Haverá um evento para exibir as empresas de Startup de Comunicação Social

O que é uma Startup?

Nem toda nova empresa é uma startup. Muitas pessoas dizem que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup. Outros defendem que uma startup é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. Mas há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversos especialistas e investidores: uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.

Portanto, é uma empresa emergente é uma empresa recém-criada, ainda em fase de desenvolvimento e pesquisa de mercados. O termo tornou-se popular internacionalmente durante a bolha da internet, quando um grande número de “empresas.com” foram fundadas.

Entretanto, não só as empresas voltadas para inovação tecnológica possa ser uma startup. A Comunicação Social, com o fim de diversas redações e o advento da internet, estão criando vários modelos de negócio, principalmente para inovar o significado das profissões de jornalistas, radialistas, publicitários e relações públicas.

De acordo com novo levantamento da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o número de empresas em estágio inicial no Brasil chegou a 4.151 ao final de dezembro de 2015, um crescimento de 18,5% em apenas seis meses. O ano de 2017, por exemplo, é considerado o ano das startups.

Por isso, o Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte 9UFRN) fará um evento chamado Exibecom Startup 2017, cujo objetivo é enriquecer e expandir a prestação de serviços de comunicação e entretenimento nos mercados regional e local. O nome é uma sigla para Exibição de Empreendedores em Comunicação e Entretenimento. O evento é aberto a toda a comunidade acadêmica.

O evento de extensão, presente no calendário semestral do curso de Comunicação Social desde 2009, dispõe-se a apresentar projetos inovadores desenvolvidos pelos alunos dos cursos de Jornalismo, Radialismo e Publicidade no decorrer do componente curricular Gestão em Comunicação, ministrada pelo Professor Ronaldo Mendes.

Durante os processos de desenvolvimento dos projetos, os estudantes vão planejar o produto ou o serviço e estruturar a gestão da organização, gerir pessoas e desenvolver serviços no sentido de lançar no mercado de comunicação propostas social e economicamente viáveis.

Os vinte projetos expostos têm o objetivo de divulgar e promover novos empreendimentos em comunicação e entretenimento com modelos inovadores de negócio na área com novas marcas, produtos e serviços oferecidos ao mercado consumidor e aos investidores.

Como era um evento de anime/cultura pop nos anos 2000 em Natal

Os eventos de cultura pop em Natal foram criados nos anos 2000. Inicialmente, alguns começaram na Capitania das Artes, no bairro da Ribeira,  e depois foram parar nas quadras de algumas escolas da cidade. Atualmente, eventos como o Saga e Yujô estão atraindo grandes artistas da cultura pop, como bandas, cantores, Youtubers, dubladores e dentre outros. Além disso, os natalenses estão arrasando em fazer cosplay e competindo em grandes cidades, como São Paulo.

Inicialmente, porém, nem tudo eram flores e era feito no maior perrengue. Hoje são chamados de eventos de cultura pop, mas antigamente dizíamos que era evento de anime. A maioria eram feitos de forma improvisada, inclusive os cosplays, no qual eram feitos de qualquer jeito. Alguns chegavam até descolorir os cabelos para ter a cor dos personagens favoritos. O jogo favorito era a máquina de dança Pump It Up. O League of Legends não existia, havia campeonatos de Tibia e CS. Os videogames da época eram o Playstation e o Xbox, que estava começando a dominar o mercado. Nos 2000, o pop coreano ainda era pouco escutado e os jogos de tabuleiro eram jogados por poucas pessoas, só quem era fissurado em RPG.

Olha que televisão de tela plana era para o pessoal rico, o pessoal jogava os videogames desta seguinte forma:

Muito comum fazer cosplay de personagens de Naruto

Comecei a frequentar estes eventos em 2007, e achava aquilo o máximo e uma ótima forma de ganhar novos amigos, fazer coisas que não seria julgada se fosse em outros lugares da cidade e adorava escutar as músicas que estavam rolando, pois só tinha apenas a 103 FM para escutar e o resto da cidade tinha festa de Forró ou Axé. Sem contar que as festas ficavam mais perto da minha casa e era muito acomodada para ir à Rua Chile.

Achava engraçado o pessoal que fazia cosplay de qualquer jeito e não importava se estava acima do peso para andar de barriga de fora com o objeitvo de fazer um personagem de mulher sedutora. Eram poucos cosplays considerados muito bons. Olha como eram os cosplays do Saga de 2006:

O que era considerado bom cosplay? Este Darth Vader a seguir:

Olha como os artistas conversavam com um público: Tablado improvisado e cadeiras de plástico.

Agora eles possuem um palco grandão no meio do gramado na Arena das Dunas.

Os poucos canais de imprensa que vinham cobrir o evento sempre dizia nas suas reportagens que éramos gente esquisita que se reunia para falar de coisas esquisitas. Ficávamos irritados, pois eles “estavam falando mal do evento”.

Saga há 10 anos atrás

Como a gente sabia que estava rolando o evento? Através de cartazes espalhados, feitos no Photoshop CS2 e letra Comic Sans, nas lojas que vendiam Mangá na cidade ou através do Orkut (não existia tantas redes sociais) e amigos. De vez em quando tinha algum organizador que colocava a foto do cartaz em seu fotolog. Nada de publicação impulsionada via Facebook ou Outdoor gigante. Como falei anteriormente, antigamente os repórteres achavam este pessoal bastante esquisito, mas depois utilizaram os eventos como pauta para matérias gigantes de um programa de entretenimento.

Campeonatos de PS2

As atrações musicais eram feitas por bandas potiguares, que sabiam tocar as aberturas e encerramentos de alguns desenhos. Alguns dos integrantes destas bandas chegavam a cantar Power Metal ou algum gênero de Heavy Metal. Foi a primeira baladinha de muitos adolescentes alternativos da capital do Rio Grande do Norte.

O velho Pump de guerra

A cobertura oficial dos eventos geralmente era feita por alguém que tinha uma câmera que filmava o ambiente, editava no Windows Movie Maker e soltava no You Tube assim:

Ou esse daqui:

Apesar disso, as pessoas se divertiam bastante nestes eventos feitos de forma improvisada. Agora a intenção destes eventos é se profissionalizar e ficarem cada vez mais parecidos com a Comic Con.