O que é feito aquele pirulito de tábua?

Com certeza, você já passou por alguma feirinha ou evento relacionado às comidas típicas do Nordeste e já viu este pirulito. Mas o que ele é feito? Só sabemos que ele é muito bom e engana aquela fome enquanto o jantar ainda não está pronto. Ele se chama de pirulito de tábua, pois o vendedor o coloca numa tábua cheia de buraquinhos. Era bem comum antigamente, mas com a industrialização das balas, a venda desta iguaria se tornou bastante rara.

Muitas vezes tinha de chupar com papel e tudo pois o sol forte derretia o caramelo e o papel grudava, ficando difícil retirá-lo. Hoje é mais comum ver a venda deste produto no Litoral Norte do Rio Grande do Norte.

Assim como a rapadura, ele é feito de mel e limão. Para fazê-lo, lembra um pouco do caramelo, no qual você tem que queimar o açúcar e fazer com que ele se transforme em caldo. Porém, antes de chegar ao caramelo, o doceiro, tira do fogo e coloca nas forminhas em forma de guarda-chuva e é só esperar esfriar. Não precisa colocar na geladeira.

Na internet, eu achei um vídeo de um rapaz ensinando a fazer um pirulito, sendo que utilizou forminhas de gelo e corantes. Confira:

Seis museus alternativos na cidade para conhecer

“Natal não tem museu”, quem nunca escutou esta frase? O Brechando  vai quebrar este argumento e mostrar que Natal tem museus sim e alguns bacanas para conhecer. Confira a nossa litinha:

Museu das Naus 

Foto: Iate Clube de Natal

O Museu das Naus foi inaugurado no dia 24 de agosto de 2012 e foi fundada pelo arquiteto João Maurício. A intenção é contar a história do descobrimento do Brasil até fundação da cidade do Natal através da evolução das embarcações de navegação. O museu fica no Iate Clube de Natal, no bairro de Santos Reis.

Museu de Arte Sacra

Muitos conhecem a Igreja Santo Antônio, conhecida como a Igreja do Galo. Sabia que lá tem um museu? Sim, lá abriga o maior acervo de arte sacra do Rio Grande do Norte. Criado em 21 de dezembro de 1988, o Museu de Arte Sacra do Rio Grande do Norte o objetivo é “recolher, inventariar e expor objetos de arte religiosa do Estado, cujo patrimônio, pela sua qualidade e importância histórica, merece ser preservado”.

O museu possui apenas três salas que reúne um acervo com imagens de santos dos séculos XVII a XX, além de pinturas, alfaias, mobiliário, ourivesaria e prataria utilizadas no culto religioso. Tem, ainda, oratório de camarinha, voltado para a devoção doméstica.

Museu dos Minérios

O Museu de Minérios do RN possui um acervo de 1.800 peças. As amostras são de diversos materiais, desde argila, passando pelo ferro e pedras preciosas.  O espaço ocupa uma área de 670,62 m², divididos em dois pavimentos, com oito ambientes internos e fica dentro da unidade central do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN).

Memorial Câmara Cascudo

Perto da antiga catedral de Natal, existe uma estátua com a imagem de Luís da Câmara Cascudo sendo segurado por uma mão, este é o ponto de referência para adentrar ao prédio do Memorial Câmara Cascudo, um museu que visa preservar e divulgar a vida e a obra de Luís da Câmara Cascudo, abordando diversos aspectos, com destaque a biblioteca particular de Câmara Cascudo, com cerca de 10 mil volumes de diversos assuntos como folclore, religião, história, biografias e romances, conta ainda com quadros que retratam momentos marcantes da vida de Câmara Cascudo. A biblioteca é considerada “rara” por possuir obras do início do século passado e livros em diversos idiomas. Grande parte dos livros tem anotações de próprio punho de Cascudo e dedicatórias dos autores.

Museu da Imprensa

O Museu da Imprensa Oficial Eloy de Souza fica no Departamento Estadual da Imprensa, na Ribeira, onde funcionou por muitos anos o jornal “A República“. O museu existe desde 2003 e é uma homenagem ao Eloy de Souza, um dos pioneiros do jornalismo potiguar. Lá se vê como eram feitos os jornais, como as máquinas impressoras funcionavam, o conteúdo da imprensa (colunas, formas de notícias, artigos doutrinários etc., e até romances em capítulos).

Casa de Câmara Cascudo

A casa foi construída em 1900 pelo industrial Afonso Saraiva Maranhão, em forma de na forma de um chalé, e adquirida, em 1910, pelo futuro sogro de Câmara Cascudo, Desembargador Dr. José Teotônio Freire (1858-1944). Em 1947, Cascudo comprou o chalé da sua sogra Dona Maria Leopoldina Viana Freire, e lá ele viveu até o fim de seus dias, em 1986. Em 1990, ela foi tombada a nível estadual pela Portaria No. 045/90, como forma de preservação e conservação histórica.

