Um laboratório audiovisual para produções LGBT em Natal

Um laboratório que estimula a produção de filmes por pessoas LGBT em Natal. Até a próxima terça-feira (6), a segunda edição do Laboratório de Narrativas LGBTQIAP+ vai receber inscrições para que possa estimular a produção do audiovisual independente. Como resultado, o projeto consiste primeiramente em ser um laboratório de desenvolvimento de personagens e narrativas com temáticas LGBTQIAP+ ao cinema.

O projeto oferecerá 30 vagas gratuitas.

Como dito anteriormente, as inscrições seguem abertas até o dia 06/04, através deste link: http://bit.ly/lablgbt.

A segunda edição do laboratório acontece por meio da Lei Aldir Blanc, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Serão cinco encontros realizados nos dias 14/04, 15/04, 16/04, 19/04 e 20/04, das 18:30 às 21h via ZOOM.

Quem está na organização do Laboratório audiovisual de LGBT em Natal

Como facilitadores da ação estão três integrantes do Coletivo e Produtora Caboré Audiovisual. O roteirista, diretor, produtor audiovisual e idealizador do laboratório, André Santos, a atriz, roteirista e diretora, Priscilla Vilela e a roteirista, diretora, e ainda mais tem a diretora de fotografia, Vitória Real.

O objetivo é que ao final do processo que participantes saiam com uma personagem desenvolvida e com uma proposta de argumento para um roteiro cinematográfico, visto a intenção  é trazer o protagonismo que ainda apresentam padrões heteronormativos.

Mais histórias LGBTQIAP+’s contadas por quem faz parte desse universo e que de fato tragam representatividade.

A seguir, portanto, estão os participantes.

Haverá reconhecimento

Os/as três participantes que mais se destacarem ao longo dos encontros com o desenvolvimento da personagem e do argumento receberão um incentivo em forma de prêmio no valor de R$450,00.

Quem pode se inscrever do Laboratório audiovisual para LGBT em Natal

Estão aptos a fazer parte do 2º Laboratório de Narrativas LGBTQIAP+ maiores de 16 anos de idade. Além disso, no ato da inscrição, o interessado deverá apresentar um perfil ou resumo de um personagem fictício ou documental que a/o participante queira desenvolver durante a oficina.

SERVIÇO

Laboratório de Narrativas LGBTQIAP+
Dias 14/04, 15/04, 16/04, 19/04 e 20/04, das 18:30 às 21h via ZOOM.
Inscrições até o dia 06/04 pelo link: http://bit.ly/lablgbt

Ribeira e Cidade Alta

Potiguar registra Ribeira e Cidade Alta por quatro anos

O fotógrafo João Oliveira lançará seu primeiro livro fotográfico. Eventualmente é o resultado de uma pesquisa de quatro anos sobre a Ribeira e Cidade Alta. Durante p estudo, ele percebeu o abandono da memória, além da deterioração de prédios antigos.  Ele definiu estes espaços como: “Um espaço de ruínas vivas, onde o tempo insiste em caminhar lentamente”. Assim surgiu o livro, “Onde se esqueceu de lembrar”, no qual será distribuído em formato de e-book. Entretanto, haverá uma edição física que lançará em breve.

Urbanismo desenfreado foi o motivo para pesquisa

De acordo com João Oliveira, Natal é uma cidade em que a urbanização predatória avança, sem piedade, sobre a memória. A pesquisa documenta uma Natal que ainda se conecta com outro tempo, outro ritmo. Nas fotos, as ruínas acabam contrastando com a vida que nunca abandonou esses bairros. Enquanto o tempo engole o patrimônio material, a vida insiste em ocupar esses territórios quase como um aviso de que nem tudo deve se esquecer.

