Professor da UFRN faz pesquisa com músicas do Iron Maiden

O professor do curso de Ciência & Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (C&T/UFRN), Lauro Meller, realizou uma pesquisa utilizando as músicas da banda inglesa Iron Maiden com os acontecimentos históricos, algo que já era comentando entre jornalistas e fãs dos ingleses. O resultado de Meller foi publicado em dois artigos chamados “Temas Históricos em Canções do Iron Maiden”.

É algo que me deixa feliz e não era sou eu que pensava nessas coisas, pois quando tinha 17 anos e estudava o bombardeio da Força Aérea Alemã na Inglaterra (minha matéria favorita na escola era história), sempre escutava ao som de “Aces High”, que retratava uma das batalhas mais marcantes da Segunda Guerra.

O nome “Iron Maiden” já é histórico, pois a “Donzela de Ferro” era um instrumento de tortura na época medieval, mais precisamente durante a inquisição. O instrumento traz uma imagem de uma senhora representando à Virgem Maria e possui dobradiças e abre como um ataúde. O torturado tinha que entrar dentro da donzela e era perfurado com cravos de ferro que não atingiam órgãos vitais. Este perderia sangue ou mesmo agonizaria por asfixia.

A ideia de Lauro surgiu após ouvir o álbum “The Book of Souls”, o mais recente álbum do grupo, uma das faixas se chama “Empire of the Clouds”, que narra o acidente com o dirigível britânico R101, que caiu na França em sua viagem inaugural, em outubro de 1930. Com 18 minutos, é a canção mais longa de toda a discografia do Iron Maiden, grupo com quase 40 anos de estrada.

O professor traça uma linha cronológica da Pré-História à Segunda Guerra Mundial com a análise minuciosa de sete músicas do grupo. Meller atualmente coordena o Grupo de Estudos Interdisciplinares em Música Popular. “O Maiden presta uma grande contribuição ao despertar a curiosidade do seu público, principalmente o mais jovem: as canções se tornam portas de entrada para outros conhecimentos”, afirma o paraibano em entrevista para a BBC.

A análise observa as letras, linhas melódicas, arranjos, registros vocais, riffs e solos de guitarra – e como estes ingredientes musicais potencializam a mensagem de cada canção.

Na mesma entrevista, ele disse que é possível estabelecer as canções do Iron Maiden com o heavy metal e música erudita, principalmente a do século XIX, como a Sinfonia 1812, escrita por Tchaikovsky em 1880, que retrata batalha travada entre França e Rússia, e ainda composições de Richard Wagner.

Em 2016, na produção de um livro que incluirá análises desta e de outras músicas, além das sete que integram os artigos já produzidos e divulgados na íntegra na publicação técnica Revista Brasileira de Estudos da Canção. O título será “Temas Históricos e Literários nas Canções do Iron Maiden”.

Ainda comentou que a canção propositalmente faz com que o ouvinte sinta a história. “São episódios são contados em terceira pessoa. Outros, na “voz” de anônimos, o que “contribui para maior dramaticidade e faz o ouvinte sentir-se ‘na pele’ do personagem”, observa o professor na mesma entrevista.

O que é a Barreira do Inferno?

A Barreira do Inferno é o nome do Centro de Lançamento organizado pela Força Aérea Brasileira para lançamentos de foguetes. Fundada em 1965, se tornou a primeira base aérea de foguetes da América do Sul e fica no município de Parnamirim, região Metropolitana de Natal e próximo da estrada que leva para algumas praias do Litoral Sul. Nela se concentram operações de lançamento de foguetes de pequeno e de médio porte.

O nome surgiu pelos pescadores da região, em razão de observarem o reflexo do sol nas falésias da base, vermelhas como fogo, sempre que retornavam do mar ao entardecer.

O local foi escolhido por ser próximo do equador magnético, baixo índice pluviométrico, grande área de impacto representado pelo oceano e condições de ventos predominantemente favoráveis. A faixa de praia da base, por estar protegida do acesso do público externo, tornou-se uma importante área de reprodução de tartarugas marinhas, sob a supervisão do Projeto Tamar, desde 2005.

