[CRÔNICA] Mantenha a calma e as coisas se resolvem

Para uma pessoa que transpira ansiedade o tempo todo, o colega pedir calma é uma blasfêmia. Por mais que o corpo pareça estar mexendo o tempo todo, por dentro eu estou de coração e mente sã. Conhecer o meu corpo foi algo que estou aprendendo cada dia. Assim como colocar limites na minha vida. A ansiedade é o sofrimento por antecipação. Os meus sofrimentos geralmente aparecem quando chega o medo de falhar e posso me descontrolar quando isto acontece.

Mas, isto não aconteceu. O que estava planejando para quinta?

  • Trabalhar na agência de publicidade o dia todo.
  • Estudar
  • Fazer freelancer
  • Monitorar e escrever algo para o blog nos próximos dias
  • Ir para terapia

Só fiz o trabalhar e ir para terapia, mas eu estava feliz e despreocupada. Evitei o estresse, pois sabia que eu iria resolver mais cedo ou mais tarde.

Todos nós gostamos das coisas bem planejadas e encaixadas para que saia perfeitamente os nossos objetivos do nosso dia. Para muitos, o dia bom é quando aquele sai tudo nos conformes, porém nem sempre deveria acontecer. Durante toda quinta-feira (21), o Brechando ficou fora do ar por conta de um problema entre o wordpress e o Hostgator (onde o site fica hospedado). O que deveria ser horas de aflição, foi um dos períodos que tive manter a calma, uma vez que os views caíram mais de 60%, sem contar que perdi um dia de monetização. Poderia chorar, xingar todo mundo e falar muitas asneiras, pois sei que os planos podem alterar.

A vida em seus métodos diz calma
Vai com calma, você vai chegar
Se existe desespero é contra a calma, é
E sem ter calma nada você vai encontrar

Como já dizia o Di Melo

A saída do blog repentina ao ar tive que pensar rapidamente o que fazer na hora de voltar, como concentrar no meu trabalho de social media e que medidas tomaria enquanto as pessoas estão assistindo a vitória ou derrota da seleção brasileira. Na teoria, eu queria planejar agosto, a revista do blog (previsão de lançamento para setembro) e continuar monitorando as redes sociais que monitoro, tanto na agência aonde trabalho quanto em freelancer.

Aprendi nesses três anos de Brechando e seis anos atuando como jornalista (contando com os meus estágios), que a vida de uma pessoa que trabalha com Comunicação Social, principalmente no webjornalismo, é rápida e nunca tem uma história linear para contar.  Já cheguei a chorar de raiva a passagem de ônibus perdida por ter ido ao estágio em portal de notícias e o hospedor ou a internet está fora do ar. A parte ruim era que nenhum jornalista, muito menos eu, sabia de coisas relacionadas à informática, tudo era terceirizado. Mas, trabalhando independente as coisas mudaram e isto foi uma coisa benéfica.

Com o Brechando, eu tive que ser jornalista, contadora, administradora e a menina da informática ao mesmo tempo. Poderia ser um trabalho exaltante, porém ele me ensinou a ter calma e aprender muitas funções que nunca aprenderia se estivesse nos bancos da faculdade ou trabalhos considerados tradicionais.

Além disso, eu sempre estou em constante mudança. Apesar do site não ter tido a presença física na quinta-feira, por dentro eram várias conversas com a Hostgator )enquanto terminava uma montagem de um cliente no Photoshop ou monitorando quantas pessoas tinham comentado naquele post que deveria viralizar), mudança forçada do layout e também na atencipação da nova logo, que iria ser apresentada no dia 09 de julho.

Por que? Porque 09 de julho é o lançamento da campanha de financiamento coletivo da revista do Brechando no Catarse, no qual informaremos todos os detalhes. Serão matérias bem mais extensas que o site, mas sem perder a essência editorial, que contará com a ajuda de uma galera muito legal.  Até setembro, eu postarei diversos assuntos relacionados à revista, nem que seja uma vez por semana.