Sejam os pescadores que, desde a fundação da cidade, ainda usam o rio Potengi como espaço de sobrevivência, seja a boemia dos bares que ali sempre estiveram, e que nem tão cedo dali sairão. Existe um interesse evidente do autor em denunciar o processo de abandono desses lugares, mas também se conectar com a história que ali resiste, e com seus personagens.

Confira algumas fotos que estão, portanto, no livro a seguir.

Como foi a pesquisa

“A pesquisa aconteceu nos bairros históricos de Natal entre 2017 e 2020, uma vez que a finalidade era revistar locais que marcaram o início do desenvolvimento da cidade. Além disso, entender a relação da urbanização e o esquecimento, que se confunde com a resistência do local em permanecer existindo. Um lugar no qual o tempo caminha lentamente”,  explica Oliveira na apresentação do livro.

“Onde se esqueceu de lembrar” acaba mostrando também o estopim o fim do patrimônio e a indiferença do poder público e natalenses.  As fotos, de maneira despretensiosa, portanto, ativam questionamentos sobre o quanto conhecemos da nossa própria história. E, inclusive, de importamos em preservar essa parte do nosso passado.

Publicado pelo Margem Editorial, em parceria com a editora Caule de Papiro, o livro e e-book contam ainda com patrocínio da Lei Aldir Blanc, através da Prefeitura do Natal e Governo Federal.

Brechando já falou sobre a origem de Cidade Alta

Para quem estudou um pouco a história da capital do Rio Grande do Norte, os primeiros bairros de Natal foram a Ribeira e a Cidade Alta. O nome Ribeira é meio óbvio, porque surgiu as margens do rio Potengi.  É um local sempre lembrado pelo comércio e nos anos 90 pelos eventos culturais da cidade. Conhecido como Centro de Natal. Área é cheia de prédios históricos e áreas comerciais. Mas, como surgiu com esse nome? Foi por causa das ladeiras da Av. Rio Branco?

Por isso, eu fiz um vídeo para explicar um pouco sobre o assunto e você pode assistir a seguir:

enchente de Santa Cruz

40 anos da enchente que destruiu Santa Cruz

A cidade de Santa Cruz fica a 100 quilômetros de Natal. Na noite do dia 1º de abril de 1981, uma enchente destruiu o sangradouro do seu açude. As águas percorreram por toda a cidade, destruindo casas, ruas e prédios públicos foram totalmente destruídos. Além disso, choveu quase 500 milímetros em apenas um dia, no qual deixou toda a cidade sem eletricidade, uma vez que postes foram destruídos.

No entanto, os estragos do desastre demoraram meses para que pudessem recuperar. O estrago foi tão grande, que chamou a atenção da imprensa nacional, como a Folha de S. Paulo.  Como não tinha veículos de comunicação, toda informação vinha da Igreja Matriz, que abrigou muitas famílias desamparadas, e também no sistema de alto-falante.

Durante todo o mês era comum ver casas totalmente destruídas, móveis na calçada e gente tentando recuperar o pouco que tinha.  Os bairros mais próximos do centro foram os mais atingidos, principalmente o bairro do Paraíso.  Neste período, os desabrigados ficaram em casas feitas de lona, entregues pelo Exército Brasileiro, como se fosse um acampamento.

O estrago só não foi maior, porque a telefonista da Telern de Campo Grande, Maria de Fátima, ligou para prefeitura de Santa Cruz avisando o que aconteceu inicialmente em sua cidade e telefonou para os moradores saíssem quanto antes.

Veja o vídeo das fotografias que mostra um pouco de como foi a tragédia.

Outras cidades também sentiram na pele

Primeiramente, as fortes chuvas romperam o açude de Mãe D’Água, de Campo Grande.  Lá, o sangradouro não conseguiu suportar a grande quantidade de água, consequentemente, se rompeu e a água encaminhou para o açude de Santa Cruz, que estava sangrando e as suas paredes também não aguentou a grande quantidade de água. Como resultado, a represa também se rompeu.

