Com a Covid-19, cresce denúncias de infecção em trabalho

Quando éramos pequenos, na pré-escola, se uma criança pegasse piolho, todas da mesma sala pegavam. É assim com outras doenças infectocontagiosas. Com a Covid-19 não foi diferente, em muitas empresas, houve surto. Ou seja, quando uma pessoa se infectasse, ele poderia contaminar os outros colegas de trabalho. E aconteceu várias vezes nas empresas potiguares.

De acordo com o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho (MPT), houve aumento de denúncias de empresas que não tiveram cuidados do necessário na saúde do trabalhador. Como resultado, pegaram Covid-19.

Ao todo, o MPT recebeu 180 notificações de acidentes de trabalho por contágio pela covid-19 em 2020 no Rio Grande do Norte. Essas denúncias não está atrelada ao número de pessoas e sim a quantidade de empresas que receberam queixa.

Fizeram um apanhado com base dos dados da Secretaria de Saúde do RN

Os dados podem ser comparados aos números de levantamento recente publicado no Boletim Epidemiológico da Saúde do Trabalhador da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap). De acordo com o boletim, o estado do RN contabiliza, até o momento, 199.748 casos confirmados de covid-19.

O número de profissionais de saúde com contágio confirmado pela doença corresponde a 9.816, o que corresponde a 4,9% do total da população geral que teve resultado positivo para o novo coronavírus.

Maiores mortes de trabalhadores de Covid-19 foi na área da saúde e hospitais

Ao longo da pandemia, a Sesap contou 86 óbitos de profissionais da saúde no Rio Grande do Norte, sendo mais de 30% deles nos quatro primeiros meses de 2021. Ainda seguem em investigação 12 casos. A proporção de mortes em relação à população, contudo, diminuiu ao longo do corrente ano.

A causa provável é a priorização dos trabalhadores de saúde na primeira fase da vacinação. Do total, 87,3% das mortes envolvendo profissionais da saúde foram de auxiliares e técnicos de enfermagem, médicos e enfermeiros, evidenciando os maiores riscos a que estão sujeitos os trabalhadores que estão na linha de frente.

Técnicos e enfermeiros são os mais infectados, segundo denúncias de infecção em trabalho

Além disso, a maioria dos profissionais infectados também são técnicos em enfermagem (33,08%), enfermeiros (15,82%) e médicos (8,04%). No entanto, essas denúncias de acidente de trabalho também atingem a área do comércio e serviços.

Natal tem a maior concentração de profissionais de saúde com contágio por Covid-19, com 37,77% dos casos. Já Parnamirim tem 8,59% dos profissionais de saúde infectados, seguidos de Mossoró, com 5,44% dos casos confirmados em profissionais de saúde.

A faixa etária mais afetada no universo foi a das pessoas entre 30 e 39 anos, que respondeu sozinha por 36,49% dos registros.

Segundo as denúncias de infecção em trabalho, a falta de equipamentos fez com que houvesse mais contaminação

O boletim revela também que 7% dos trabalhadores da área da saúde relataram a ausência de equipamentos de proteção individual adequados para o enfrentamento da pandemia em suas unidades. O texto recomenda, portanto, que o profissional use protetor ocular ou protetor de face, luvas, capote/avental/jaleco e máscara N95/PFF2.

Ecopraça

Ecopraça vai rolar em 2021, sendo virtual

Por conta da pandemia, o Ecopraça será uma edição virtual. O evento, entre os dias 17 a 21 de maio, será feita através do canal do YouTube do projeto. Assim como na festa física, a programação contará com debates e shows musicais, com foco de atividades culturais, criativas e de sustentabilidade.

Será que vai dar para matar saudade do presencial? Claro que sim! A foto acima do título é de autoria de Luana Tayze.

De acordo com Geraldo Gondim, fundador do projeto, a criação de um evento online foi bastante difícil e considera que foi um dos momentos mais tensos do Ecopraça.

“Essa edição do Ecopraça é a forma que encontramos, portanto, para continuar fortalecendo nosso compromisso com a cultura de Natal. Além disso, há artistas impactados pela suspensão das atividades sociais no contexto da  COVID-19. O nosso maior desafio tem sido fazer tudo de forma remota. Toda as gravações do material artístico que será veiculado será feita pelos próprios artistas”, comentou Geraldo.

E esse evento só conseguir ir para frente por conta de projetos culturais e leis de incentivo a cultura. Como resultado, eles passaram na Lei Aldir Blanc, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. É uma realização do Instituto Ancestral.

Escola Doméstica

Uniforme da Escola Doméstica no início do século XX

Esses vestidos brancos da fotografia acima eram um sinal de que eram as alunas da Escola Doméstica, antigo colégio destinado às mulheres. A imagem é do ano de 1914, quando a escola funcionara na Praça Augusto Severo, na Ribeira. Faz parte do acervo de Manoel Dantas, um importante educador no Rio Grande do Norte.

Hoje, a primeira unidade da Escola Doméstica é a Unidade Básica de Saúde Carlos Passos.

Essas imagens estão no livro “Do Passado ao Presente“, do arquiteto João Maurício Fernandes de Miranda. A obra analisa a capital potiguar em três momentos e décadas diferentes.

O colégio surgiu no dia 1 de setembro de 1914 pelo poeta Henrique Castriciano, irmão da também poeta Auta de Souza, que já falamos do blog. Ou seja, a fotografia mostra as primeiras alunas e como era a escola no século XX.  Castriciano se inspirou em fazer o colégio após uma viagem na Suíça. Ele conheceu uma instituição de ensino para meninas, mas que não tinha ligação com a igreja.

Na época, a atividade doméstica da mulher deveria ser ressaltada. Além da atividade doméstica da mulher, as alunas aprendiam o desempenho no lar, a preparação para o Magistério e o ingresso em escolas de Ensino Superior. Ou seja, ensinava ser dona de casa, mas também estimulava as mulheres a ingressarem em outras carreiras.

Apesar das mudanças, o uniforme branco da Escola Doméstica virou uma marca da instituição educacional, no qual foi se reestruturando a medida que avançavam as décadas.

Uniforme da Doméstica anos depois

Na década de 50, a Doméstica transferiu para Avenida Hermes da Fonseca quando o Governo do Estado cedeu um terreno para a construção de uma unidade própria.  Foi extinta em 2019, quando o colégio Henrique Castriciano, unidade mista do colégio que surgiu na década de 80, e a Doméstica se tornaram um espaço só. Agora, o colégio se chama Noilde Ramalho.