A intenção da logo é mostrar que o blog está de olho (literalmente) em todos os lugares e observando pelas brechas da vida urbana em que eu e outras pessoas circulam por aí. Vamos olhar todos os detalhes da cidade ao infinito e além, como diz o Buzz Lightyear.

Durante a noite, eu tive que pagar de nerd e mexer em banco de dados e mais conversas com o hospedor.

Nunca vou dizer que foi um dia perdido, mas um dia de mudar os planos, manter a calma e renovar sempre.

A pausa serve, muitas vezes, antecipar planos que estavam postergando. Crie, continue e procure conhecimento!

Por brechadas mais internas, por favor!

Musical de Mamonas Assassinas terá duas sessões em Natal no mês de julho

O musical sobre o Mamonas Assassinas volta para Natal entre os dias 21 e 22 de julho, no Teatro Riachuelo. Chamado de “O Musical Mamonas” já foi visto por mais de 80 mil pessoas por todo o país e conta a história do grupo natural de Guarulhos (SP) e conta com  direção de José Possi Neto e texto de Walter Daguerre, que retrata de forma divertida a história dos “Mamonas Assassinas”. 

A direção de José Possi Neto constrói uma narrativa não linear como forma de explorar ainda mais o humor. Os figurinos de Fábio Namatame, entre eles as fantasias de presidiários, Robin e Chapolin, ressaltam a comicidade do musical.

Na temporada 2018, os atores Rafael Aragão, Jessé Scarpelini, Elcio Bonazzi, Arthur Ienzura e Reginaldo Sama formam o quinteto que teve uma carreira apoteótica nos anos 90 e que, num terrível acidente aéreo, há 20 anos, deixou a cena pop brasileira.A peça narra o olhar dos cinco meninos de Guarulhos está retratado no texto. É como se o Dinho, Bento, Samuel, Júlio e o Sérgio contassem a trajetória do grupo desde o tempo em que eram desconhecidos, quando animavam festas de condomínios, até o reconhecimento nacional.

Para o diretor, os Mamonas são herdeiros diretos de Oscarito e Grande Othelo. De Dercy Gonçalves. Do Velho Guerreiro e dos Trapalhões.

A idealização e realização do espetáculo são dos produtores associados Rose Dalney, Marcio Sam e Túlio Rivadávia “Nossa intenção é sempre inovar realizando algo que represente nossa identidade brasileira, teatro musical com a alegria e irreverência que é própria do nosso país, e os Mamonas Assassinas são um dos principais representantes dessa irreverência.” comenta Túlio Rivadávia. Os produtores contam que o trio não apenas produziu, mas também colaborou em todo o processo de elaboração da trama. Walter Daguerre, o mesmo autor de “Jim, o Musical” traz para o texto uma estética de brincadeira que permeia todo o espetáculo, apresentando a mesma descontração e escracho que a banda demonstrava dentro e fora dos palcos.

Apresentado e Patrocinado pela BB Seguros, o espetáculo tem arranjos inéditos e releituras adaptadas, feitos por Miguel Briamonte, diretor musical, que também compôs canções originais e paródias com a colaboração de todo o elenco. A banda toca ao vivo no palco e é composta por cinco músicos, responsáveis por levar ao coração do público sucessos como “Vira-Vira”, “Robocop Gay”, “Sabão Crá-Crá” e “Pelados em Santos”. Vanessa Guillen é a responsável pelas coreografias.  A luz é de Wagner Freire e cenário de Nello Marrese.

Sobre o Mamonas Assassinas

Mamonas Assassinas foi uma banda brasileira de rock cômico formada em Guarulhos em 1990. Seu som consistia numa mistura de pop rock com influências de gêneros populares, tais como sertanejo, brega, heavy metal, pagode, forró, música mexicana e vira. O único álbum de estúdio gravado pela banda, Mamonas Assassinas, lançado em junho de 1995, vendeu mais de 3 milhões de cópias no Brasil. Com um sucesso “meteórico”, a carreira da banda (sob o nome Mamonas Assassinas) durou pouco mais de sete meses, de 23 junho de 1995 a 2 de março de 1996, quando o grupo foi vítima de um acidente aéreo fatal sobre a Serra da Cantareira, no estado de São Paulo.