As desovas nas praias da área da Base são monitoradas pelo projeto, com a cooperação dos militares. Por permanecerem isoladas e protegidas, em escuridão total durante a noite, constitui-se assim em um perfeito refúgio para as tartarugas desovarem.

As atuais atividades da base são o rastreamento do veículo lançador Ariane, em conjunto com o Centro Espacial Francês a partir de um acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA) e continuação dos testes e experimentos de interesse do Comando da Aeronáutica.

Além disso, o local é usado para experimentos da Marinha e do Exército Brasileiro e venda de serviço de lançamentos e rastreamentos de de foguetes suborbitais para organizações nacionais e estrangeiras, colocando os meios operacionais à disposição da comunidade científica internacional para a realização de operações espaciais, em especial aquelas relacionadas com a pesquisa e o monitoramento do meio ambiente, principalmente através da observação da atmosfera.

Lá também existe o Centro de Cultura e Informações Turísticas (CCEIT), quer preserva a história e o patrimônio da Barreira, e, possibilita visitas gratuitas, previamente agendadas aos visitantes e turistas, a fim de tornar público a sua missão e atividades desenvolvidas. É possível visualizar o acervo, que contém peças originais e réplicas dos foguetes ali lançados e radares meteorológicos.

As visitas são gratuitas, 9h às 16h30, e acompanhadas por servidores civis e militares, somente em português. O museu pode ser visitado sem agendamento prévio, contudo quando há necessidade de palestras para um grupo maior, as visitas, que tem duração média de uma hora podem ser agendadas via telefone: (84) 3216-1455 ou e-mail: visitaclbi@gmail.com.

Cinco ruas com nomes de escritores em Natal

São poucas homenagens aos personagens históricos do Rio Grande do Norte. Perambulando nos bairros de Tirol e Cidade Alta é comum ver ruas e avenidas em homenagem aos escritores dessas terras. Nós do Brechando listamos algumas vias que poderão ser conferidas a seguir:

1) Rua Auta de Souza

Esta rua fica no bairro de Cidade Alta e fica próximo do colégio Winston Churchil, por trás do SESC e finaliza na parte traseira do casarão do prédio administrativo onde funciona o Hospital Infantil Varela Santiago. É uma homenagem à poeta macaibense, que possui forte influência da segunda geração do romantismo e é autora do livro Horto.

2) Avenida Câmara Cascudo

56681
Casa de Câmara Casucdo fica na Avenida Câmara Cascudo

Câmara Cascudo é escritor e um dos maiores folcloristas do Rio Grande do Norte. Subindo a Avenida Duque de Caxias, no bairro da Ribeira. O local fica o início do corredor cultural e a via fica a casa onde Cascudo morou por muitos anos e hoje funciona o Instituto Ludovicus, mantido pelos familiares do autor e conta um pouco da história dele.

3) Rua Ferreira Itajubá 

Parada-de-onibus-Rocas-JA-1024x678

Ferreira Itajubá foi um grande poeta no Rio Grande do Norte, cujo seu nome de batismo era Manoel Vírgilia Ferreira e possui uma rua em sua homenagem na capital potiguar, que fica no bairro das Rocas, próximo da Igreja Sagrada Família.

4) Rua Henrique Castriciano

A entrada do Salesiano São José fica a Rua Henrique Castriciano
A entrada do Salesiano São José fica a Rua Henrique Castriciano

O irmão da poeta Auta de Souza tem uma rua em sua homenagem, que fica numa das ruas do bairro da Ribeira, próximo da Praça Augusto Severo e do colégio Salesiano São José. Henrique Castriciano de Sousa foi um escritor e político brasileiro, fundador de uma instituição de ensino potiguar, a Escola Doméstica.

5) Rua Lourival Açucena

Uma pequenina rua no bairro de Tirol, onde fica uma clínica, existe a Rua Lourival Açucena. Quem é esse?  Joaquim Eduvirges de Mello Açucena é considerado o primeiro poeta do Rio Grande do Norte. Sua poesia era ligada ao Romantismo, mas tinha forte relação tardia com o Arcadismo.