Azulão e Goiabão: O que signfica isso na UFRN

Algumas frases comuns de ouvir na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN):

– O Departamento de Letras fica no azulão ou chinchila.

– A palestra da professora de Ciências Sociais acontece no Goiabão.

– Você me espera naqueles bancos do azulão.

– Estacione seu carro no Goiabão, pois estou te esperando lá!

Afinal, onde ficam esses prédios? Por que as pessoas lhe chamam assim? Os alunos e professores chamam os prédios dessa seguinte forma por conta das cores que estão pintados.

Goiabão

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Goiabão é o nome do prédio onde fica Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA). A cor goiaba do prédio é um dos pontos de referências para quem passa no campus central de Natal. O Centro de Ciências Sociais Aplicadas é uma unidade de ensino, pesquisa e extensão, constituída por Departamentos Acadêmicos que difundem áreas específicas do conhecimento humano.

O CCSA foi criado em 13 de novembro de 1973, mediante o Decreto Federal nº 73144 e reformulado pelo Decreto Federal nº 74211, de 24 de junho de 1974. Nessa ocasião, foram eliminados as Faculdades, Escolas e Institutos, criando-se os Centros Acadêmicos que passaram a concentrar a execução das atividades fins da UFRN.

Foto: Panoramio
Foto: Panoramio

É lá onde abriga os departamentos dos cursos de Administração, Ciência da Informação, Economia, Ciências Econômicas, Direito, Serviço Social e Turismo.

As aulas desses cursos são distribuídas entre o setor de aulas I e V, locais que ficam entre o Goiabão.

Azulão

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O azulão é o prédio pintado desta cor que fica próximo à Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM). É onde fica o Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), cujos frequentadores brincam que a sigla parece que está escrito chinchila e o “apelido” virou o nome oficial do centro acadêmico.

O CHLA teve suas origens na antiga Faculdade de Filosofia de Natal, fundada em 12 de março de 1955 pela Associação de Professores do Rio Grande do Norte. Além do Curso de Filosofia, posteriormente foram autorizados pelo Decreto Federal n° 40.573, de 18 de dezembro de 1956, o funcionamento dos Cursos de História, Geografia e Letras Neolatinas.

Em 1968 a Faculdade de Filosofia se transformou em Faculdade de Educação e Institutos de Ciências Humanas e Letras e Artes. Com a reforma universitária em 1973 surge o Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), que passou a abrigar os Departamentos de Letras, História, Geografia e Filosofia e de Estudos Sociais.

Foto: Panoramio
Foto: Panoramio

Atualmente, o centro abriga os departamentos de os departamentos de Antropologia, Artes, Ciências Sociais, Comunicação Social, Filosofia, Geografia, História, Letras, Psicologia e Políticas Públicas. As aulas são feitas dentro do setor de aulas II, que falaremos em breve.

Hoje, o CCHLA conta com uma estrutura acadêmica de 11 Departamentos, 13 Cursos de Graduação, e 10 Programas de Pós-Graduação, incluindo 10 mestrados e quatro  Doutorados. Fazem parte da estrutura do CCHLA, ainda, o Serviço de Psicologia Aplicada (SEPA), 36 Bases de Pesquisa, 18 Laboratórios e a Biblioteca Setorial.

Putz, eu perdi o ticket do estacionamento no Midway

– Aperte o botão luminoso!

*Maldito momento que tenho 1,58m e devo abrir a porta do carro para apertar o botão. Mas, eu pego o ticket*

– Retire seu ticket e boas compras!

Quem entra no Midway Mall de carro sabe do que estou falando. Apesar do estacionamento do shopping parecer a fase do chefão de um jogo de um videogame, nós ainda gostamos. Por quê? Porque ele é enorme e de graça.  Na hora de ir embora, você vai em direção às inúmeras saídas e encontra novamente a máquina com a moça falando para colocar o bilhete no local indicado para liberar a cancela. Quando a mesma é liberada, a mocinha diz:

– O Midway Mall agradece a sua visita!

Estacionamento do Midway (Foto: Tribuna do Norte)
Estacionamento do Midway (Foto: Tribuna do Norte)

Um procedimento fácil e indolor. Não é mesmo? Eu não quero fornecer uma aula de como estacionar no Midway Mall, mas já se perguntou: – O que acontece caso eu perca o ticket?

Ao perder o ticket, a primeira coisa que pensamos é:

a) Droga, eu vou pagar uma multa de 500 reais igual quando eu perco uma comanda em um bar (Isto não pode no Código de Defesa do Consumidor, vale salientar).

b) Vou ficar preso para sempre neste shopping.

c)  O segurança vai destruir o carro e não tenho dinheiro para pagar o conserto.

d) Ter um momento bastante burocrático.