Ficha Técnica:

Texto: Walter Daguerre

Direção Geral: José Possi Neto

Direção Musical: Miguel Briamonte

Elenco: Rafael Aragão – Dinho/ Jessé Scarpellini – Julio/ Reginaldo Sama – Bento

Pedro Reis – Samuel / Arthur Ienzura – Sergio / Igor Miranda – Rick Bonadio

Ensemble: Pamella Machado / Thalita Trevisani / Ale Brandini / Maria Clara Manesco

Caio Zalc / Guilherme Pivetti / Lucas Corsino / Fábio Lima / Bruno Ospedall

Apresentado por Ministério da Cultura

Apresentado e Patrocinado por BB Seguros

Realização: MINIATURA 9

Produção local: Jorge Elali Produções

Você conhece o Palhaço Facilita?

O circo sempre fez parte da alegria das pessoas, assistimos as apresentações dos motoqueiros no Globo da Morte, dos trapézios, malabares e dentre outras atividades. Uma figura sempre está presente no picadeiro é o palhaço e no Rio Grande do Norte temos Espaguete e Ferrugem, Gordurinha, Bisteca e Bochechinha e o Facilita, um dos pioneiros a ter circo no Rio Grande do Norte. O último citado se tornou uma figura popular no estado, o seu circo existe há mais de 40 anos e atualmente está instalado no interior do estado e bairros periféricos.

Atualmente, o circo está na cidade de São Gonçalo do Amarante, região Metropolitana de Natal. Sim, ele ainda está atuando e não pretende parar:

Com certeza os seus pais já assistiram alguma de suas apresentações. O nome dele é José Milton Mariano da Silva e nasceu na cidade alagoana de São José da Lage. Começou a trabalhar no circo ainda adolescente e no início ele vigiava a cerca, trabalhava na limpeza e vendia pipoca, aos poucos conquistou seu espaço como palhaço, cujo seu nome inicial era Desmantelo.

Como surgiu Facilita? Por coincidência veio por conta de uma apresentação do Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Facilita conta que foi entrar no palco e Gonzagão perguntou como se chamava, o palhaço disse que não gostava do nome. Então, o pernambucano de Exu prontamente respondeu que se chamaria Facilita, título da música dele que estava bem famosa na época dele. Um dos versos da música é:

“…Tua saia, Bastiana, termina muito cedo/Tua blusa, Bastiana, começa muito tarde/Mas ela respondeu: Oi, facilita/Pra dançar o xenhenhém, oi, facilita/Pra peneirar o xerém, oi, facilita/Pra dançar na gafieira, oi, facilita/Pra mandar pra lavadeira, oi, facilita/Pra correr na capoeira, oi, facilita/Pra subir no caminhão, oi, facilita…”.

Começou a montar o seu próprio circo em São José de Mipibu. Assim ele fez uma família de circenses, os seus filhos também atuam no picadeiro, no qual uma delas já passou pelo Circo de Beto Carreiro em Santa Catarina.

O Palhaço é tão conhecido nas terras do Rio Grande do Norte que quando o Le Cirque esteve em Natal, ele foi tietado pelos palhaços do “fabuloso circo francês”. Veja a postagem a seguir:

O Circo também recebeu diversos artistas para o seu circo, sabia que Gretchen se apresentou no picadeiro quando o mesmo estive no bairro da Redinha? Isso mesmo.

No ano de 2013, a produtora Caminhos fez um documentário contando a sua história, dirigido pela jornalista e radialista, Érica Lima. A trilha sonora ficou por conta do cantor Fernando Luiz. O documentário completo, apenas 20 minutos, pode ser visto a seguir: