Curta “Sem Retrato, Sem Bilhete” consegue angariar recursos para produção

O projeto “Sem retrato e sem bilhete”, de Babi Baracho é um curta baseado na canção do sambista Noel Rosa chamada “Último Desejo”, conseguiu arrecadar os 15 mil reais que precisava para produção.  

A história tenta trazer um resgate do clima de boêmia da Ribeira através de Manoel, que está em guerra entre os desejos e frustrações, mas que os problemas, mesmo assim, conseguem trazer algumas lições. Babi é formada em audiovisual na Universidade Potiguar (UnP) e é integrante do Caboré Audiovisual.

O projeto também conta com outros colaboradores do Caboré Audiovisual, que ajudou nos últimos anos a impulsionar a produção independente de curtas. Com a diretora Diana Coelho, Baracho dirigiu sobre o grupo circense Tropa Trupe. 

O orçamento arrecado será dividido da seguinte forma: 57% para equipe, 18% para logística/produção, 13% para o Catarse, 7% para o material de arte e produção e 5% para as recompensas.

O “Sem retrato e sem bilhete” será produzido no segundo semestre. A página do Caboré contará todos os detalhes da produção e para acompanhar é só clicar neste link. Todas as pessoas que contribuíram vão receber um e-mail para falar quando serão entregues as recompensas.

Para quem nunca viu a canção de Último Desejo, ele retrata fielmente a boêmia:

Nosso amor que eu não esqueço
E que teve o seu começo
Numa festa de São João

Morre hoje sem foguete
Sem retrato e sem bilhete
Sem luar, sem violão

Perto de você me calo
Tudo penso e nada falo
Tenho medo de chorar

Nunca mais quero o seu beijo
Mas meu último desejo
Você não pode negar

Se alguma pessoa amiga
Pedir que você lhe diga
Se você me quer ou não
Diga que você me adora
Que você lamenta e chora
A nossa separação

Às pessoas que eu detesto
Diga sempre que eu não presto
Que meu lar é o botequim
Que eu arruinei sua vida
Que eu não mereço a comida
Que você pagou pra mim

Veja o documentário de 10 anos do Som da Mata

Para quem foi ou vai ao Parque das Dunas aos domingos, no fim de tarde, existe um evento chamado “Som da Mata”, no qual bandas potiguares e também de outros estados tocam no anfiteatro do espaço. É uma das poucas atividades culturais da cidade que você pode aproveitar um bom som por apenas um real, que é o preço para entrar no parque, administrado pelo Governo do Estado.

O projeto é uma parceria do Idema, do produtor cultural Marcos Sá de Paula e também de empresas privadas.

Dirigido pelo poeta e cineasta, Carito Cavalcanti, da Praieira Filmes, o trabalho registra a importância do evento não só para o Parque das Dunas, mas também aos artistas potiguares e para Natal. Dentro do filme conta com depoimentos de Diogo Guanabara, Gilberto Cabral, Erinaldo Edson e Eduardo Taufic.

Além disso, foi registrado diversos shows, inclusive a edição especial de 10 anos, no qual foi uma homenagem ao músico Manoca Barreto, falecido em 2013.

Confira o documentário a seguir:

SOM DA MATA 10 ANOS from Praieira Filmes on Vimeo.