Uma festa em homenagem aos tempos áureos da MTV

Quando era adolescente um dos motivos por escolher jornalismo foi pelo fato de querer apresentar algo na MTV, entrevistar as minhas bandas favoritas e não precisar correr atrás de políticos do Rio Grande do Norte, como alguns fazem. Mas, me ingressei de cabeça no jornalismo cultural, onde nunca mais saí. Nesta sexta-feira (9), a partir das 22 horas, no Alchemist, o jornalista Henrique Arruda promete resgatar os maiores sucessos da MTV e ainda espalhar muito amor com cupidos, pulseirinhas do sinal e poções do amor. A festa, novamente, é para angariar os recursos do Verde Limão.

A festa se chama VMB. Não quer dizer Video Music Brasil, a maior premiação da música brasileira e ficou bem famosa por esse vídeo a seguir:

https://www.youtube.com/watch?v=GXFvTZxD564

Diferente do VMB da MTV, a festa significa Vem me Beijar, por estar próximo do Dia dos Namorados, o evento promete reunir clássicos e novos sucessos do pop.
Embalado pelo dia dos namorados, a VMB (Vem Me Beijar) surge com uma proposta bem amorzinho e promete resgatar os sucessos da antiga MTV dos anos 90 e começo dos anos 2000, quando programas como o Disk MTV faziam a cabeça da galera, ao som de Avril Lavigne, Britney Spears, CPM 22, Luka, Luxúria, Spice Girls, Hilary Duff, Lindsay Lohan e tantos outros.

Ao mesmo tempo o túnel do tempo promete avançar e continuar para os dias de hoje com os maiores sucessos que certamente entrariam no pódio da parada diária, como Anitta, Pabllo Vittar, Ludmilla, Little Mix, Mc Troinha e muito mais.

Funk e pop até o chão (Foto: Lara Paiva)

As discotecagens ficam por conta de Jéssica Guerra, Emilly Lacerda, Henrique Arruda, Jéssica Petrovna e MilkShake. Vale ressaltar que a festa terá entrada GRATUITA para todas as queens que queiram participar ou performar.

De acordo com Henrique Arruda, é importante que todos compareçam a festa, visto que o filme começará a ser rodado no mês de julho com recursos arrecadados a partir destas festas.

Confirmando presença no evento você pode inclusive garantir desconto na entrada.

O filme narra a história de um menino que quer ter asas e trata da busca pela liberdade ao longo da vida. Este será o segundo projeto do jornalista e realizador audiovisual Henrique Arruda, após Ainda Não Lhe Fiz Uma Canção de Amor (2015), financiado através do Catarse e que até então já rodou cerca de 30 mostras e festivais pelo país e acumula diversos prêmios.

Verde Limão conta até agora com os seguintes apoios: “Apartamento 702”, “Dosol”, “Clowns de Shakespeare”, “Centro Cultural Dosol”, “Ateliê Bar”, “Brechando”, “Copo Design”, “Achemist” e “Cereja Comunicação”. A produção do curta-metragem é assinada pela Bobox Produções Culturais.

VERDE LIMÃO III – VMB: VEM ME BEIJAR

Quando? 09 de junho de 2017

Que horas? A partir das 22h

Onde? Alchemist (Rua Chile, Ribeira)

Quanto? R$ 10 (confirmando presença no evento do Facebook)

R$ 15 (na hora)

FREE para DRAGS

Classificação: 18 anos

Estudantes fazem campanha de criar escada para Comunidade do Jacó

Um grupo de estudantes de Direito e Arquitetura resolveu tomar uma atitude para ajudar a Comunidade do Jacó. Os discentes de Direito e Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) querem criar uma nova escada de acesso aos moradores da zona Leste da capital potiguar, mais precisamente do bairro das Rocas.

O local é rodeado por prédios de alto padrão, avenidas movimentadas, pontos comerciais, repartições públicas e pela praia.  Infelizmente, ela só é visível para contar que é uma área de risco de desmoronamento causados pelas fortes chuvas ou quando alguém morre por consequência do tráfico de drogas. Em abril do ano passado, um muro de contenção foi construído mas derrubado na primeira chuva.

Durante a Copa de 2014, o local teve 17 casas derrubadas pelas chuvas.

De acordo com o Montyrum, grupo responsável pela campanha, a comunidade é “habitada por uma média de 100 famílias, compostas por membros das mais diversas faixas etárias e que, no geral, apresentam boas relações entre si, é um espaço de relativa tranquilidade. No entanto, essas pessoas enfrentam diariamente os efeitos da inércia do Poder Público e de sua invisibilidade diante da sociedade natalense: a comunidade apresenta terrenos em áreas de risco de desabamento; grave problema de drenagem do solo em algumas de suas áreas, o que causa alagamentos e proliferação de vetores de doenças infecciosas; ausência de serviços públicos básicos e de iniciativas públicas de regularização fundiária das moradias; além de muitos outros, como o problema da acessibilidade, que é foco desta campanha”.

Mas por que instalar uma escada? Você sabe aonde fica a comunidade? Não? Tente pesquisar no Google. Não achou? Porque o acesso dela é muito difícil tanto para pedestre quanto aqueles que vão de carro. Breche o vídeo da campanha a seguir:

Como vocês viram no vídeo, é urgente necessidade de reforma da escada, que é um dos principais acesso à comunidade, e se encontra em estado lastimável, como exposto no vídeo da campanha. Na busca da efetivação do projeto da nova escadaria, é necessário o apoio financeiro externo, uma vez que se trata de uma comunidade de baixa renda e o Programa Montyrum não dispõe de recursos financeiros para tal intervenção.