Açudes vizinhos próximos das serras do Trairi também romperam com as fortes chuvas. Além disso, mais de três mil pessoas ficaram desabrigadas em Santa Cruz.

O acesso para cidade ficou bastante complicado, pois as águas atingiram o riacho Inharé, que destruiu a ponte da BR-226, que liga o município de Tangará, cidade vizinha de Santa Cruz. Ainda mais um motorista de caminhão morreu após seu veículo cair na queda desta ponte.

O resultado do rompimento destas duas barragens causou a morte de 10 pessoas.

Natal ficou oito dias sem energia

A enchente não causou a destruição não só de residências e prédios públicos, mas também estradas, pontes e linhas de transmissão de energia. Natal, por exemplo, ficou uma semana sem energia por uma semana. A força das águas também atingiu o acesso aos estados da Paraíba, uma vez que São José de Mipibu fica as margens do rio Trairi.

 

Novo decreto

Novo decreto contempla abertura gradual do comércio e toque de recolher integral no FDS

O Governo anuncia nesta quinta-feira (1) novas mudanças para conter os avanços do Covid-19. De acordo com o Estado, o novo decreto segue com medidas para reduzir a transmissão do coronavírus e manter o sistema de saúde ao nível seguro, sem riscos de colapso. O prazo de vigência do decreto atual, que só permite o funcionamento dos serviços essenciais, prorrogou por mais dois dias, até 04 de abril, quando o novo entra em vigor até o dia 16 de abril.

Mas, quais são as principais mudanças?

O novo decreto do Governo do Estado afrouxou o comércio, mas garantiu a permanência do toque de recolher. Confira:

  • O toque de recolher volta a ser posto em prática de segunda a sábado das 20h até as 06h do dia seguinte. Tempo integral nos domingos e feriados.
  • Fica proibida a venda de bebidas alcoólicas para consumo em ambientes público e coletivo, inclusive restaurantes, lojas de conveniência, praça de alimentação e similares.
  • O Comércio poderá funcionar, mas sob rígido controle sanitário. Limitará a frequência de pessoas a 50% da capacidade do espaço do estabelecimento ou ao limite máximo de uma pessoa por cada cinco metros quadrados, o que for menor. O horário de funcionamento será alternado, conforme proposta das federações empresariais.
  • Ficam liberadas as aulas presenciais nas escolas até a 5ª série do ensino fundamental, conforme escolha dos gestores e pais ou responsáveis. As demais séries somente poderão ter aulas pelo sistema remoto.
  • O decreto também flexibiliza o funcionamento de igrejas e academias. Ambas só podem funcionar das 6h às 20h. As celebrações religiosas poderão acontecer em ambientes coletivos, desde que a ocupação não seja superior a 20% da capacidade. E, por conseguinte, respeitando sempre o limite de uma pessoa por cinco metros quadrados.
  • As academias voltadas para atividades físicas devem observar o limite de 50% da capacidade de suas instalações. Além disso, estão sujeitas à regra da ocupação de espaço dos cinco metros quadrados, e não poderão funcionar nos domingos e feriados enquanto o toque de recolher estiver em vigor.⠀

Boa parte do decreto veio da recomendação do comitê científico

A maioria das ações segue o comitê científico, uma vez que eles recomendaram em prorrogar o atual decreto até a Páscoa (04).  Além disso, o Estado vai seguir o toque de recolher de 48 horas. No relatório, os cientistas comentaram que março foi um dos piores meses desde o início da pandemia e que isso exigiu medidas mais duras, já que houve recorde de internações e o terceiro maior número de mortes e também o terceiro maior número de casos confirmados durante o mês.

Entre outras recomendações estão que os gestores públicos não devem investir recursos públicos em fármacos sem autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), cuja bula do medicamento não conste explicitamente a indicação clínica para covid-19. Ao contrário, todos devem unir esforços em prol da saúde.

Para acessar a recomendação, portanto, clique aqui.