Chuvas Natal 2022

Chuvas do FDS de julho de 2022 superou a enchente de 1998 em Natal

A chuva mais forte foi em 30 de julho de 1998, quando choveu o dia inteiro e Natal acumulou 253,2 mm. As precipitações começaram no dia 28 e só terminaram no dia 30 de julho, causando enchente não só na capital potiguar, mas também na região Metropolitana. Mas, em julho de 2022, este recorde foi batido, uma vez que durante os quatro dias de julho choveu direto.

Sem contar que a capital potiguar mais a região metropolitana choveu 456 mm até o dia 04 de julho e a expectativa é de mais chuvas para essa semana em torno de 100 milímetros.

Como resultado, Natal entra em estado de calamidade pública, a partir de um decreto da Prefeitura Municipal. Além disso, os vários pontos de alagamento permitiu a danificação de algumas casas, crateras nas ruas, transbordar as lagoas de captação (ao todo foram 12 lagoas) e, pior, muitas pessoas desabrigadas e perderem tudo que tinha.

Pelo menos 28 residências foram interditadas pela Defesa Civil da capital nos bairros de Felipe Camarão, Ponta Negra, Candelária e Nordeste.

Para todo o mês de julho tinha como expectativa até 245mm, segundo a Empresa de Pesquisas Agropecuárias do Rio Grande do Norte (Emparn).

Relembre a chuva de 1998 em Natal:

A seguir, uma reportagem sobre as chuvas de Natal em julho de 2022:

As chuvas também atingiriam cidades da Grande Natal em 2022

As fortes chuvas, que culminaram nesta enchente, também interditou um dos caminhos mais famosos da Grande Natal: a Rota do Sol. Esta estrada, todavia, leva os turistas e banhistas a visitarem algumas praias do Litoral Sul, como Pirangi e Tabatinga.

Isso aconteceu pelo fato de que houve o rompimento na estação de tratamento de esgoto da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern). Além disso, houve vários pontos de alagamento em vários pontos de Parnamirim, Extremoz e Ceará-Mirim, sem contar com gente sem ter para onde ir.

Outras chuvas

Outro temporal que marcou bastante foi no dia 15 de junho de 2014, no qual culminou o deslizamento de terra da Rua Guanabara em Mãe Luíza, no período dos jogos da Copa do Mundo.

Antes, as outras maiores precipitações na cidade eram 216,8 mm em 2 de julho de 2008, 210,4 mm em 9 de junho de 2008, 184,4 mm em 27 de junho de 2000, 171,9 mm em 8 de agosto de 2008, 168,4 mm em 5 de maio de 1988, 167,7 mm em 18 de junho de 1986, 163,5 mm em 16 de maio de 2005, 153,1 mm em 17 de junho de 2001 e 152,4 mm em 15 de julho de 2004.

Joel Santana

Joel Santana já jogou no América de Natal

Hoje a gente ver o técnico de futebol Joel Santana na internet pelo seu inglês enrolado, mas engraçado aos olhos da turma. No entanto, ele começou a sua carreira como jogador e uma de suas passagens aconteceu na capital do Rio Grande do Norte. Mais precisamente no América de Natal, onde ele ficou por quase quatro anos. Na foto acima, ele é o rapaz de branco.

Joel é mais reconhecido por ter sido o único campeão estadual com os quatro grandes clubes cariocas (Botafogo, Fluminense, Flamengo e Vasco) e com os dois baianos (Bahia e Vitória), além de ter comandando a Seleção Sul-Africana no período de preparação para a Copa do Mundo que aconteceu no país, em 2010. Mas, a sua carreira no futebol foi como zagueiro.

História como atleta de futebol

Joel Natalino Santana nasceu no dia 25 de dezembro de 1948. Sim, o segundo nome é uma referência a sua data de aniversário. Começou a sua carreira aos 23 anos, considerada tarde para os padrões da época. Era zagueiro e atuou no Vasco e Olaria antes de jogar na capital potiguar.

Sua ida ao América de Natal

Após o sucesso no Vasco, ele foi contratado para ser o principal zagueiro do América de Natal. Com 27 anos, ele chegou no time, como um bom zagueiro, que chegaria para resolver os problemas da defesa.

“sse clube que me deixou saudades pelo carinho das pessoas. O povo aqui é muito afetivo. Tenho muitos e muitos amigos. Nosso time era muito bom. Para os grandes jogarem aqui dentro no Campeonato Brasileiro era difícil. Era outro campo, que era bom também, mas não tinha essa coisa de Arena. Foi maravilhoso o tempo que passei aqui, eu dava aula no estado, tinha vida toda formada aqui, mas tinha que voltar ao Rio, que era minha raiz”, disse em uma das entrevistas.

De acordo com os portais de notícia, ele chegou com uma boa expectativa, Joel não era muito técnico, mas tinha uma bola aérea muito boa, o que dava destaque para o jogador. Naquela época, os defensores não precisavam ter uma saída de bola boa, mas tinha que ser raçudo, e bom de cabeça, e isso ele tinha as melhores características.

Nos cinco anos que ele esteve em Natal, ele ganhou três vezes o campeonato estadual e sua primeira filha, Tatiana, nasceu.

Saiu para se tornar técnico de futebol

Joel decidiu encerrar a carreira de jogador para trabalhar como treinador por ver mais chances no futebol se ocupasse esse cargo. Inicialmente, ele estudou na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde estudou em educação física. Entretanto, ele transferiu-se ao Rio e graduou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Outros dados apontam que ele se formou na UFRN e voltou para o RJ depois.

Logo depois de se formar, Joel trabalhou na base do Vasco. Antes, dirigiu um time de estudantes em uma competição em Brasília, na qual, segundo o próprio treinador, terminou em terceiro lugar. Esta foi a primeira experiência de Joel como treinador.

Em 1981, Joel assumiu o seu primeiro clube. O Al Wasl Club decidiu apostar no jovem treinador e contratou-o. Apesar de não conquistar qualquer título, Joel permaneceu no comando da equipe por cinco anos. Também conhecido como “Papai Joel”, por conversar muito com seus jogadores e dar conselhos.

Em 1986 o Vasco da Gama convidou-o para retornar ao Brasil para treinar a equipe principal do clube. O convite foi aceito e Joel assumiu o seu primeiro clube brasileiro. A passagem não durou tanto quanto o seu primeiro desafio e ao fim de um ano o treinador mudou de ares mais uma vez seguindo para a Arábia Saudita para treinar o Al Hilal.

Três anos após, Joel retorna ao Brasil, agora o novo desafio é treinar o América do Rio de Janeiro. A passagem foi muito curta e no mesmo ano ele volta à Arábia Saudita.