Dessa forma, foi pensada a campanha para financiamento coletivo através da internet, que possui além da praticidade, um amplo alcance.

A decisão final pelo projeto de reforma da escada, aqui apresentado, foi fruto de um longo processo, com ampla participação da comunidade, desde a conversa onde surgiu a demanda até a discussão sobre as propostas de projeto. Nas últimas visitas do Motyrum à Comunidade, foram apresentados dois projetos: um de rampa e outro de escada, assim como seus respectivos prós e contras.

Assim, praticamente à unanimidade, foi escolhido o projeto de escada, que consiste na reparação e adequação do acesso atual. Além disso, foi estipulado, por profissionais da área, o orçamento de R$ 4.500,00 que inclui materiais, equipamentos e mão de obra. A proposta consiste na melhoria e adequação da escada atual aos padrões especificados pela ABNT. Para tanto os degraus serão regularizados, serão acrescentados patamar, corrimão e iluminação, proporcionando um caminhar confortável e seguro aos usuários.

O projeto quer mostrar como fica o antes e depois:

Escada do projeto e como ela está atualmente (Foto: Montyrum)

Até o momento foram arrecadados 38% dos recursos, para ajudar é só clicar neste link.

A campanha conta com o apoio da Comunidade do Jacó e do Projeto Núcleo Urbano, trazendo contribuições técnicas, estão os Projetos “Escritório Piloto de Engenharia Civil” (EPEC) e “Atelier de Projetos de Arquitetura e Urbanismo” (APAU), também da UFRN, que tem, dentre seus objetivos, a atuação junto a comunidades em situação de vulnerabilidade nas questões relacionadas à Engenharia e à Arquitetura.

Sabe o que é a Rampa? Era aqui que concentrava os aviões antes do aeroporto

Este prédio fica no bairro de Santos Reis e parece uma casa de praia, na primeira impressão. Pouca gente sabe, ele ajudou no crescimento da população natalense. Ainda mais, o prédio é o símbolo da presença dos norte-americanos em Natal durante a Segunda Guerra Mundial: a rampa. É uma antiga estação de passageiros e de transporte de correspondências, utilizada como base para receber hidroaviões. Naquela época, a capital potiguar não tinha aeroporto, então utilizavam este prédio para a área de embarque e desembarque de pessoas.

Naquela época era comum a utilização de hidroaviões, principalmente nas rotas aéreas que cruzavam longos trechos de oceanos e mares. Por sua proximidade com a África e a Europa, Natal foi escolha natural para sediar uma base. À época, grande parte dos voos entre a Europa e a América do Sul faziam escala no local.

Inicialmente, o prédio foi construído na década de 30. Inicialmente não era para fins militares, mas ajuda nas atividades das companhias aéreas Pan American, Pan Air do Brasil e Lufthansa (empresa alemã). Era um terreno que pertencia à Marinha, inicialmente foi só construída uma rampa de concreto, por isso o nome.

As primeiras aeronaves a pousar regularmente no rio Potengi, em Natal, foram as da empresa Nyrba Air Lines (New York / Rio de Janeiro / Buenos Aires), em janeiro de 1930, vindas dos Estados Unidos. Os aviões ficavam atracados em flutuadores montados próximos às margens do rio. Neste mesmo ano, a empresa é substituída pela Pan America Air Lines, a Pan Am. Anos depois, estima-se que em 1934, a Panair – subsidiária Pan Am no Brasil – melhora a estrutura de flutuadores, evoluindo para uma atracação fixa,

As empresas se dividiram basicamente entre dois locais; um no Campo de Parnamirim, afastado da cidade e exclusivo para aviões e o outro destinado às amerissagens dos hidroaviões, nas margens do estuário do rio que banha a cidade de Natal, o Potengi.

Somente na Conferência de Potengi foi acordado entre Getúlio Vargas e Franklin Roosevelt que a Rampa e o Campo de Parnamirim (Parnamirim Field) se transformaria em uma base militar para os americanos durante a Segunda Guerra Mundial.

Foi assim que começou a construir as estações de pouso e os seus arcos e torre de controle que marcam este local histórico. Paralelo a esta situação são construídas rampas de acesso para a retirada dos hidroaviões da água e manutenção em terra.

O terminal dos aviões norte-americanos sendo construído (Fundação Rampa)

Foi neste período que marcou a chegada dos Estados Unidos em Natal, que fez a vida dos natalenses virar de ponta cabeça.

Conferência do Potengi, encontro do presidente Franklin Roosevelt e Getúlio Vargas

Após o final da Segunda Guerra Mundial, a necessidade de estações de hidroaviões como a existente as margens do rio Potengi decresceu. As áreas militares utilizadas a margem do rio Potengi foram devolvidas aos brasileiros em 1946.

Parte ficou com o Exército e outra para Força Aérea Brasileira (FAB), que ali implantou uma área de lazer para seus membros, que se tornou uma forte geradora de diversas atividades sociais, tanto para os militares, quanto ao povo natalense. Um exemplo disso foi um restaurante no local.

Rampa também foi restaurante (Foto: Tok de História)

No ano de 1990, ele foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (IPHAN). E como ela está? Em 2000, foi entregue a União que não realizou alguma atividade no local. Hoje, a Rampa estava em estado de abandono e há muito tempo estava passando por um período de reforma. A foto a seguir mostra o estado de abandono:

Foto: Frank McCann

Há três meses, o Governo do Estado decretou o retorno das obras, que pode ser conferido nesta postagem a seguir: