Quem é esta estátua no início da Via Costeira?

Esta estátua traz a imagem do ex-governador Dinarte Mariz, o maior inimigo político de Aluísio Alves. Por isso que o nome oficial da Via Costeira é “Avenida Senador Dinarte Mariz”. É uma via expressa e litorânea de aproximadamente 10 quilômetros que faz a ligação entre as zonas Sul e Leste de Natal, fica entre as praias e dunas.

O lado da praia é tomado por hotéis luxuosos, de quatro a cinco estrelas, e tem um longo calçadão para caminhadas ou andar de bicicleta. Em outro canto fica a área verde pertencente ao Parque das Dunas. Foi construída em 1985 pelo então governador José Agripino (Aliado político de Mariz e pertencia ao mesmo partido).

Sobre Dinarte Mariz, ele se estabeleceu comerciante de algodão em Caicó, onde tomou partido em favor da Aliança Liberal que tinha Getúlio Vargas e João Pessoa como candidatos a presidente e a vice-presidente nas eleições de 1930.

Como reflexo desse evento, Mariz foi escolhido prefeito de Caicó em 1930.  Em 1945 Dinarte Mariz ingressou na União Democrática Nacional (UDN) e nesse mesmo ano foi derrotado ao disputar uma cadeira de senador, fato que se repetiria em 1950. Entretanto, teve êxito em 1954 e em 1955 foi eleito governador do Rio Grande do Norte.

Em 1962 foi eleito para o segundo mandato de senador e apoiou a deposição de João Goulart e a instauração do Regime Militar de 1964 ingressando depois na Aliança Renovadora Nacional (ARENA), sendo reeleito senador em 1970 e reconduzido ao cargo pela via indireta em 1978 por força do Pacote de Abril baixado no ano anterior.

Com a reforma partidária no fim do Governo Militar, filiou-se ao PDS (hoje, Democratas)embora tenha sido árduo defensor do bipartidarismo e tenha apresentado restrições à Lei da Anistia. Após sua morte sua cadeira, no ano de 1984, foi ocupada pelo seu genro e primeiro suplente Moacir Duarte. Ele era tio-avô da atual vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria.

O dia que fomos atingidas pelo raio gourmetizador

Estava em um show de rock na cidade e fiquei com fome entre um intervalo de uma banda para outra. Praticamente fui forçada a encarar a longa fila de comprar comida, pois os ambulantes estavam fora e quem saísse do local da apresentação, por qualquer motivo que fosse, não podia mais retornar.

Na parte de dentro, a organização dividiu a parte da alimentação em cinco tendas, no qual a última era quase próximo aos fedidos banheiros químicos.

Alguns ambulantes, mais ousados, chegavam a se pendurar no muro que lhes isolavam da parte interna, jogando latas de cervejas e refrigerantes para os outros pegarem. Uma lata de coca de 350 mililitros, por exemplo, custava três reais no lado de fora e cinco reais nos vendedores credenciados.

O ingresso custava 15 reais, sem meia-entrada, pois eles optaram em não vender. Portanto, a coca custava 1/3 do valor do ingresso. Será que vale a pena matar a sede gastando isso? Estava com calor, o palco é pequeno, cheio de gente e era pouco ventilado.

Mas, o pior ainda estava por vir.

O show começava 18 horas e não tinha jantado antes. Lógico que a fome bateria em algum momento. Meu estômago roncou e o da minha amiga também. Nós olhamos uma para cara da outra e dissemos: “Está na hora de comer. Mas vamos fazer o quê?”.

Olhamos aquelas cinco barracas faladas no início do texto. Decidimos escolher a penúltima por três motivos:

1) Era distante do banheiro químico;

2) Tinha menos fila; e

3) A gente olhou esta lousa com um monte de comida com nome diferente. Conforme esta foto a seguir:

Leia cada prato de comida
Leia cada prato de comida

– Mulher, eu estou achando muito estranho estes pratos. Olha só isso!- eu disse.