Em 2001, o local tornou-se um museu. Na residência estão dez coleções e todo acervo bibliográfico e documental de Câmara Cascudo. Curiosidades como as paredes autografadas da biblioteca, a preciosa pinacoteca, o mobiliário de época e a coleção de comendas, são algumas das atrações da instituição, que testemunha uma vida dedicada ao saber e a cultura do Brasil.

 

Por que essa travessa de chama Aureliano?

Em uma das partes da Ribeira, tem ruas que possuem nomes de coronéis, mas apenas uma se chama Travessa Coronel Aureliano Medeiros. Mas, quem foi o Coronel Aureliano Medeiros? Após uma longa pesquisa, a travessa recebe o nome do rapaz que criou o Solar Bela Vista, conforme falamos nesta postagem aqui. O Solar foi construído em 1907, quando o Coronel Aureliano Medeiros começou a construir o palacete residencial que depois veio a ser conhecido da cidade como Hotel Bela Vista na subida da Junqueira Aires (hoje, Avenida Câmara Cascudo). Ele é este rapaz da pequena foto a seguir:

O nome completo dele é Aureliano Clementino de Medeiros, veio da Paraíba e se tornou um homem bem sucedido no Rio Grande do Norte. A família transferiu-se para Macaíba (1868) onde, mais tarde, tornar-se-ia comerciante e constituiria considerável patrimônio. Em fins do século XIX, além de solidamente estabelecido no comércio e já próspero proprietário de imóveis, foi eleito Presidente da Intendência (Prefeito) naquele município, onde construiu a primeira ponte da cidade. Depois do mandato, resolveu transferir-se para Natal. No início do século XX, ele virou proprietário da casa de verão dos Albuquerque Maranhão, onde hoje é o Hospital Universitário Onofre Lopes.

O coronel Aureliano Medeiros foi casado duas vezes. Do primeiro casamento, com Apolônia, nasceram dois filhos, José Medeiros e Manoel Medeiros. Na verdade um casamento que não chegou a durar muito, chegando logo a viuvez.

Apolônia, primeira mulher de Aureliano

Depois, o Coronel Aureliano Medeiros casou com D. Rosa Teixeira de Carvalho, do Engenho Cajupiranga, hoje São José de Mipibu. Desse casamento nasceram Irene, Olímpia, Amélia, Aurélia, Maria Leonor, Aureliano Filho, José Ulisses, João Batista de Medeiros e Oswaldo Medeiros. Foi a dona Rosa, a homenageada pelo Solar Bela Vista.

Os dois últimos citados no parágrafo anterior chegaram a estudar na Suíça, como recomendava ser feito com os filhos de gente de bem. Durante nove anos cursaram os estudos intermediários e chegaram a iniciar Engenharia e Medicina, retornando ao Brasil e abandonando os planos em razão da Primeira Guerra Mundial.

Medeiros faleceu a nove de setembro de 1933. Cinco anos depois de sua morte, os herdeiros do casarão, Irene, Olímpia e Olívia, alugam o imóvel ao Tribunal de Justiça. Alguns anos depois, ainda na década de trinta, o palacete foi alugado a D. Maria Cabral, passando a ser Pensão Familiar. Até que em 1948 foi alugado ao sr. Sinval Duarte Pereira, quando recebeu o nome que terminou celebrizando, o âmbito da cidade, o casarão do Hotel Bela Vista.

A sua casa era centro de influencia política para o resto da cidade. E do palacete assombrado, que tinha capela particular e missa aos domingos e servia como clube social que a cidade ainda não tinha, começavam a ser alargados os caminhos do progresso social. Natal já tinha bailes, gelo e vestia casaca. E esse palacete viveu grandes festas da chamada alta sociedade natalense do começo deste século, inclusive recepções aos governadores da época e por estes oferecidas à elite e ao mundo político local.

O solar João Galvão, que fica do lado do Solar Bela Vista, também pertenceu ao coronel, que foi utilizado para a família se hospedar enquanto o casarão do lado não estava pronto.

Um ano após a construção do Solar, perto de hoje é a Travessa Aureliano, o mesmo coronel, que era plantador de Algodão, criou a loja “Paris em Natal”, próximo do cinema Polytheama. De acordo com Anderson Tavares de Lira, lá havia grande loja de tecidos, chapéus, calçados, perfumes entre outros artigos finos.

 

Solar Bela Vista e Paris em Natal, resquícios do Aureliano Medeiros em Natal

Ao ato da inauguração compareceram distintos cavalheiros da sociedade natalense, representantes do comercio, da imprensa, a banda de música do Batalhão de Segurança e o chefe político estadual Dr. Alberto Maranhão, que foi o freguês da primeira venda da loja: um corte de fazenda para a primeira dama do Rio Grande do Norte – Inês Barreto Maranhão. Fechou as portas nos 40 e hoje é um bar.

Hoje, a loja Paris em Natal encontra-se em total estado de abandono: