Jornalista potiguar mostra como é morar na Terra da Rainha

Quando era caloura na faculdade de jornalismo, sempre ficava lendo os impressos da cidade, dentre eles estava o caderno de economia da Tribuna de Economia. Apesar de odiar o assunto, sempre parava para prestar atenção nas entrevistas que Renata Moura fazia com os grandes executivos e rapidamente ela começou a ser correspondente do estado da imprensa nacional. Recentemente, ela se mudou para Inglaterra e trabalha na sede da BBC, em Londres e, de vez em quando, ela coloca no Instagram as suas brechadas pelas terras inglesas e rapidamente fiquei curiosa para saber como é a sua vida lá.

Simpática, ela topou em trocar e-mails e respondeu sobre as minhas dúvidas de como é morar lá. Se é do jeito que Caetano Veloso disse em “London, London” ou não. Ela mora lá desde outubro de 2017, quando passou no processo seletivo da maior empresa de comunicação do país. “Já havia visitado a cidade, como turista, em 2013, em um roteiro que também incluiu Roma e Veneza, na Itália. Na época, fiquei 2 dias e meio em Londres e só deu tempo visitar os principais pontos turísticos e assistir a um musical. Tudo super corrido e caro, comparando com as cidades italianas – que usam o Euro e não a Libra, a moeda britânica”, que reside com o marido Ricky Damasceno, que é um testador de jogos numa empresa multinacional.

A sua primeira impressão era de um país seguro e com infraestrutura que realmente funciona, como a utilização do transporte público e diversas atividades de lazer. Porém, teve que se acostumar com comportamentos estranhos, como os volantes dos carros instalados do lado direito e atravessar a rua.

“Foi difícil me acostumar a olhar para o lado certo, apesar de as ruas terem inscrições no chão indicado quando é preciso olhar para esquerda ou para a direita rs. Além disso, não só os ingleses, mas os vários imigrantes que vivem em Londres andam com muita pressa. Você sente muitas vezes que vai ser atropelado se não for no mesmo ritmo deles, principalmente nas ruas mais movimentadas e nas estações de metrô.”.

Além disso, ela conseguiu ter algumas experiências como uma moradora londrina. “Poderia citar que adoro ir aos pubs mais locais, frequentados por quem vive em Londres, também adoro descobrir o que vários parques públicos têm ao me oferecer, adoro juntar as pessoas e ver como os londrinos ficam animados para o verão, se estendendo na grama, sob o sol ou comendo ao ar livre.”.

Ainda falou de algumas experiências diferentes para quem está acostumada com o sol escaldante de Natal. “Até sentir a neve caindo no rosto vira uma experiência incrível”, relatou. “Citaria ainda que foi muito legal ir a um parque de diversões de inverno, que só funciona na época do Natal, sentir nele o vento congelante no rosto enquanto era arremessada no ar por brinquedos gigantes rsrs e comer nas várias barraquinhas de comida de rua que tem dentro”.

Renata nos primeiros momentos experimentando a neve

Também citou algumas brechadas engraçadas, como ir à Windsor e “juntar à multidão que acompanhou nas ruas do príncipe Harry e Meghan Markle.” (foto acima do título). E também a cidade-natal do famoso escritor William Shakespeare.

“Ir à Stratford Upon-Avon, cidade perto de Londres onde nasceu William Shakespeare e cuja economia é movida até hoje pela obra dele; e ir à Brighton, uma praia linda que tem pedras no lugar da areia, um monte de gaivotas voando e a água super gelada, mas que vale muito conhecer. É a mais diferente em que estive até agora.”.

Mas isso não quer dizer que não sente falta de Natal. “[Sinto falta] Da minha família, dos meus amigos, dos meus gatos, da comida que minha mãe e minha sogra faziam, de carne de sol, queijo de coalho, água de coco e suco de maracujá com a fartura que temos. De ter praias bem pertinho de casa e, no inverno, também sinto a maior falta do mundo do sol (risos).”.

Calma, o seu retorno está programado para setembro de 2019, no entanto as aventuras na terra da rainha estão gravadas para sempre.

Confira os jingles e campanhas das eleições gerais de 1989

No segundo semestre deste ano haverá eleições gerais no Brasil, na qual escolheremos o Presidente da República, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. A primeira eleição, após o fim da Ditadura Militar aconteceu em 1989 e foi bastante comentada (manipulada) pela imprensa nacional e muito analisada pela mídia internacional. Até hoje, sociólogos e filósofos estudam o impacto desta mudança política. No total, 22 candidatos a Presidente e 22 a Vice-presidente do Brasil concorreram na eleição. Os principais candidatos à presidência foram: Fernando Collor de Mello (PRN, atual PTC), Luís Inácio Lula da Silva (PT), Leonel Brizola (PDT), Mário Covas (PSDB) e Paulo Salim Maluf (PDS).

Como vocês podem perceber, apenas Lula, Brizola e Mário Covas foram do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que eram opositores do Regime Militar. Mostrando que a representatividade dos partidos considerados de “esquerda” sempre foi minoria.

Uma curiosidade é que em novembro de 1989, com a campanha presidencial em andamento, Silvio Santos foi anunciado como candidato à presidência pelo PMB no lugar do pastor evangélico Armando Corrêa (ainda bem que as coisas mudaram, não é mesmo?), que era o candidato oficial do partido, e para a vice-presidência, foi escolhido o deputado federal paraibano Marcondes Gadelha. Também foi cogitada renúncia do candidato Aureliano Chaves, do PFL (Partido da Frente Liberal, hoje Democratas, no qual um dos líderes é o senador Agripino Maia), um partido maior e mais poderoso, para que Silvio o substituísse.

Silvio chegou a fazer algumas gravações para a propaganda eleitoral, pedindo votos para o número 26, do PMB, com insistência, pois não haveria tempo para mudar o nome impresso nas cédulas de votação.

A alguns dias da eleição, Silvio Santos teve seu registro de candidatura impugnado pelo Tribunal Superior Eleitoral, por irregularidades no registro do PMB, uma vez que o partido fizera convenções partidárias em apenas 5 estados, em vez de 9. Em suma, ele não conseguiu se candidatar.

Dentre as coligações existem vários nomes bizarros, como Aliança Liberal Cristã (mostrando que a Bancada Evangélica sempre esteve presente na política nacional), União Campo Cidade (apoiada pelos ruralistas) e Movimento Brasil Novo, uma coligação em que o candidato é Fernando Collor, sendo suas propostas  similares às dos movimentos nacionalistas que lutaram a favor do impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

Por falar no impeachment, algumas figuras que votaram a favor também estiveram como candidatos, este é o caso de Ronaldo Caiado.

O vencedor de 1989 foi Fernando Collor, vencendo em 23 estados brasileiros, inclusive no Rio Grande do Norte.

Aqui estão as campanhas dos principais candidatos:

Em seguida estão os candidatos nanicos: