Qual foi o primeiro jornal publicado em Natal

O primeiro jornal impresso publicado em Natal se chamava “A República”, foi fundado em 1890,  pelo governador Pedro Velho de Albuquerque Maranhão.  Não funcionava diariamente e era utilizado para difundir os ideias republicanas vanguardistas e ganhou força em meio a sociedade potiguar ao longo dos anos, sendo uma das escolas de jornalismo local.

Já existia um no Rio Grande do Norte, intitulado de “O Mossoroense”, que existe até hoje e é o terceiro jornal mais antigo do país. “A República” acompanhou grandes momentos da história brasileira, as mudanças de hábitos da sociedade potiguar e também formou diversos jornalistas da cidade.

Tanto que os jornais do “A República” são utilizados pelos historiadores como uma grande fonte de pesquisa.

O jornal republicano tornou-se mais tarde um meio de divulgação dos atos do governo e o órgão oficial do estado no ano de 1928. O periódico funcionava no bairro da Ribeira. A sua sede, atualmente, funciona o Museu da Imprensa do Rio Grande do Norte, onde possui diversas máquinas utilizadas nos primórdios do jornalismo impresso em Natal, e publica as edições do Diário Oficial do Estado (DOE).

Em 1987, o governador Geraldo Melo determinou o fim do conteúdo informativo do jornal diante das críticas que o órgão servia apenas como veículo de propaganda governamental.

Neste ano, “A República”  foi ressuscitado pelo Departamento Estadual de Imprensa (DEI), com reportagens  sobre educação, saúde, segurança, cultura e situação hídrica do Estado. As matérias são elaboradas pela Assessoria de Comunicação do Governo do Estado. O conteúdo do jornal também já está disponível neste site.

Um pequeno guia sobre a antiga casa de shows Zás-Trás

Quando era pequena ficava encantada com um outdoor gigante escrito “Zás-Trás”, que mostrava bonitas dançarinas com roupas luxuosas. Obviamente entendia que o local tinha grandes apresentações, parecidas com aquelas vistas nos parques de diversões. Era criança demais, todavia, para entender que isto foi importante para o turismo potiguar.

Zás-Trás ficava na Rua Apodi, no bairro de Petrópolis, e era uma casa de shows que apresentava espetáculos para turista ver. Foi criado por Fernando De La Torre e a proposta era apresentar diversas manifestações artísticas do Rio Grande do Norte e do Brasil em um mesmo espetáculo. Era conhecido pela grande produção artística, excelentes bailarinos, figurinos e iluminação.

Além do show folclórico, tinha apresentações um embolador, humoristas, capoeiristas e tinha show de uma banda animada.

O local tinha um restaurante e diversas lojas de artesanatos para os turistas conhecerem melhor o que era produzido pelos artistas locais. A casa de shows fechou no ano de 2007 e é sempre comum ver os especialistas em turismo falar de forma saudosista que o espaço deixou uma lacuna.

Confira os vídeos de como eram as apresentações na casa de show:

O que é “De Pé no Chão Também se Aprende a Ler”?

Um dos projetos mais conhecidos do prefeito Djalma Maranhão, que completa 100 anos neste ano e foi o último Chefe do Executivo Municipal antes da chegada da Ditadura Militar, foi o “De Pé no Chão Também se Aprende a Ler”. Maranhão era conhecido por promover uma série de iniciativas que marcaram o dinamismo de sua administração: Galeria de Arte, Palácio dos Esportes, Estação Rodoviária, construção de galerias pluviais, etc.

Era coordenado pelo professor e historiador Moacyr de Góes, secretário de Educação. O objetivo era a erradicação do analfabetismo na capital potiguar.

Aqui mostra um vídeo de como era feito isto:

https://www.youtube.com/watch?v=PSW1TgaYvY8

Na época, 59,97% dos adolescentes de 14 anos não sabiam ler ou escrever. O Município, então, percebeu que os jovens nas comunidades mais periféricas, principalmente Rocas e Mãe Luíza, não tinham dinheiro para adquirir fardas ou sapatos para adentrar as escolas. Além disso, eles não tinham algo para se divertir e viviam na miséria, fatores que poderiam levar à marginalidade.

Ligado às reivindicações populares, o prefeito designou o professor Moacyr de Góes para planejar, organizar e executar a campanha para erradicar o analfabetismo em Natal. Inspirados no modelo de educação de Paulo Freire, surge o projeto.

Foram construídas escolinhas improvisadas, construídas por palhas de coqueiro e piso simples, uma espécie de acampamento. O resultado foi a alfabetização de 1.200 crianças e 300 adultos.

A campanha cresceu de maneira extraordinária passando por várias fases. A das “escolinhas municipais”, que funcionavam em salas cedidas por particulares. Depois, os “Acampamentos Escolares”, escolas rústicas com piso de barro batido e cobertas por palhas de coqueiros.

Para os adultos que não queiram estudar nos “acampamentos”, o ensino era feita na casa do analfabeto, onde se reunia um grupo não superior a seis pessoas. Os professores eram recrutados entre meninos e meninas do Grupo Escola Isabel Gondim, que se apresentavam para ensinar sem receber salário. Um fato de grande importância foi sem dúvida a construção do Centro de Formação de Professores, cuja direção, foi entregue à professora Margarida de Jesus Cortês.