Na verdade, você assinará um papel e não pagará por isso. Estava neste sábado (21), feriado de Nossa Senhora da Apresentação, no shopping. Fui jantar, não consegui comprar o ingresso na hora para ver filme no Cinemark e fiquei analisando as coisas, como sempre.

Como estamos no final do ano, os shoppings estão lotados. Por isso que saio o mais cedo possível para evitar aquele engarrafamento de fechamento de centro comercial às 22 horas. Saí era aproximadamente 21 horas, mas eu não consegui evitar. Por quê? Eu perdi o ticket do estacionamento.

Tinha colocado no bolso de trás da minha calça. Quando fui comprar um refrigerante de 600 mililitros numa conveniência que existe lá, eu mexi naquela mesma região para retirar uma moeda. De repente, o papel sumiu.

Já estava de consciência pesada por ter provocado um grande engarrafamento na saída, o povo buzinando e com certeza estavam me xingando de todos os nomes de baixo calão (acredito que até a minha quinta geração devem ter esculachado). Então, aparece um segurança com a prancheta em punhos e manda sair para um local mais isolado e começa fazer algumas perguntas. Assim, eu começo a preencher a documentação.  É isso que acontece quando se perde este papel!

A prancheta do mal
A prancheta do mal

Antes que esqueça, você tem que falar se foi a primeira ou segunda vez que perdeu o ticket. Não sei o que acontece se alguém esquecer pela quinta vez.

Você vai preencher seu nome, a numeração do CPF, do RG, data de emissão da identidade, órgão emissor, placa do carro, renavam, chassi do carro, ano, modelo, marca, horário que chegou ao Midway e dentre outros questionários. No final, o motorista e o segurança assinam no final do papel e este fornece um ticket reserva.

Assim, você sai do Midway: com consciência pesada, dor de cabeça, punho doendo e querendo se enterrar no meio de um buraco.

Um pouco sobre a Pinacoteca do Estado

O Palácio Potengi  é onde funciona a Pinacoteca do Estado, espaço aberto para apresentações de artistas potiguares, nacionais e internacionais. Além disso, recentemente, o local foi aberto para realização de shows (que acontecem na parte de trás do prédio) e peças teatrais. Nesta sexta-feira (20), por exemplo, aconteceu o show do cantor pernambucano Otto. É uma ótima oportunidade para resgatar um pouco da história existente do Rio Grande do Norte.

Lá estão expostas esculturas, gravuras, fotografias, mapas e pinturas além de que o visitante ter a oportunidade de visitar próprio prédio que é considerado a maior expressão da arquitetura neoclássica em Natal.

Parte interna da Pinacoteca (Foto: Rio Grande do Norte.net)
Parte interna da Pinacoteca (Foto: Rio Grande do Norte.net)

Além disso, o espaço contém uma reunião de obras de arte de artistas locais, nacionais e internacionais como Volpi, Tarsila do Amaral, Cícero Dias, Newton Navarro, Dorian Gray, entre outros tantos artistas a Pinacoteca do Rio Grande do Norte é o local onde está situada a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado. Você pode ser visto em diversos salões existentes na pinacoteca.

Além disso, uma das janelas se consegue ter uma grande vista do bairro de Cidade Alta e da Praça Sete de Setembro, conforma já falamos no Brechando.

O prédio que foi construído durante o século 19. Alguns historiadores apontam que o prédio ficou pronto, de fato, em 1873, quando o Rio Grande do Norte ainda era uma província. Em 1902, o então governador Alberto Maranhão transformou o palácio em sede do governo em 1902.

Parte interna do palácio, onde fica o salão nobre (Foto: Lara Paiva)
Parte interna do palácio, onde fica o salão nobre (Foto: Lara Paiva)

O local guarda parte do acervo de Artes Visuais pertencentes à Administração Estadual. Até o ano de 1995 funcionou a sede do Governo do Estado, que atualmente fica no Centro Administrativo. Como simbolismo, a cerimônia de posse entre os governadores acontece na Pinacoteca. ´

A Pinacoteca Potiguar ainda tem uma escultura do Budda do Laos, uma raridade do final do século 12, procedente do Laos, na Ásia. A peça é de chumbo e banhada em ouro. Foi doada pelo colecionador suíço que morou em Natal, Fritz Alain Gegauf.

Também uma belíssima fonte de ferro fundido, de alto valor artístico, que por muito tempo ficou na Praça Augusto Severo, no bairro da Ribeira, conforme foi lado neste aqui.

Os horários de visitação são de terça a sábado das 08 às 16 horas. O local fica na Praça 7 de Setembro, Cidade Alta, próximo da Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ/RN). Então, para entrar em contato com a Pinacoteca e obter mais informações sobre as exposições correntes no espaço, é só ligar para os telefones (84) 3211-7056 ou (84) 3232-2997.