vezes seu lugar de refúgio é o telhado, onde ele sobe as caixas do condicionadores de ar e fica lá por horas. No início, a família ficava toda preocupada, mas quando descobriu que ele sabia descer e na verdade era um drama para “testar se era querido” a gente se aquietou.

Ele adora brincar e petiscos. Quer fazer amizade com o Thor? Apenas brinque com ele e você vai ganhar um amigão para toda a sua vida. Adora ficar brincando com bolinha ou com qualquer coisa que balance, tipo fios, além de dispersar energia, lhe deixa bastante feliz.

Outra característica comum entre o Thor e um cachorro: eles vão para as visitas, apenas se ele souber se vai com a cara deles. O que adorava muito em cachorros era saber quem era legal ou chato. Se fosse chato com animais no geral, o dog não chega nem perto. O Thor também funciona nesta mesma perspectiva.

Claro que gato e cachorro têm as suas diferenças, mas eles sabem ser afetuosos com os seus donos. Muitas pessoas ainda insistem, de forma equivocada, em comparar o temperamento de gatos e cães. Nessa disputa entre cão e gato, os felinos muitas vezes acabam sendo apontados como individualistas, traiçoeiros e insensíveis. Fazendo, assim, que muitos gatos sejam abandonados pelas ruas de Natal.

Essa visão distorcida é resultado da interpretação errada dos sinais e das demonstrações de afetuosidade dos gatos.

Todas as pessoas, mesmo as que não convivem com cães, sabem identificar quando os cães estão felizes: eles abanam o rabo. O gato por sua vez ronrona, no qual o seu corpo inteiro vibra. Outra forma do felino demonstrar sua felicidade com alguma coisa ou pessoa é se esfregar. O Thor, por exemplo, adora se esfregar nos pés das pessoas.

Os gatos são extremamente participativos e comunicativos, além de serem sociáveis com pessoas e outros animais. Assim como os cães, eles também precisam de atenção e carinho.

Obrigada, Thor, por alegrar a casa.