festival de música instrumental

Dosol realiza festival de música instrumental neste FDS

A quarta edição do Natal Instrumental, com organização do Dosol, acontece neste sábado (17), a partir das 18 horas. O objetivo é procurar reunir o melhor da produção independente, além de trazer artistas convidados de outros estados do Brasil. No entanto, por conta da pandemia do Covid-19, o evento será somente de artistas potiguares.

O objetivo é, portanto, promover um intercâmbio de estilos, estéticas e gerações fortalecendo a cena instrumental da região. De acordo com o produtor cultural Anderson Foca, mais de 30 artistas já participaram do evento. Além disso, resolveram fazer neste ano no formato online evitar aglomerações.

“Por isso, decidimos fazer uma mostra com artistas locais e cada um produzindo seu conteúdo individualmente. A exceção foi Manoel Cordeiro que é um dos convidados de fora do Estado.” , comentou o organizador, que também é músico e um dos integrantes da Camarones Orquestra Guitarrística, que ficou famosa no mundo todo pelo seu rock instrumental.

Cartaz do Natal Instrumental

Para quem não sabe, Manoel Cordeiro tocou no último Festival Dosol presencial e é um dos mestres da guitarrada do Pará e fundou a banda Warilou. Por falar em Camarones, eles vão estar no festival juntamente com Frevo do Xico, Jubileu Filho e Famme Jazz, que é uma banda de sete mulheres e com já experientes na música, ainda mais tocam do Bossa Nova ao Jazz.

“Além dos shows inéditos, ainda vamos exibir algumas performances gravadas de outras edições, mini-docs e outros conteúdos que fizemos no decorrer desses anos de festival”, comenta Ana Morena, produtora e programadora da ação.

Mas, onde assistir? O festival será no canal do Dosol no Youtube. Para acessar, clique, portanto, neste link.

O Festival Natal Instrumental tem apoio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, Governo do RN, Fundação José Augusto, Ministério da Cidadania e Governo Federal.

SERVIÇO DO FESTIVAL DE MÚSICA INSTRUMENTAL

O que? Natal Instrumental (edição Online)
Quando? Sábado, 17de abril, 18h no www.youtube.com/dosoltv
Atrações? Famme Jazz, Frevo do Xico, Camarones Orquestra convida Manoel Cordeiro e Jubileu Filho

cola branca ecológica

Cola branca ecológica foi desenvolvida na UFRN

A tradicional “cola branca” muitas vezes são instrumentos primeiramente para colar papéis, tecidos, isopor, entre outros materiais, é constituída por acetato de polivinila. Essa substância, no entanto, produz ácido acético como subproduto que, no meio ambiente aquático, pode causar mortalidade de espécies. Qual foi a solução dos pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)? Desenvolver um produto que não tenha essa substância.

O cientista Robson Fernandes de Farias (foto acima) é professor do Instituto de Química. Como resultado de seu trabalho, ele acaba de receber o patenteamento de um novo produto, denominado Cola Ecológica. Em entrevista para Agecom, o pesquisador explicou que chegou até a nova tecnologia após investigar formulações alternativas para “cola branca”.

Os passos até chegar ao produto final foram estas seguintes etapas:

  1. Criar diversos experimentos utilizando diferentes volumes da cola branca tradicional.
  2. O cientista misturava com as mais variadas soluções aquosas de carbomiximetilcelulose.

O que é esse nome difícil aí?

A carbomiximetilcelulose é uma modificação química da celulose, visto que merece destaque por sua importância econômica como agente espessante e pela grande variedade de aplicações. O produto não é tóxico. Além disso, o composto também recebe o nome de CMS e é um espessante na indústria de alimentos em sorvetes e na formulação de remédios.

Existe alguma diferença com a cola branca ecológica e a tradicional?

Neste momento, a UFRN produziu colas com diferentes proporções e porcentagens entre cola tradicional e carboximetilcelulose, com variações entre 10 % e 70% na relação entre uma e outra.

Robson frisa que a adesividade bem como a transparência do novo produto seco são comparáveis às da cola branca tradicional pura. Ainda mais, o pesquisador defende que a obtenção de uma formulação alternativa, fora o CMC. A segunda alternativa seria, portanto, a utilização de acetato de polivinila.

Acetato de polivinila?

O nome pode ser difícil, mas no mercado ele tem o nome de PVA. É um adesivo para materiais porosos, visto que cola madeira, isopor e entre outros materiais. Além disso, é um dos componentes que formam a cola amarela.

Ainda mais se usa PVA para elaboração de tinta látex e, por conseguinte, tecido vinil. Pelo fato de ser atóxico e sem cheiro, ele pode se misturar na água para melhorar o seu rendimento.

O pesquisador, no entanto, percebeu que misturando o acetato de polivinila (PVC) com a cola branca forma uma cola branca ecologicamente correta. Assim, não polui o meio ambiente e muito menos aumenta a extinção de espécies.

cola branca ecológica
Professor conseguiu patentear as suas fórmulas (Fotos: Cícero Oliveira)

A carta patente da cola ecológica branca

A invenção recebeu o registro de propriedade industrial do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no último dia 30, com a denominação Preparação de “cola ecológica” utilizando-se formulação mista de acetato de polivinila e carboximetilcelulose.

As cartas-patente conferem a propriedade intelectual dos inventos de titularidade da UFRN, para uso aplicado pelos interessados, mediante licenciamento. Como retorno, a Universidade recebe royalties, divididos com os inventores.

Ou seja, ganha a universidade e o pesquisador em simultâneo.

Praça Sete de Setembro

Uma foto da inauguração do monumento da Praça Sete de Setembro

A Praça Sete de Setembro existe até hoje no bairro de Cidade Alta, onde fica próximo da Pinacoteca do Estado (antiga Governadoria), o Tribunal de Justiça e a Assembleia Legislativa, onde os deputados estaduais decidem as ações e leis dentro da esfera potiguar.

A história da praça veio a partir de um apelo da população. A estrutura inicial surgiu em 23 de março de 1914 por uma resolução de Romualdo Galvão, que era governador. O pedido, todavia, veio a partir de professores do estado. Quando a Independência completo 100 anos, o Governo resolveu criar um monumento em homenagem ao centenário.

A foto acima do título, portanto, mostra a inauguração da estátua, que existe até hoje. O evento reuniu crianças e adultos ao redor da praça. Por muitos anos, os desfiles de comemoração do 7 de setembro, data da Independência, aconteciam naquela região.

Além disso, o monumento possui as placas de Dom Pedro I, José Bonifácio, Frei Miguelinho e Antônio Melo de Souza. O escultor da obra é do pernambucano Bibiano Silva, que futuramente desenvolveria a Escola de Belas Artes do Recife. Na verdade, possuía, visto que as estruturas de bronzes sumiram após um roubo.

Aqui tem uma foto da inauguração do monumento da Praça do Sete de Setembro. Confira, portanto, a seguir:

Na imagem, acima, mostra grande presença de crianças no evento, além da presença do governador Antônio José de Mello e Souza e do Padre João Maria que estão em destaque no centro da fotografia.