live do Brechando e Curiozzzo

Reveja a live do Brechando e Curiozzzo de 30 de maio

Olha quem está de volta: eu e Henrique Araújo do Curiozzzo fazendo vídeos juntos. Ou seja, mais uma dobradinha do Brechando e Curiozzzo em live. Desta vez no Instagram, no qual falei sobre o processo de produção do Brechando e também dos problemas que o site teve ultimamente. Confira primeiramente o papo completo neste vídeo.

Dê o play da live do Brechando e Curiozzzo, portanto, a seguir:

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Sobre a revista do Brechando nº2

Finalmente o Brechando lançou a venda oficial de sua venda da segunda edição de sua revista que vai provar que Natal está viva e que temos histórias para contar e suas peculiaridades. Como resultado, são 60 páginas de matérias com conteúdo histórico sobre a cultura natalense, visto que coletamos materiais importantes para a história da cidade.

Além disso, lá está falando sobre a Natal durante a Gripe Espanhola, a origem do nome Londres Nordestina, Dicionário de Gírias Natalenses, Antes e Depois de lugares marcantes da cidade, fotografias da cidade e dentre outros assuntos.

Além disso, a revista só conseguiu sair do papel por conta da Lei Aldir Blanc, que incentivou os produtores de conteúdo a produzir materiais durante a pandemia.

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Para comprar a revista, aqui tem várias opções de levar o Brechando para casa e ainda mais há preços que estão em conta para ler coisas divertidas na pandemia.

Combo 2

Você ganhará:
– A revista Brechando nº 1
– A revista Brechando nº 2

Preço: 30 reais.

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Apenas a revista Brechando nº 2

Preço: 20 reais.

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“Este projeto foi realizado com recursos da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte. Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.”.

Gabrielle Dal Molin

Gabrielle e o seu “Carnaval no Abismo” em livro

Gabrielle Dal Molin nasceu em 1987, na cidade São Paulo, a maior cidade do Brasil. No entanto, ela se mudou para o interior de SP, onde viveu boa parte de sua juventude, mais precisamente aos 25 anos. Mas, se mudou para o Rio Grande do Norte, onde estudou mestrado em Antropologia pelo UFRN.

Após ser mestre, ela ficou e firmou terras no Rio Grande do Norte e ainda ganhou uma nova faceta, doula, uma profissional que ajuda a mulher se preparar nos nove meses de gravidez a parir com mais qualidade.

Mas, eu quero focar na Gabrielle escritora. Através das brechadas de Ayrton Alves e Victor H. Azevedo, da Munganga, ela publicou o seus mais novo livro “Carnaval no Abismo”.

Capa

O que retrata o livro

Lembram do que falei sobre seu lado interiorana e urbana acima? Ela tentou expressar o seu aprendizado a partir deste livro, uma vez que boa parte de sua juventude foi no interior de São Paulo através da natureza.

Carnaval no Abismo é o segundo livro de poemas da autora, que constrói suas imagens a partir do mergulho nas simbologias do cotidiano e da memória. Resgata a força e a magia de uma linhagem matriarcal profundamente conectada com a natureza, mas também fala sobre a vida concreta da urbe. São poemas escritos para para situar o abismo também como lugar de encontro.

Nos últimos anos, Gabrielle participou de muitas descobertas, desde a maternidade até se encontrar em um relacionamento poliamoroso.

Seu primeiro livro de poesia, Seiva (Ed. Multifoco) foi publicado em 2017 e o segundo, Carnaval no Abismo, acaba de ser publicado pela Munganga Edicões, contemplado pela Lei Aldir Blanc, através da Fundação José Augusto, do Governo do RN.

Ela também está no Medium

Para saber mais como são os textos de Gabrielle Dal Molin, ela está no Medium, plataforma para divulgar textos variados. Além de poemas, escreve sobre as vivências de ser mãe, bissexual e não monogâmica.

Leia, portanto, neste link.

Café Filho Vila

Casa que Café Filho nasceu virou uma vila

Matéria da vila que foi Casa de Café Filho apareceu pela primeira vez na primeira edição da Revista Brechando, novembro de 2018. Foi o dia que eu e Ayrton Alves visitamos a casa na cara e coragem, no qual fomos recepcionados muito bem pelos moradores. 

Com sérios sinais de desgaste, a Casa de João Café Filho localizada no bairro da Ribeira há anos se transformou em uma vila. O Brechando resolveu, portanto, entrevistar os moradores.

A Proclamação da República aconteceu no dia 15 de novembro de 1889, onde o Brasil deixou de ser uma monarquia imperialista e virou uma República com um presidente como chefe de Estado. No mesmo ano nasceria um de seus futuros presidentes, o Café Filho, no dia 3 de fevereiro.

Muitos falam de Café Filho como presidente da República, político, sindicalista e jogador de futebol do Alecrim, mas poucos esquecem as suas marcas registradas por Natal. Nas ruas do tradicional bairro da Ribeira foi onde João Fernandes Campos Café Filho cresceu, morou e estudou nas principais escolas da capital potiguar, mesmo tendo morado em Recife e no Rio de Janeiro, a sua vida política foi toda feita no estado de formato de elefante. 

Potiguar na presidência

Se tornou presidente da República após o suicídio de Getúlio Vargas, no ano de 1954 e saiu no ano de 1955 por motivos de saúde. 

A casa onde passou boa parte de sua vida ainda está de pé no bairro citado, numa rua chamada Quinze de Novembro (coincidência ?), mais precisamente em uma perpendicular na Avenida Duque de Caxias; principal via da região com a Rocas, Santos Reis e Cidade Alta. Uma das curiosidades é que a rua, antigamente, se chamava Rua do Triunfo, segundo a autobiografia do político. 

Quase 130 anos depois, a casa branca com um brasão gigante na entrada ainda se mantém, apesar da aparência desgastada e restando apenas uma porta de entrada e uma cerca elétrica.

A casa hoje

Hoje, o atual proprietário, que não pertence aos familiares do ex-presidente morto em 1970 (os netos e bisnetos de Café Filho moram no Rio de Janeiro), transformou a casa em uma vila, abrigando em torno de 10 pessoas. 

Embora tenha sofrido deveras modificações, como a retirada de janelas e modificações porta principal, o piso ainda continua sendo do século XVIII, além das portas dos quartos, que virou uma espécie de kitnet para as famílias que pagam o aluguel todo mês, sendo que o banheiro fica no quintal da casa, junto com a lavanderia e mais dois quartos ao fundo, sendo um interditado pela Defesa Civil de Natal após a estrutura do prédio na Duque de Caxias ter caído e derrubado o telhado de um dos quartos. 

E como ficou a casa?

O Brechando foi saudado pelo mascote da vila, o Pedro Henrique, um cachorro vira-lata, simpático, com apenas um olho e resgatado pelo pedreiro José Soares, pernambucano que mora na vila há mais de 20 anos, no qual conta como é um pouco morar no local e tenta nos ajudar a mostrar como essa casa histórica é uma vila. 

Café Filho Vila
O cachorro Pedro Henrique recepcionando os repórteres

“Gosto de morar na Ribeira, porque aqui é perto de tudo, só preciso subir uma ladeira para resolver todos os meus problemas”, comentou o José, que veio para Natal após ter separado de sua esposa em Recife. “A cachaça atrapalhou o nosso relacionamento e causou as nossas brigas. Preciso falar dos meus erros, pois não sou santo”, lamentou o senhor com quase 60 anos.