-Acho que vou escolher esse “choripán”, porque tem um nome diferente e tenho que experimentar algo muito bom para valer seis reais – comentou a minha amiga.

-Vou comer essa coxinha, tem que ser incrível para custar este preço- falei.

As duas resolveram entrar na fila e cada uma esperou a sua vez. Primeiro foi a minha amiga, que pediu o chóripan e tirou algumas dúvidas com a vendedora.

– A gente coloca uma linguiça incrível sobre o pão francês e você vai gostar para caramba.

Minha amiga logo comprou e ficou feliz por experimentar algo novo. Enquanto eu estava apreensiva com a coxinha. “Está no inferno, abraça o capeta. Estou com muita fome e posso desmaiar, caso não coma agora”, pensei.

O prato desta minha amiga chegou e ela logo ficou decepcionada.

– Nós fomos atingidas pelo raio gourmetizador, Lara!

Depois, chega a minha coxinha e quando dou a primeira mordida logo fiquei triste, pois o frango estava insosso e muitos salgadinhos vendidos nas paradas de ônibus eram melhores.

– Verdade, amiga!

Nós duas continuamos a comer os nossos respectivos “lanches gourmet”. O choripán era pão francês, salsicha defumada e azeite normal. Uma imitação do tradicional prato argentino.

O que é raio gourmetizador? É uma piada da internet para satirizar a sofisticação das comidas. É uma tiração de onda da palavra francesa “gourmet”, cujo termo está relacionado com a cozinha sofisticada.

Saímos decepcionadas, pois todo mundo pode enganar os outros para atrair mais lucros e vendas. Isto pode acontecer tanto com comida de rua quanto no restaurante. Era bom que os estabelecimentos fossem mais reais, pois isto ganharia fãs fiéis e leais.

O sanduíche que esta amiga minha comeu não custaria menos que R$2,50 se ela tivesse feito em casa. Então, esta foi a nossa história de quando fomos atingidas pelo raio gourmetizador e foi um alerta para não cair em pegadinhas.

Como era o baldo antes do viaduto?

No ano de 1978, o prefeito Vauban Bezerra de Farias construiu o viaduto do Baldo, uma via para interligar os bairros do centro com as zonas Leste e Sul da capital potiguar e colaborou para fluir o trânsito natalense e se tornou ponto de referência às diversas movimentações sociais realizadas nas áreas próximas à sua localização.

Mas existe uma foto da rua antes do viaduto?

Recentemente, a página do Facebook “Natal Como Eu Te Amo” colocou uma foto da via antes do viaduto. A foto tem mais de 300 curtidas e quase 100 compartilhamentos, a mesma pode ser conferida a seguir:

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O viaduto fornece o acesso para Ribeira, Cidade Alta, Passo da Pátria e Alecrim. A via faz parte da Avenida do Contorno. Já a parte de baixo fica entre as avenidas Deodoro da Fonseca e Rio Branco. Além disso, ela é próxima da Praça Almirante Tamandaré.

Atualmente, ela está passando por uma reforma e o acesso é interditado desde 2011 por determinação judicial, alegando que a estrutura tinha risco de cair com a falta de reparos.

Baldo é o nome do canal que inicialmente fica na Lagoa Manoel Felipe. Hoje é bastante poluído devido aos esgotos jogados dentro do canal.  Era fornecedor de água potável às primeiras residências da capital potiguar.

O local era usado pelas lavadeiras do Barro Vermelho e Cidade Alta, que lavavam as roupas das residências em suas águas até os idos de 1970. Também era possível, até aquela época, encontrar peixes e cágados em suas águas, além de animais de pequeno porte, como guaxinins e cotias nas suas matas ciliares.

Já falamos sobre o canal (Colocamos até fotos da década de 50 quando não tinha o viaduto) nesta matéria aqui.